Edinho, o estelionatário… a batata está assando pra ele

Os garrotes, novilhas e vacas que os incautos pecuaristas venderam ao comerciante Edinho, o estelionatário de Caxambu, mediante “promessas” de pagamento, foram para o brejo… Mas ficou um alento. O gordo moço que vive dando prejuízo aos magros criadores de gado, está prestes a seguir o mesmo destino das vacas… está quase atolado no brejo.

Enquanto algumas vitimas do desalmado comerciante, que levou na lábia as parcas economias de ingênuos criadores, buscavam mais informações acerca do seu paradeiro, neste blog, outras procuravam a policia. Agora os policiais do 17º Departamento de Policia Civil, que envolve as regionais de Pouso Alegre, Itajubá e São Lourenço já têm o seu completo dossiê. Diversos sitiantes da região já depuseram contra ele. Além do crime de Estelionato, que raramente leva o meliante para a cadeia, Edinho deverá responder também por formação de quadrilha.

A vida de crimes do comerciante de gado está na ponta do laço.  No primeiro corcovado que ele der a policia vai chamá-lo na chincha, dominá-lo, colocá-lo na seringa e soltá-lo arreado na arena de um presido qualquer da região.

O churrasco, quero dizer… a batata está assando para ele. A qualquer momento sua atividade criminosa vai virar cinzas…

Uma boa noticia para quem ficou só com a poeira da boiada sumindo na curva da estrada.

Policia Federal desmancha quadrilha do “Golpe do Seguro-desemprego” em Pouso Alegre

Policia Civil já havia esbarrado na quadrilha, mas para evitar o ‘conflito de competência’, passou o caso aos federais.

Do G1 Sul de Minas

A Polícia Federal faz uma operação nesta sexta-feira (16) no Sul de Minas para desarticular uma quadrilha que realiza fraudes em seguro-desemprego. Segundo a PF, estão sendo cumpridos 13 mandados de prisão temporária e 18 mandados de busca e apreensão nas cidades de Pouso Alegre e Machado. A operação foi batizada de “Operação Hefesto”. Os suspeitos de integrarem a quadrilha são servidores públicos federais, falsificadores e agenciadores.

De acordo com as informações da PF, o grupo começou operar em agosto de 2011 por meio da criação de vínculos trabalhistas fictícios em carteiras de trabalho. As pessoas eram procuradas pelos integrantes da quadrilha e utilizavam documentos falsos para obter parcelas de seguro-desemprego. A suspeita é que o grupo tenha causado um prejuízo de aproximadamente R$ 500 mil aos cofres públicos.

Os presos vão responder pelos crimes de estelionato qualificado, formação de quadrilha, falsidade ideológica e uso de documento falso cujas penas somadas podem chegar a 18 anos de reclusão.

 

Comerciante é assassinado com golpe de guarda chuva

O terceiro dia de 2011, uma terça feira, foi um dia típico de verão. Choveu quase o dia todo. Chuva fina, chuva chata, chuva fria, chuva de molhar bobo. Ideal para se ficar em casa, ver filmes de melodrama ou de aventuras de Indiana Jones e dormir, ou… ir para um boteco dar uns amassos na loira gelada ou na Kátia… ça. La na minha terra um dia assim é aproveitado para roçar pasto, com foice ou arco…

Enquanto o céu cinzento e carrancudo despejava lentamente a chuvinha fria, durante mais de uma hora, uma figura quase sinistra rondava o quarteirão da rua Benedito Soares no bairro Jardim Satélite. Um crime quase macabro estava para acontecer. O sujeito de meia idade, branco, forte, ligeiramente calvo e grisalho, óculos de grau, debaixo de um guarda chuva preto andava soturno lentamente sob os beirais das casas e das arvores, esperando pacientemente a chegada da vitima. Não estava armado, mas a raiva que trazia no peito era capaz de matar… até com o cabo do guarda chuva.

Eram cinco e meia da tarde e ainda chovia fino quando um VW Saveiro parou em frente uma casa. Era conduzido por Jose Donizette Amantino e trazia no banco do passageiro o amigo Jose Luiz Garcia. Passaram boa parte da tarde abraçando umas loiras num boteco ali perto. Não estavam mamados, mas estavam bastante ‘altos’. Antes que o mecânico saltasse a soturna figura se aproximou e teve inicio um ligeiro trololó. O passageiro do Saveiro, Jose Luiz Garcia não entendeu bem o motivo e nem o conteúdo da discussão. Pode perceber apenas que o homem do guarda chuva falava de uma dívida.

