Luan & A.M.S, um assalto por hora…

      Nem Bonnie & Cleide tinham tanta sede de aventuras criminosas!!! Em menos de três horas eles cometeram três crimes em três municípios diferentes…

 

          Eram cerca de onze da manhã ensolarada e poeirenta desta terça, 18, quando os moradores do bairro Taperas, zona rural de Estiva, viram dois guampudos retirando as telhas do telhado da igrejinha do bairro…

Seriam voluntarios consertando o telhado?

Seriam anjos sufocados pelo calor querendo sair em busca de ar puro?

Não!!!

Eram ‘diabos’ tentando entrar, para roubar…!!!

Surpreendidos por populares os infiéis desistiram do furto, desceram do telhado, entraram em um Celta prata e dobraram a serra do cajuru.

Duas da tarde de sol quente e abafado, um oficial da PM que aguardava o semáforo da Dr. Lisboa em Pouso Alegre, viu quando um Celta prata, com placas de Jacareí-SP, avançou o sinal vermelho e desceu  levantando poeira em direção ao velho Aterrado. Consultado o sistema informatizado, constatou-se que o Celta, placas EAY-4706, pertencente à Neuza Mendes dos Santos, havia sido furtado na cidade de Jacareí no ultimo domingo.

O veiculo foi abordado rondando sorrateiramente o bairro Jatobá, talvez à procura de uma vitima desatenta. Ao volante estava o meliante Luan Alves dos Santos, 22 anos. No banco do carona, sua irmã P.K. de 17 anos. Faltava o parceiro, aquele que fora visto no telhado da igreja no bairro Tapera em Estiva no final da manhã. A.M.dos Santos, 16 anos, foi preso meia hora depois em sua residência na Rua Sapucaí, no velho Aterrado. Sem ter como tapar o sol com a peneira, eles confessaram a tentativa de furto na igreja. E contaram muito mais…!

Não se pode negar, Luan e o irmão são sacudidos, trabalhadores e ‘religiosos’… Luan, dono de extensa capivara’ de 155, 28, 129, 157, deixou a cadeia de Jundiaí no dia 06 de setembro, onde passou dois anos e meio, por furto em Nazaré Paulista. No dia 16 furtou o Celta – que ele diz ter comprado de um tal de “Neguinho” por três mil reais sem saber a procedência – em Jacareí.

Ontem pela manhã o irmão colocou um punhal enferrujado na cintura e saíram em direção ao bairro do Pantano São Jose, a fim de roubar chácaras. Depois de serem surpreendidos no telhado da igreja, mudaram de rumo. Foram para Cachoeira de Minas. Passaram direto e pararam em uma mercearia no bairro Albertão. Pediram 45 centavos de bala. Quando o comerciante se distraiu, o garoto A.M. mostrou o punhal e além das balas Chita, levou também os trocados que havia no caixa. Resolveram parar para abastecer o Celta roubado no Posto Bonanza, em Pouso Alegre. Já que estavam ali, seguiram para Silvianópolis em busca de ‘aventuras’. Na mina d’agua da serrinha, pararam na barraca de bananas do Sineval. Se interessaram por um cacho de banana prata. Quando Sineval se distraiu mostraram o punhalzinho enferrujado, limparam seus bolsos e resolveram voltar para Pouso Alegre.

Caíram nas malhas da lei no meio da tarde, só por causa da pressa, por avançar o sinal vermelho na frente de um policial à paisana… Êta mundo cruel!!!

O delinqüente juvenil A.M., foi interrogado e devolvido à seus pais pois é “dimenor”. Luan Alves dos Santos foi autuado no 180 – Receptação de produto de furto – crime constante e foi conhecer o Hotel do Juquinha. Ele até que poderia voltar para casa, no entanto o delegado de plantão arbitrou fiança impagável para assaltante de mercearia e bananeiros… R$ 12.440 reais!

Trocava a irmã por maconha… Ao pé da serra da Praia

        Ao pé da noite de domingo os homens da lei fizeram uma visita de surpresa ao cidadão Cleiton Pereira da Silva, em um sitio ao pé da serra de Espírito Santo do Dourado… Apreenderam pequena quantidade da erva marvada. Foi só mais uma das incontáveis operações de combate ao trafico formiguinha de droga, mas as explicações dos envolvidos, são peculiares…

Ao ser pilhado com a droga, Cleiton Pereira, 21 anos, disse que é usuário e portanto, costuma manter estoque de droga para consumo próprio. Não vende, mas de vez em quando, costuma dividir a droga com os amigos mais chegados…

– Eu só vendi 100 reais de maconha para ao nóia porque ele insistiu muito… – Disse o “Formiguinha”.

