O artigo 306 do CTB bem que poderia ser chamado de “fonte emergencial de renda”, “captação rotineira de recursos” ou algo parecido. Precisou de uma grana extra, basta uma viatura policial parar numa sombra da beira da estrada, acenar para meia dúzia de veículos que passarem e ao menos um dos motoristas vai trocar as pernas, falar mole e jurar de pés juntos que bebeu apenas um copinho da loira gelada. Mas o sisudo bafômetro vai acusar que foi muito mais do que isso e o bom moço, ordeiro e trabalhador ou arruaceiro e perturbador vai sentar-se ao piano do delegado de plantão e ‘morrer’ em pelo menos um salário mínimo de fiança, além de ficar a pé. Pois é!!! Brasileiro não liga muito para leis…
O Sr. Adão Ribeiro Alves, 36 anos morador do bairro dos Fernandes – deve ser vizinho do meu compadre Benicio – em Santa Rita do Sapucaí, trafegava pela Fernão Dias no seu fusca branco, quando na altura do bairro Cruz Alta os patrulheiros ‘pediram pra parar, parou’. Os documentos estavam em ordem mas o hálito do Adão estava de matar!!! Os olhos? Parecia que ele havia comido pimenta… O ‘quatro’ com as pernas? Só se fosse sentado. 0,79 mg/l de álcool no sangue, segundo o medidor de teor alcoólico. Isso custou R$ 1.244 reais de fiança na DP de Pouso Alegre.
Muito mais abusado – para não dizer irresponsável – foi o lavrador Vinício Carlos da Silva, 37 anos,morador do bairro Bom Jardim em Cachoeira de Minas. Ele passava pelo bairro Alto das Cruzes pilotando sua motoca quando foi convidado a parar numa blitz da policia militar. Além de não possuir habilitação para conduzir motos, Vinício estava mamadinho mamadinho. 0,95 mg/l de suco de gerereba no sangue – deve ser a Suindara envelhecida daquele alambique que fechou ali perto… Mais R$ 1.244 reais
Só nesta paradinha de ontem à noite o Estado arrecadou quatro salários, R$ 2.488 reais, sem falar das multas administrativas. Taí uma boa fonte de arrecadação de receita para o Estado que somente quem anda na contramão da lei vai reclamar…
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Droga nas ‘regiões pudendas’ leva Samelo para o hospital
Ao chegar para o trabalho na Delegacia Regional hoje pela manhã o sempre atuante delegado Gilson Baldassari recebeu a informação do plantonista noturno que uma ex-presidiária do bairro São João havia sido conduzida para o hospital regional com dores abdominais… Em tempos de mulas levando drogas para parentes e namorados na prisão, seria mais um caso de “perereca recheada?” A droga seria levada para o hotel do Juquinha? A quem se destinava a droga?
O B.O.P.M dizia apenas que a cidadã Francisca Eliana da Cruz, conhecida no meio policial por “Samelo”, chamara a policia à sua residência no inicio da madrugada, se queixando de dores na barriga. Ao ser interpelada pelos policiais, dissera que havia colocado 50 gramas de farinha do capeta e 75 gramas de erva marvada … no anus.
Antes de qualquer providencia o eficiente delegado contatou o hospital para saber o estado de saúde da mula e fomos lá nos inteirar da situação in loco. Era alarme falso. Samelo estava bem. Fora submetida a exame de toque e lavagem intestinal e nenhum tipo de droga foi encontrada. Ela já estava de alta hospitalar, aguardando apenas a chegada do delegado.
Interrogada informalmente Samelo disse que passara mal durante a madrugada e quando foi socorrida pela PM estava muito chapada, por isso não sabe o que falou para os policiais.
Se a mulata realmente estivesse levando drogas no corpo, como fez na semana passada a falecida Michele, ela assinaria o 33 da lei anti-drogas, pelo verbo “transportar”. Ela estava ‘limpa’. A droga que provavelmente usara e a deixara ‘chapada’ já se misturara ao sangue. Mas ela não ficará sem chumbo. Gilson Baldassari vai enquadrá-lo no artigo 340 do CP, “comunicação falsa de crime”, cuja pena varia de 1 a 6 meses de detenção.