Para por fim ao rápido e ríspido dialogo, Jose Donizete fez menção de saltar da caminhonete. Não teve tempo. Através da janela semi-aberta o vulto sinistro bateu com toda força que o braço permitiu, com o guarda chuva no seu rosto. A ponta rombuda do objeto acertou o olho esquerdo. O golpe foi tão violento que atravessou o glóbulo e penetrou até a massa encefálica. A dor física é determinada pelo cérebro. Com ele danificado Jose Donizette não chegou a sentir dor. Entrou em coma ali mesmo. Passou por cirurgia no hospital regional para retirada da ponteira de plástico do guarda chuva do globo ocular e nunca mais abriu o olho que sobrou.

O sinistro cidadão do guarda chuva assassino naturalmente não esperou para conferir o estrago que fizera. Tão misterioso quanto chegara, dobrou a serra do cajuru.

Mas quem era ele?

O passageiro Jose Luiz não o conhecia. Os familiares da vitima não o viram. Os vizinhos até então não haviam reparado a macambúzia figura na rua. A única pessoa que o conhecia… nunca mais faria qualquer movimento ou emitiria algum som.

Este era um mistério para os investigadores da 1ª Delegacia Regional de Policia Civil de Pouso Alegre, orientados pelo sempre comedido delegado Gilson Baldassaris, desvendar. Saíram a procura da agulha no palheiro. Foram persistentes, apaixonados, competentes, pacientes e inteligentes. Juntaram as informações do passageiro e colega de copo Jose Luiz, dos filhos da vitima, dos vizinhos, dos amigos de Jose Donizete. Pesquisaram os arquivos do instituto de Identificação e do DETRAN. Encontraram fotografias do provável suspeito, exibiram para as testemunhas e seis dias depois do crime encontraram a ‘agulha’. Chegaram ao viúvo João Batista Zorzetto, 52 anos, morador do bairro Santo Ivo, ao qual a vitima devia R$85 reais proveniente da compra de restos de material de construção. Dívida esta que se arrastava há meses e persistentemente cobrada por Zorzetto.

Interrogado pelos investigadores e pelo delegado de Crimes Contra a Vida, João Zorzeto abriu o livro, mas tentou amenizar seus atos. Ao sentar ao piano ele contou que há quase um ano vendera umas portas de aço, de madeira, batentes e uma estufa para Jose Donizete por R$850 reais – os investigadores levantaram que o valor era de 85 reais – e desde então vinha tentando receber a divida, sendo sempre ‘enrolado’ pelo devedor. Disse ainda que na chuvosa e macambúzia terça feira, abordou o devedor na rua e este teria ‘jogado’ o carro para cima dele e fugido, por isso foi esperá-lo perto de sua casa. Disse também que na discussão, fora ameaçado por Donizete por isso antes que ele descesse do carro, atirou o guarda chuva em sua direção sem ver onde acertou e que não ficou sabendo da gravidade da lesão.

Depois de assinar o 121 c/c 14 do CP, João Zorzetto, o vulto sinistro do jardim satélite voltou para casa, como manda a lei. Jose Donizette, o moço que enrolou para pagar uma divida de R$85 reais, parou de respirar duas semanas depois com restos do guarda chuva no cérebro.

Este foi o primeiro homicídio do ano de 2011 em Pouso Alegre…

Policia procura drogas e acha materiais de construção roubados no bar da Sandra

Amigos ocultos da lei levaram a policia militar ao bar & restaurante da Sandra, no final da tarde de ontem em Santa Rita do Sapucaí. Segundo a denuncia, ela estaria distribuindo pedra bege fedorenta e erva marvada em seu comercio.

Durante as buscas os policiais não encontraram drogas, mas encontraram farto material de construção tais como rolos de fios elétricos, tubo de cola, tubos e conexões, pias de marmore, etc…Quase 50 itens.

Sandra Maria dos Santos, 42 anos, alegou que os materiais pertenciam ao seu amasio Erinaldo Ribeiro da Silva, 32, funcionário da empresa Planevale Empreendimentos e o mesmo teria dito que recebera tais materiais dos colegas, em doação. O curioso é que os referidos materiais são novos e tinham até etiqueta da empresa. Mais curioso ainda é que encarregados da empresa ultimamente tem notado que o estoque dos referidos materiais tem desaparecido sem registro de saida… Curioso, né?

Sandra recebeu pulseiras de prata e foi sentar-se ao piano do delegado de plantão em Pouso Alegre. Depois de assinar o 180, voltou para Santa Rita, passou direto pelo bairro Serrinha, passou pelo bairro Juquita onde funciona seu restaurante e deposito de materiais “doados” e foi se hospedar no hotel Recanto das Margaridas.