No momento da abordagem, estava em sua casa o cidadão Leonardo Pereira Cunha que, segundo denuncias de ‘amigos ocultos da lei’, fora ali para comprar a maconha. Sua explicação foi ainda mais interessante;

– Não seu guarda, eu não vim comprar, não! Eu sou viciado, mas não compro, não! Eu vim fumar na casa do Cleiton, mas eu não compro… É uma troca de favores, ele namora minha irmã…!!! – Disse o jovem de 18 anos.

Bem, para o delegado de plantão e para o artigo 33 da Lei 11.343, “ter em estoque” e “fornecer” são verbos sinônimos de “Traficar”, cuja pena vai de 5 a 15 anos…

Cleiton e o ex-futuro cunhado Leonardo, que trocava maconha por ‘favores’ com o traficante, sentaram ao piano, assinaram o 33 e foram se hospedar no Hotel do Juquinha…

… Faça-me o favor…!!!!!

 

 

R$ 20 mil de fiança para valentão de Conceição dos Ouros

Dona Maria Aparecida Moraes, 58 anos, estava fritando ovos para a família às nove da manha deste sábado, 15, quando o enteado Flavio Alves Pereira, 37 anos entrou na cozinha, fazendo cara feia e arrastando aza. Ele pediu ovos e como foi prontamente atendido – de medo – disse que queria assar frango, que ele que mandava na cozinha…

Como o moço é useiro e vezeiro na pratica de agressões físicas e verbais contra os parentes, além de ser usuário e distribuidor de drogas, os familiares não questionaram.

Dona Maria foi se refugiar na casa da vizinha, mas o neto dela, Wewerton Azevedo Pires não deixou barato… Chamou os homens da lei e contou ainda que o valentão estava armado com faca, revolver e quebrando tudo em casa.

Quando os policiais chegaram, Flavio Bodoque, Bodoca ou Buldogue, jurou de pés juntos que não havia cometido nenhum crime, mas se quisesse poderia até colocar fogo na casa, pois ela era dele…

Com relação ao fogo, é bem verdade! Flavio Bodoque é figurinha fácil no álbum da policia. Já foi preso dezenas de vezes. Numa delas colocou fogo na viatura policial!!!

Ao ouvir o depoimento do valentão, o delegado de Plantão, Dr. Daniel Leme do Amaral, achou mesmo que ele era bem poderoso… Por isso, depois de enquadrá-lo no artigo 147 apimentado por Maria da Penha, arbitrou fiança compatível com seu ‘poderio’. Baseado no artigo 326 do CPP o douto e competente delegado se dispôs a liberá-lo tão logo ele pague R$ 20 mil reais de fiança.

… Nem preciso dizer onde o valentão Flavio Bodoca  está fritando ovo, assando frango e dando ordens no momento, não é mesmo

Pirataria em Conceição dos Ouros!

Que atire a primeira pedra quem nunca comprou um CD pirata!!! Mas quem vende comete crime…

A policia, embora saiba que é crime de flagrante continuado, somente toma providencias quando alguém reclama!!!

No centro da ‘capital do polvilho’, tem uma sugestiva loja denominada “1,99 mil e uma utilidades” com as portas escancaradas, vendendo CDs e DVDs piratas para quem quiser comprar… Com uma vantagem! Em cada compra que fizer você ganha “1” centavo de desconto! Ali um DVD custa 3,99. três custam 9,99!

Às dez da manhã deste domingo, 16, a policia militar recebeu uma denuncia anônima – provavelmente um artista – avisando sobre o comercio ilegal de mídias pirateadas, que além do artista, lesa o fisco.

Os homens da lei foram até o local e apreenderam 995 DVDs e 262 CDs.

Antonio Claret da Silvas, 53 anos, morador da vizinha Cachoeira de Minas, sentou-se ao piano, assinou o 184 – pode pegar de 2 a 4 anos de cana – pagou R$ 1 mil de fiança e voltou para a loja.

Devia o delegado de plantão ter arbitrado fiança de R$1,99 mil reais…!!!

Prefeito de Congonhal… Seqüestrado!!! Teria sido crime político?