Francisca “Samelo” Eliana da Cruz, 35 anos, tem dois irmãos hospedados no Hotel do Juquinha. Ela própria deixou o ‘hotel’ recentemente, depois de longa temporada, por pequenos furtos e trafico de drogas. Na próxima visita que fizer aos irmãos, é bom ficar de olho nela… mais precisamente na ‘pererec…’
Mais uma mão leve é ‘eliminada no paredão’ do Baronesa
A dona de casa L.A.F. da Silva, 31 anos, moradora do bairro Chácara em Conceição dos Ouros, não deve assistir as baboseiras do Big Brother e nem ler o Blog do Airton Chips. Se o fizesse ela saberia que hoje em dia até na vendinha do Quinzinho na curva da estrada do Albertão, tem uma Câmera indiscreta apontada para ela, vigiando seus passos. Lú Mão Leve da Silva entrou no Hipermercado Baronesa e resolveu brincar de “um pra você… outro prá mim”. A cada mercadoria que ela colocava no carrinho, colocava uma também na bolsa. Enquanto isso os ‘expectadores’ do big brother filmavam seus passos. Ela passou serena pelo caixa, pagou as mercadorias do carrinho e quando ja estava no estacionamento o segurança apareceu e falou com firmeza;
– Desculpe, acho que a senhora esqueceu alguma coisa na bolsa. Venha tomar um cafezinho conosco na gerencia…
Lú, coitada, sentiu um frio na espinha e foi abrir a bolsa na delegacia de policia. Ela tinha mesmo esquecido de pagar 4 protetores solar, 3 frascos de gel para o corpo, 1 frasco de loção Nívea, 1 sabonete intimo e um frasco de Sundown. Tão preocupada com a higiene pessoal e tão distraída..!!!
Ao sentar ao piano do delegado e assinar o 155, Lú Mão Leve da capital do polvilho, estava tão nervosa que não queria nem lembrar a besteira que havia feito. Isso lhe custou, além de um pequeno processo, um salário mínimo de fiança. Dá para encher dez bolsas de produtos de higiene pessoal.
Se tivesse lido a historia da ‘Caixeira de Armazem’ , da semana passada, teria evitado o vexame e o prejuízo…
Larapio dorminhoco furta vizinho em Conceição dos Ouros
Você já ouviu aquela expressão; “… beber até perder o rumo de casa!!!” Pois é. O Fabiano Moreira, 30 anos, morador do bairro Chacara em Conceição dos Ouros, capital do polvilho é a expressão viva do jargão… Perdeu a linha com carretel e tudo…
No domingo ele desfilou-se pelos bares da vida, amarrou-se num pé-de-cana e ao voltar para casa resolveu pegar um atalho pela casa do vizinho. Pulou o muro mas estava tão mamado que caiu na horta e já que estava ali, entrou na casa do comerciante Aparecido Felix Marcos, pegou dois pacotes de cigarro, um aparelho DVD e saiu de fininho pelo portão da frente. Bem, não foi tão de fininho assim, pois ele saiu trocando as pernas, com a calça caindo, a res furtiva debaixo da camisa e seguiu para casa. Antes de sumir de vista, no entanto, um vizinho do comerciante ligou para sua casa e avisou que o larapio havia pulado seu quintal. O comerciante estava dormindo no sofá da sala, por isso não percebeu a presença do gatuno.
Quando a policia chegou na casa de Fabiano, minutos depois do furto, ele já estava nos braços de Morfeu. Ao ver os homens fardados perdeu a fala, ficou completamente mudo. Mas o cigarro e o DVD estavam ao lado da cama. Desceram todos para a Delegacia Regional de Pouso Alegre. Depois de sentar ao piano e assinar o 155, finalmente o larapio que furtou quase dormindo, pode enfim curar a manguaça em paz… no Hotel do Juquinha
Chineladas em Heliodora levam padrasto para o xadrez
Com a “Lei da Palmada” ainda tramitando no Congresso Nacional, os “tapinhas de amor” já doeram no cidadão Jonai Cordeiro de Assunção, em Heliodora. Na verdade não foram tapinhas de amor, mas sim “chineladinhas furiosas” que ele desferiu no enteado R.A. da Silva.