Erinaldo, o amasio que ganha materiais de construção novinhos em folha? Ele está a serviço da empresa em São Jose dos Campos. Quando voltar para casa terá que calçar a cara e contar a historia da carochinha…

Será que o encanador estava de sociedade com o patrão… Um pra você, um pra mim, um pra você, outro pra…

Maria da Penha manda sogra para cadeia em Ouro Fino

Em briga de marido & mulher ninguém deve meter a colher… Nem a sogra!!!

Dona Cristina de Assis Barbosa, 38 anos devia ter escutado o velho ditado…

Seu filho Hyan Fanuel Barbosa teve um caloroso  afair – na verdade foi muito além do afair – com a menina – menina mesmo, 15 anos – S.L.Moraes. Nove meses depois colheram o fruto.

O baby tem ainda dois meses e os pais já estão separados, por conta das drogas que Hyan usa e distribui, segundo a mãe precoce.

Ontem o garotão foi visitar o bebezinho com segundas intenções… Ele queria pegar o dinheiro do leite do filhinho para comprar a pedra bege fedorenta!!! A garotinha tentou impedir, discutiram, pegaram no tapa e a mãe dele entrou na confusão para que ela não chamasse a policia. Ao ser arrastada pelo ex-carametade pelos cabelos, a mãe-adolescente agarrou uma vassoura e distribuiu golpes para todo lado conseguindo assim se desvencilhar e pedir socorro aos homens da lei. A sogra recebeu pulseiras de prata e desceu para a delegacia Regional de Pouso Alegre, onde sentou-se ao piano e assinou o 129 ‘apimentado’ pela Lei Maria da Penha.

Hyan, o pai que queria trocar o Nam do baby por drogas, vazou… mas a batata está assando pra ele…

 

Saracura finalmente foi para o brejo…

Você conhece saracura?

É uma avezinha brejeira – literalmente – que vive em beiras de rios, brejos e taboais. O bichinho de cor marrom por baixo e azulado ou erverdeado por cima, olhos muitos vermelhos, passa o dia todo no mato. Só sai pela manhazinha em busca de insetos e no crepúsculo, quando costuma emitir o som semelhante a ‘tres potes’. O matuto garante que este canto é prenuncio de chuva. É extremamente arisca e arredia. Ao menor sinal de perigo… pernas que te quero!?!? Em segundos a ave sorrateira se enfurna no mato se misturando a juncos, taboas, bastões e copos de leite. Se for necessário bate asas e desaparece ainda mais ligeiro.

Bem, esta é a saracura do brejo ou do mato…

Nenhum apelido cairia tão bem a Adriano da Silva Oliveira, o ‘nosso’ Saracura. Ele tem 34 anos, vive no velho Aterrado, não come insetos e nem brotos de milho, mas é esperto, ‘arteiro’, arisco e ligeiro tanto quanto.

Ao pé da tarde de ontem Adriano Saracura desfilava pela rua Luiz Prudenciano Alves – as canetas da policia militar e agora o computador, não conseguem grafar a palavra “prudenciano”. A vida toda escreveram e continuam escrevendo “pordenciano” –  com dois sacos plásticos no bico, desculpe… na mão. Ao avistar os policiais fez igual a avezinha brejeira; saiu em desabalada carreira, pulou muros brejos e quintais. Somente faltou bater as asas e levantar vôo. Foi parar debaixo de uns colchões da casa de numero 210 da rua Benedito Eleoterio de Assis. Os dois sacos eram, segundo a PM, farinha do capeta.

Ao sentar ao piano do delegado de plantão Saracura, com as asas cortadas, disse que a droga não era dele, mas não podia dizer de quem era senão lhe arrancariam as penas no Hotel do Juquinha. Dono de extensa capivara com uma fieira de artigos penais, assinou o 33 e foi rever os fiéis amigos no hotel do contribuinte.

POLICIA MILITAR REALIZA GRANDE OPERAÇÃO DE FISCALIZAÇÃO DE MOTOBOY

Na data de 14 de março de 2012, a Policia Militar de Minas Gerais realizou a Operação Motoboy cujo objetivo foi fiscalizar a documentação das motocicletas utilizadas nas atividades de motoentrega, também conhecidas como motofrete. A operação foi integrada e conjunta com a Prefeitura Municipal que fiscalizou os estabelecimentos físicos onde funcionam tais atividades.

Enquanto a Policia Militar direcionou a operação para fiscalizar a documentação das motocicletas, bem como a documentação dos motociclistas que estavam em movimento, os fiscais da Prefeitura avaliaram a existência de Alvará, e se as atividades profissionais estavam de acordo com o autorizado pela Prefeitura Municipal, sobretudo em relação à salubridade para os profissionais. No desencadeamento da operação integrada, a Policia Militar ainda garantiu o poder de policia aos fiscais da Prefeitura Municipal.