Eram cerca de dez da noite deste domingo dia, 16, quando a campainha do incansável telefone 190 tocou no quartel da policia militar de Pouso Alegre. Do outro lado da linha uma voz assustada e entrecortada por gemidos de dor, dizia;

– … Eu fui seqüestrado… Sou o prefeito de Congonhal! Estou muito ferido…!

Foi assim, despenteado, desalinhado, com o rosto sangrando, gemendo e segurando a costela esquerda, que a policia militar encontrou Rubens Vilela dos Santos Junior, o Juninho, nas imediações da Bloquel, no Trevo da Fernão Dias. Ele fora assaltado e levado no próprio carro até o bairro São Fernando, onde foi espancado até perder os sentidos e deixado amarrado, amordaçado e desacordado ao pé de uma arvore.

O roubo aconteceu quase na porta de uma igreja evangélica na Avenida Mario Silveira, no centro de Congonhal, por volta de oito e meia da noite.

– Depois da reunião na igreja, enquanto as pessoas foram embora eu fiquei conversando com o Vilela – seu candidato a vice – encostado na caminhonete. Percebi que um grupo de garotos desconhecido passou por ali, subiu e desceu a rua, mas não dei importância. Quando o Vilela foi embora entrei no carro e quando fui dar a partida, os moleques chegaram de repente e anunciaram o assalto – Contou Juninho.

O prefeito foi colocado no banco de trás da caminhonete Fiat Strada e sob constantes ameaças de morte, caso não entregasse dinheiro, seguiram em direção à Pouso Alegre. Saíram da BR 459, entraram no bairro JK, voltaram para 459 e entraram no bairro São Fernando defronte a Bloquel. Após tomar carteira com documentos e vinte reais, um cordão de ouro, aliança, relógio e celular do prefeito os assaltantes amarraram suas mãos postas, abraçado a uma arvore e o amordaçaram.

Antes de deixar o local levando a caminhonete os moleques espancaram covardemente o prefeito, com socos e coronhadas de revolver no rosto e chutes nas costelas. Juninho chegou a perder os sentidos. Quando voltou a si cortou as amarras com os dentes e saiu em busca de socorro. Ainda no bairro São Fernando, tocou o interfone de sua casa e pediu ajuda, mas a mulher que o atendeu, com receio de abrir a porta, mandou que ele fosse procurar o vigia de uma indústria ali perto, nas margens da BR 459.

Devidos às agressões sofridas e suspeitas de fratura nas costelas, Juninho passou o restante da madrugada em observação no Hospital Regional. Recebeu alta medica no final da manha desta segunda para ser interrogado na Delegacia.

À uma da manhã desta segunda, a policiais militares avistaram uma caminhonete semelhante à que fora roubada, nas proximidades da terminal rodoviário de Pouso Alegre e resolveu abordá-la. Era a própria!

Quando se aproximaram, os assaltantes se afastaram em alta velocidade em direção ao bairro São João. O que os ladrões já esperavam – aliás, até os grandes meliantes nunca planejam cem por cento seus crimes, muito menos os pés-de-chinelos – é que a policia mantêm de seis a oito viaturas interligadas patrulhando a cidade 24 horas por dia… Enquanto uma seguia fungando no seu cangote, outra vinha de frente, do bairro São João. O encontro se deu na Avenida Augusto Gomes de Medela, na Remonta. Para não bater de frente com a viatura policial, os assaltantes frearam bruscamente no meio da pista. O policial que vinha atrás não teve tanta pericia e ‘chapou’ a traseira da caminhonete roubada. Os quatro ocupantes ainda tentaram vazar à pé, mas caíram nas malhas da lei.

Lucas Bento Pereira, 18 anos, Luiz Fernando Faria, 20 anos, Tiago Raimundo da Silva, 18 anos, todos moradores do Bairro São João e D.S.L. 17 anos morador do São Geraldo, juram de pés juntos que queriam apenas o dim-dim de Juninho e nem sabiam que ele é prefeito de Congonhal!

O revolver calibre 38 usado no assalto bem como os objetos roubados, foram encontrados debaixo do travesseiro sobre a cama, na casa do meliante Lucas. A outra pistola era de plástico e foi abandonada no local do cativeiro, no São Fernando. O quarteto assinou o 157 e o 288 e foi se hospedar no Hotel do Juquinha.

A noticia do seqüestro relâmpago do prefeito e candidato à reeleição caiu como uma bomba na pequena e agitada Congonhal, no final da noite de ontem. Os correligionários viram o roubo e espancamento como crime político. Como uma tentativa de pressionar Juninho a desistir da reeleição.