O garoto de 9 anos estava deitado no sofá da sala e Jonai queria que ele ficasse sentado… O garoto recalcitrou e acabou recebendo chineladas nos braços e nas costas. E o pior é que ele estava com o braço engessado de uma fratura anterior… A mãe do menino foi chamada, chamou o Conselho Tutelar, pediu providencias e… Deu B.O.
Mais tarde dona Monica que vive há 7 anos com Jonai se arrependeu e quis retirar a queixa mas já era tarde. O garotinho com o lombo ardendo e a calcificação do braço interrompida foi parar no hospital regional de Pouso Alegre e o caso foi parar na DP. Jonai Cordeiro – que virou leão – tem um filho e três enteados com Monica e costuma corrigir a criançada na sola do chinelo. Desta vez sentou-se ao piano do delegado de plantão e assinou o 129.
Agora, ‘tapinha de amor’ dói sim senhor… em quem bate e em quem leva… Em Cordeiro-Leão doeu um salario minimo.
Mãe arma arapuca para o filho traficante
Baseado em denuncias de amigos ocultos da lei, autorizados pelo homem da capa preta, policiais militares fizeram uma visita ao jovem Dener Rafael da Silva Ribeiro, na rua Joao de Barros, no Jardim São João, anteontem. Ele não estava em casa mas sua mãe recepcionou os homens da lei e os deixou a vontade. Debaixo da cama do mocinho foi encontrada a prova do crime, 29 pedras beges fedorentas.
Dona Maria disse aos policiais que já puxou a orelha do filho do causa da droga mas ele não se emenda. Em novembro ele completou 18 anos e ela lhe deu o cartão vermelho. Disse ao filho:
– Se você não me obedece, quer sujar o nome da família e estragar sua vida!!! Tudo bem, mas vá fazer feiúra longe daqui. Pegue sua mala e … rua!!!
Mas o menino não ligou para a bronca. Continuou fazendo da casa da mãe o seu QG de drogas.
Como ele estava ausente, dona Maria pediu ao filho menor para chamar o mini-traficante pelo telefone. Ele veio. Chegou minutos depois e caiu direto nos braços da lei. Mas como todo mundo que o dá o tapa e esconde a mão, ele também tentou tapar o sol com a peneira… Disse que era apenas usuário e que a droga era do irmão, de 15 anos. Não colou. Se ele não saiu de casa numa boa quando sua mãe mandou, agora saiu na marra… direto para o hotel do Juquinha.
O Leleu também vai cair …
Aproveitando que estavam com a mão na massa, os homens da lei visitaram também o muquifo do garotão Leonardo Martins Bernardes, o Leleu, morador da rua Viçosa, no São João. Lá a prova do crime era ainda mais rica. Além de 24 pedras de crack prontinhas para venda, encontraram também um revolver HO calibre 32 com cinco munições. Como Leleu não estava em casa, naturalmente esquivou-se das pulseiras de prata, mas foi devidamente qualificado. Para não cair nas malhas da lei, só se soverter na face da terra. Agora a batata está assando pra ele…
‘Caixeira de armazém’ roda com R$ 150 no sutiã
Antigamente – aliás, bem antigamente – quando eu era um pequerrucho lindo e loiro, de cabeça chata, descalço e calça curta lá no meu amado Coutinhos, e ouvia alguém dizer “fulano agora é caixeiro no armazém do sicrano”, eu ficava tentando entender o que era isso. Mais tarde entendi que caixeiro era aquele funcionário de confiança, que cuidava do caixa, do dim-dim do patrão… E o dinheiro era guardado na algibeira da calça larga de brim caqui, azul chumbo ou verde bosta de vaca.