Na operação foram empregados 50 (cinqüenta) Policiais Militares, 25 (vinte e cinco) viaturas e 21 (vinte e um) fiscais da Prefeitura, sendo fiscalizados 21 (vinte e um) estabelecimentos que supostamente estariam exercendo a atividade de motoboy.

O principal objetivo da operação foi desestimular a circulação de motocicletas irregulares, bem como de motociclistas sem a devida habilitação, o que coloca em risco pedestres, outros motoristas, além de comprometer a boa fluidez do trânsito.

Durante a operação 04 estabelecimentos foram autuados e a regularização das atividades específicas de mototáxi e motofrete (motoboy) não foram alvo da fiscalização tendo em vista que resolução do CONTRAN estabeleceu o prazo até 04 de agosto de 2012 para que as citadas atividades sejam devidamente enquadradas dentro da norma, sob pena de multa e apreensão do veiculo.

Entretanto, independentemente da regularização das atividades de mototáxi e motofrete, o 20º Batalhão de Policia Militar intensificará as operações de fiscalização de motocicletas e dos motociclistas, para que tenhamos na cidade um trânsito mais seguro e educado.

 

Assessoria de Comunicação Organizacional

20º Batalhão de Policia Militar

Passos… homicídios diminuem, mas não acabam

A media de homicídios na bela Passos baixou consideravelmente em relação ao ano passado – Em 2011 foram 46, quase 4 por mês – Até agora, no meio do terceiro mês, apenas quatro passenses bateram à porta de São Pedro. Outros no entanto, mandaram recado…

O ultimo a carimbar o passaporte da viagem sem volta foi um adolescente de 17 anos. Ele foi abordado por dois desafetos na zona rural, há dois quilômetros da cidade e crivado de balas. Na noite anterior, 03 de março, um cidadão de 43 anos caminhava belo e faceiro pelo bairro Coimbra, quando dois motoqueiros engarupados emparelharam. O garupeiro sacou um trezoitão e descarregou no moço. Cinco tiros rasgaram seu corpo, mas ele sobreviveu para delatar seus algozes.

Na madrugada da ultima segunda três guampudos entraram numa casa para roubar. Que azar!!! Lugar errado na hora errada… Era residência de um policial. O militar que dorme com um olho fechado e outro aberto, acordou com o burburinho dos gatunos no meio da madrugada e mandou bala. Acertou um deles na perna. Outro preferiu não arriscar o segundo tiro. O terceiro conseguiu vazar mas a batata está assando pra ele…

Ao pé da noite de ontem o cidadão F.L.R. 24, estava alisando balcão enquanto abraçava a loira gelada num boteco do bairro Jardim Colégio, quando um homicida raivoso entrou e descarregou o trabuco nas suas costas. Osso duro de roer, F.L. caminhou até a porta antes de despencar ao chão, a tempo de ver seus algozes fugindo num Chevrolet Classic cinza levando no vidro traseiro um cartaz de propaganda de um show na cidade. Enquanto ele era socorrido no hospital com tiros nas costas, abdome, braço e cabeça, a policia prendia, não muito longe dali, os suspeitos J.T.O. 24 e M.J.S.D., 18, que recentemente haviam ‘prometido’ mandá-lo para andar de cima.

Pelo andar da carruagem, os homicidas de Passos não querem deixar a peteca cair… Pretendem repetir a performance do ano passado.

Lobo foge da APAC e cai no Córrego Raso

O garotinho Rosemildo da Silva, vulgo Lobo, teve todas as chances do mundo para mudar sua vida torta, mas não deu conta… Escorregou e caiu no Corrego Raso, perto de Santa Rita, com três barangas de erva e três de brita quando tentava voltar para casa à pé. Não bastasse a droga na algibeira, ele era foragido da Apac.

Ao passar pela rodovia BR 459 no final da noite de ontem um policial militar morador de Cachoeira de Minas avistou à margem da estrada um pequeno vulto caminhando no escuro. Pensando se tratar de uma criança perdida – ele é pequenininho – parou para oferecer carona… Era Romildo “Lobo” da Silva, 24 anos, velho conhecido na terra do biscoito, por pequenos furtos, roubos, uso e trafico formiguinha de drogas. O policial bom samaritano deu carona, mas levou o meliante pé-de-couve direto para o quartel da PM. Além de levar na algibeira pequena quantidade de drogas, Lobo – pelo porte deveria ser alcunhado no maximo de Lobinho do Campo – estava ‘pedido’ pela justiça.