A cidade cuja transição política municipal costuma ser a mais conturbada da região nas ultimas décadas, havia se acalmado nos últimos anos. O assalto e espancamento do prefeito na noite de ontem, fez a política voltar a ferver.

Segundo Juninho, uma de suas assessoras já o teria alertado para a possibilidade de agressões e ameaças. Dias antes ela teria ouvido um correligionário da facção política adversária dizer:

– Ele vai ver o que vou fazer… Vou mandar deixar ele roxinho, roxinho…!!! – Conta o prefeito.

Durante o trajeto de Congonhal para Pouso Alegre, Juninho teria ouvido um dos assaltantes dizer ao celular;

– “Positivo” … ele está com a gente – O que o leva a crer que  o assaltante estava avisando um possível mandante sobre o sucesso do crime.

O delegado Bruno Lopes, que responde pela delegacia de Congonhal, o Inspetor Batista e seus detetives, que investigam o roubo seguido de espancamento, não encontraram provas ou indícios que dêem conotação política ao crime praticado pelos pós-adolescentes;

– Interrogamos longamente os moleques… Eles alegam que escolheram a vitima por acaso. Queriam apenas um carro para voltar para Pouso Alegre e levantar uns trocados. Queriam a todo custo que a vitima entregasse o cartão de credito – dizem os policiais.

– Além do mais, eles não tem ‘caixa’ para ter ligações com políticos da cidade, mal sabem conversar – afirma outro detetive.

– São tão despreparados que depois que chegaram à Pouso Alegre, ao invés de sumir com o carro roubado ou entregá-lo a um possível receptador, foram rodar pela cidade com o produto do crime – diz outro.

É verdade. Esta é a impressão que passa. No entanto, a policia civil não descarta nenhuma possibilidade. Os garotos, embora aparentem ser pés-de-chinelos, podem ser ‘testa de ferro’ de alguém mais gabaritado, capaz de intermediar a execução do crime para pressionar o prefeito a desistir da reeleição!

… Mas isso é só conjectura…!

Na eleição passada, enquanto duas facções políticas principais da cidade se engalfinhavam na luta pela prefeitura, surgiu uma terceira, encabeçada pelo carismático e bondoso “Tiãozinho da Caixa”. Quando parecia que ele levaria fácil a eleição, acabado com a ferrenha disputa dos últimos anos, alguém soltou uma ‘pulga’ na cidade:

– Nós desistimos de brigar pelo nosso candidato e vamos todos votar no Tiãozinho… Mas, e se pessoal do outro lado nos enganar, disser que vai votar no Tiãozinho e votar no nosso adversário?

A pulga coçou também a orelha dos correligionários do outro candidato e, ‘debaixo do pano’, cada um voltou para sua antiga facção. Juninho venceu, apertado, a eleição. Tiãozinho da Caixa, o “candidato do consenso” ficou em terceiro com pífia votação de menos de 5% do eleitorado.

Assim tem sido a política municipal de Congonhal desde a década de 80…

O curioso é que Juninho venceu sua primeira eleição, apoiado pelo ‘coronel’ Sebastião Lucio dos Santos, o “Tiãozinho” ou “Dr. Sebastião”, tendo como vice Ricardo. Agora ele apóia Ricardo para prefeito…

Assim tem sido a política municipal de Congonhal desde a década de 80…

Se o crime cometido contra o prefeito Juninho ontem a noite, foi encomendado ou não, não importa! O estrago está feito. Foi um tremendo tiro no pé…!!!

O quati de Campos do Jordão e o rato de Ouro Fino

Outro dia parei com a família na Vista Chinesa, no alto da serra de Campos do Jordão, para curtir a fantástica vista da Serra da Mantiqueira e saborear as delicias do milho verde. Enquanto eu comia uma deliciosa pamonha e minha esposa comia o milho cozido, um quati belo e faceiro, já domesticado pelos turistas, se aproximou e veio comer em nossa mão. Mas o danado não queria apenas sobras e migalhas… Aproveitando minha distração ele deu um pulo, deu um bote, pegou a pamonha inteira da minha mão e desceu rapidamente o barranco se embrenhando na mata fechada…

No inicio da madrugada desta quinta, no bairro Aeroporto em Ouro Fino, aconteceu um crime parecido, mas foi protagonizado por um rato… E a res furtiva não era pamonha! Era celular.