O jovem Tadeu, um mulatinho espigado que se tornaria contador, advogado e comerciante de ‘peso’, foi um destes caixeiros do armazém do Geraldo Correia, na esquina da praça Com. Ferreira de Matos – meu antepassado – em Congonhal. Quanta confiança o patrão tinha no empregado!!! Quanta mudança para os dias atuais. Hoje ‘os’ caixas e ‘as’ caixas de supermercado, com tudo automatizado, trabalham vigiados por câmeras que acompanham todos seus movimentos – Por que será??
Pois é, mas nem toda vigilância evitou que a jovem “caixeira”, N.C.S.Brunorio, 20 anos – hoje chamada de “operadora de caixa” – caísse em tentação… Ela começou trabalhar no Baronesa no mes passado e desde então seu caixa tem apresentado pequenas diferenças… Sempre para menos. Preocupados com este ‘desnível de caixa’ que pode abalar a economia da mina de ouro do patrão, um encarregado fiscal passou a monitorar seus passos, quero dizer suas mãos leves. Ontem, através do famigerado “Big Brother” que somente a ‘caixeira’ não sabia que existia, ele viu quando ela separou duas notas, uma de 50 e outra de 100 e depois de olhar ressabiada de um lado para outro, dobrou e colocou no sutiã. Na hora de fechar o caixa N. foi convidada a tomar uma ‘cafezinho na gerencia’. De lá desceu para a DP, sentou-se ao piano e assinou o 155. Mas não deu o braço a torcer… Disse que o dinheiro era troco de um celular novo que havia comprado, mas que ainda estava na loja. Ainda bem que era cedo da noite e nenhum ‘boi dormiu’….!!!
…Saudade dos tempos do ‘caixeiro de armazém…’
Filho nóia arma barraco no Saúde
Vizinhos da senhora Sumara Aparecida Queiroz na rua Bernadete Santos Duarte, 255 no Saúde, exatamente onde décadas atras era esconderijo do Corpo Seco do Santo Antonio, viveram momentos de tensão e insônia no inicio da madrugada de ontem. Tudo causado pelo garotão Gustavo Queiroz da Silva, filho dela. O moço que mora no Jardim Amazonas e tem o nefasto habito de arrastar a pesada carga de pedra bege fedorenta e se amarrar no pé de cana, resolveu fazer uma visitinha à mãe… às duas da manhã!! Percebendo que o filho estava chapado e mamado, Sumara recusou-se abrir a porta. Gustavo então desfiou o rosário de injurias e ameaças contra a mãe, ali mesmo no meio da rua.
Tentando por fim à enxurrada de farpas e espinhos que o jovem atirava contra a mãe, o vizinho Diego Diogo de Paula saiu na janela e pediu que ele moderasse o vocabulário. Foi pior que jogar pedra em caixa de marimbondo. Aliás, foi quase pedra que Gustavo jogou. O tijolo acertou a porta de vidro e os estilhaços acertaram Diego e seu pai Francisco de Paula.
Os homens da lei foram chamados e minutos depois estavam todos na DP. A mãe do moço desandado e seus vizinhos – fizeram a coisa certa – não perdoaram armador de barraco na madrugada. Gustavo sentou-se ao piano, assinou o 129, 140 e 147, tudo com tempero de “Maria da Penha” e foi curar sua nóia no Hotel do Juquinha.
João Grandão mata irmão com enxadão em Heliodora
O crime aconteceu no final da noite de ontem na pacata Heliodora, cidade de 5 mil habitantes, que homenageia a musa Barbara Heliodora, do inconfidente exilado Claudio Manoel da Costa. No meio de uma discussão fútil, como sempre, João Batista Carolino, conhecido por João Grandão, aplicou um golpe de enxadão na cabeça do irmão Roberto Carlos da Silva, de 42 anos. Ele foi levado com ferimento corto contuso para o hospital Samuel Libanio em P. Alegre e veio a falecer às seis da manhã desta sexta. Enquanto isso, o irmão valentão João Grandão dobrava a serra do cajuru.