Lobo contou-me na DP de Pouso Alegre, que anos atrás fez um 157 mas pagou sua pena na APAC, onde aprendeu a profissão de padeiro. Depois de pagar seu debito, escorregou com algumas pedrinhas, voltou para o xadrez e teve nova oportunidade. Apenas três meses fechado e foi preparar o café da manha dos colegas na APAC de Pouso Alegre novamente. No final do ano, quando seu herdeiro – tomara que não herde os hábitos –  nasceu sua esposa o levou para visitá-lo no presídio filantropo. Mas foi barrada na portaria. – Devem ter pensado que a fralda do bebezinho estava ‘recheada’. Revoltado, ele resolveu fugir. Ficou quatro meses trancado em casa. Ontem foi ao velho Aterrado comprar umas baranguinhas para aplacar a fissura, perdeu o ônibus e quando voltava para casa a pé, ganhou a carona do ‘amigo da onça’.

Como Lobo iria para a jaula de qualquer maneira, a delegada Cibele Molinari o enquadrou no 28. No final da manha desta terça Lobo finalmente conseguiu chegar à Santa Rita… para uma estadia no Hotel Recanto das Margaridas.

Drogas, prostituição e tentativa de suicídio na Adalberto Ferraz

 

O sisudo e respeitado Silvio Ramos deve estar se remexendo no tumulo…

Um pedido de socorro para um cidadão que sangrava pelo punho na manha de sexta feira na porta da residência de Jose Antonio Fernando de Azevedo Ramos, na Adalberto Ferraz, expôs sua desregrada e decadente vida à sociedade e o levou para o Hotel do Juquinha… de novo.

A informação dava conta de que um rapaz estava caido na porta da casa com o pulso cortado, resultado de uma tentativa fracassada de suicídio. Ao socorrer o jovem Sandro Alex Martins Duarte a policia quis saber o que ele fazia na porta da casa de Jose Fernando e descobriu o obvio. Ele fora ali em busca de drogas.

Vistoriando o velho casarão de esquina, os policiais encontraram em vários cômodos da casa, pequenas porções de drogas: erva maarvada, pedra bege fedorenta e farinha do capeta. Na casa estavam além do seu proprietário Jose Fernando e do morador Jose Maria, a jovem Juliana de Almeida Bernardes e os cidadãos Neviton Leonardo Gomes e Gilberto Augusto Cassiano. Eles admitiram que foram ali praticar sexo e usar drogas…!!! Segundo eles a droga fora buscada pela garota de programa conhecida por Pamela, no velho Aterrado, a qual, depois de fazer a “correria” tirara o seu quinhão em drogas e voltara para a rua.

A degradante conjuntura, ali no coração da cidade, onde outrora morou uma rica, honrada e numerosa família, sustentada pelo varão, marca a transformação sócio econômica pela qual Pouso Alegre vem passando nos últimos 40 anos.

Atualmente a sociedade se divide em classe media, media alta e alta. Antigamente eram duas as classes; pobre e rica. Eu fazia parte da primeira. Morava no Saúde e desde os dez anos, de calça curta e pés no chão, cruzava a cidade de norte a sul, de leste a oeste – que doce saudade!! – todo dia vendendo picolés, laranja, limão, raspadinha, pipoca… para ajudar criar minhas dez irmãs.

Jose Fernando, nascido dois anos antes de mim, era rico. Morava no centro. Filho de um respeitável funcionário da Coletoria Federal e de uma agradável senhora solista da igreja matriz. Não precisava trabalhar. Seu pai homem simples, serio e honrado dava conta de tudo, mesmo tendo catorze filhos. Na juventude Jose Fernando, simpático, “boa pinta”, educado descobriu a cannabis sativa de linneu. Foi um dos primeiros a distribuir a erva para a higth society de Pouso Alegre. Na escolaridade não passou do segundo grau. No trafico não passou nem do primeiro. Aliás, regrediu… Hoje aos 55 anos virou “Formiguinha”. Mal trajado, mal nutrido, mal aparentado, quando procurado pela clientela, desce a uma das centenas de “bocas” do velho Aterrado e adquire uma duas, no maximo três barangas de maconha, crack ou cocaína e empresta sua casa para o uso… e vai levando a vida. A casa que abrigou uma das mais tradicionais – e numerosas – famílias de Pouso Alegre, agora além de muquifo para uso de drogas, serve também para antro de prostituição… e eventualmente para ‘xiliques’ e tentativas de suicídio.

É pra revirar no tumulo…!!!