Após golpear mortalmente e sem piedade o irmão mais velho, João Carolino perdeu a coragem de encarar os homens da lei e enfurnou-se num matagal próximo de sua casa. A policia foi chamada, e, conhecendo a fama do valentão, reuniu toda corporação da cidade, incluindo os policiais de folga e saiu na captura. João Grandão valentão, agora covardão, escondeu-se ali perto, numa casa em construção, mas foi localizado pelos abnegados homens da lei e recebeu as pulseiras de prata.
Ao sentar-se ao piano do delegado Gilson Baldassari, em Pouso Alegre no final da tarde desta sexta, o moço que costuma resolver suas pendengas na força bruta, teve a pachorra de dizer que apenas se defendeu, pois Roberto portava uma foice e se soubesse que o irmão havia morrido em virtude da enxadada, teria se entregado. Segundo ele e testemunhas do macabro crime, o trololó foi iniciado por causa de umas tabuas, que Roberto Carlos lhe devia.
Violência extrema por motivos fúteis não é novidade para João Grandão. Aliás, é sua marca registrada. O moço de fisionomia serena e tranqüila – como diria meu ex-caseiro Paulo da Silva – trás no peito um coração duro. João Carolino parece fazer valer o apelido e o porte físico. Ele já foi processado por tentativa de homicídio, estupro e diversas lesões corporais, quase gratuitas, contra os irmãos. Desta vez, o pote que tanto foi à fonte… voltou quebrado. João Carolino Grandão valentão sentou-se ao piano, assinou o 121 e foi se hospedar no hotel do Juquinha. Dificilmente ele verá a saudosa cidade dos meus amigos Chumbinho, Titó, Claudia Valeria, Nadia Louzada, Jose Damasceno e outros desportistas e o sol nascer redondo atras da serra de Natercia, antes de 2020…
Obs; Desculpe a demora, meus queridos leitores … é que mudei de casa e de cidade recentemente e minha internet Oi velox é leeeeeeenta para instalar e meu modem TIM pega somente onde e quando quer…
Traficante da Rua da Paz, perde a paz…
Caiu ontem à noite mais um pequeno distribuidor de pedra bege fedorenta na cidade de Alfenas. Aliás, cidade universitária, infestada de jovens estudantes, médicos e dentistas que amanhã estarão cuidando da saúde dos outros, hoje não cuidam nem da deles. Por outro lado a gloriosa Policia Militar de Minas Gerais está muito bem representada na cidade universitária pelo seu comandante Major Daniel Paulino. É raro o dia em que dois, três ou mais meliantes não enroscam nas malhas da lei.
…E a bola da vez foi o jovem A.R.S., 18 anos. Ele entrou no ramo de distribuição de drogas e montou seu QG num terreno baldio da Rua da Paz, no jardim Betanea. Como já é conhecido no mundo dos nóias – Eta mundinho triste, sô – ele fica de bobeira por ali numa bicicleta preta como ele à espera da clientela. De repente alguém esbarra nele e dispara;
– Aê, mano, tem brita…?
Ele sai pedalando, vai até o terreno baldio, desenterra a baranga, entrega, guarda a nota de cinco merréis na algibeira do bermudão jongolhó ou da blusa de capuz e continua por ali com pinta de somongó – não confundir com “somôngo”, que é exatamente o oposto, o que no fundo, no fundo dá no mesmo, pois o sujeito que acha que vai se dar bem na vida, destruindo a saude dos outros, é um tremendo “somôngo” – à espera do próximo otário.
Falando em otário, A.R.S. também o é. Enquanto ele toca discretamente seu nefasto e ilícito comercio achando-se impune, amigos ocultos da lei – graças a Deus este time está aumentando – vigiam seus passos. Foi exatamente um destes amigos ocultos da lei que levou os policiais ao seu frágil QG ontem à noite. Abordado depois de alguns minutos de filmagem, A.R. tinha na algibeira R$ 27,50 e debaixo de uma pedra no terreno baldio 08 pedras bejes e uma baranga de farinha.
O pequeno traficante da Rua da Paz desceu para a DP, sentou-se ao piano, assinou o 33 e … perdeu a paz.