O cidadão Caio Almeida Medau caminhava pela rua deserta, quando o ratão de madrugada Alex de Souza e Silva, 30 anos se aproximou de mansinho, puxou prosa, convidou o mocinho para ir a sua casa e de repente deu um bote no celular na sua mão e saiu correndo em direção oposta.  Caio usou o orelhão para chamar os homens da lei. Meia hora depois o ratão que já havia trocado de camiseta, para confundir a policia, caiu nas malhas da lei.

Na DP de Pouso Alegre o rato imitou o quati… Não disse uma palavra! Mas a pamonha, quero dizer o celular na algibeira da bermuda falou por ele. Alex assinou o 155 e desceu para a mata fechada do Hotel Menino da Porteira.

A diferença entre o crime do faceiro quati de Campos do Jordão e o tenebroso rato de Ouro Fino, é apenas nas letras “a” e “u”. O quati cometeu um crime famélico, furtou a pamonha para saciar a fome… O rato cometeu crime “fumélico”, furtou o celular para fumar crack…

Eliminado no paredão do Center Box… Por causa de chocolate Garoto!!!

Policiais militares que passavam pela Isidoro Silva Cobra ao pé da noite desta quarta viraam uma cena pouco comum… Um sujeito com a língua de fora, correndo o quanto podia e outro bem vestido correndo atrás!

Seria uma maratona?

Seria um teste Cooper?

Nada disso! Era um segurança de supermercado correndo atrás de um larapio…

Quando Ticiano Felipe Ferreira Silva entrou no recinto do supermercado Center Box e começou desfilar sorrateiro pelos corredores, o segurança R. K. E., através do famigerado “big brother”, passou a seguir seus passos… e sua mão boba. Em dado momento ele enfiou dois tabletes de chocolate branco Garoto debaixo da camiseta e foi saindo de fininho. Quando passou pelos caixas sem pagar a guloseima, o segurança tentou abordá-lo e teve inicio a perseguição. Foram três quarteirões de teste Cooper. Saíram da Avenida Jose Alfredo de Paula, viraram na Com. Jose Garcia, entraram pela João Parente, viraram na Izidoro Cobra e somente pararam ofegantes porque cruzaram casualmente com os homens da lei… Tudo por causa de duas barras de chocolate branco da Garoto!!!

Aliás, chocolatezinho caro esse, viu!!!  R$ 622 reais!!! Foi este o valor da fiança arbitrada pela delegada de plantão Lucila Vasconcelos.

Mas esta não foi a primeira vez que Ticiano Felipe, 34 anos, sentiu a mão pesada da lei. Ele já assinou 129, 16 da 6368 e um 157. Esteve vivendo por conta do contribuinte nos últimos três anos. Deixou o Hotel do Juquinha no dia 10 de junho de 2011.

No final da tarde desta quinta, depois que a esposa de Ticiano pagar a fiança, ele poderá voltar para casa…

Matador de Espirito Santo do Dourado tentou mudar de nome…

O garotão sentou-se diante da simpática funcionaria num dos guichês da UAI, na Com. Jose Garcia, estendeu a Certidão de Nascimento e reafirmou o obvio desnecessário;

– Quero fazer minha identidade!

– Primeira ou segunda via? – Perguntou a identificadora, pois não é comum, nos dias de hoje, um cidadão fazer identidade depois de barbado…

O que mais chamou a atenção da atenta identificadora, no entanto, foi a via colorida da Certidão de Nascimento. Observando mais atentamente ela percebeu que o documento era copia, porém trazia no rodapé um selo autentico recortado de outro documento e muito bem colado na copia. O documento dizia que o nascido era Carlos dos Santos Pereira, natural de Congonhal, nascido em 23 de julho de 1988. Atenta ao seu mitier, a funcionaria percebeu também que certidões de nascimento de antes de 90, não tinham aquele colorido e concluiu… A  certidão que estava à sua frente era falsa. Os homens da lei foram chamados Carlos dos Santos Pereira foi levado para a DP.

Ao sentar-se ao piano do delegado Bruno Lopes, Carlos dos Santos ou quem quer que fosse esbanjou arrogância e ignorância, fincou o pé e fechou a boca. Não queria nem advogado. Apenas jurou que ele… era ele mesmo!!! Não teve jeito… Assinou o 304 e foi se hospedar no Hotel do Juquinha. No dia seguinte seu advogado apareceu com uma nova Certidão de Nascimento. Nela, Carlos dos Santos Pereira virou Carlos Daniel Eustáquio, ganhou novos pais e remoçou cinco anos… nasceu em 23 de julho 1993…!

Qual o motivo da mudança de nome e ano de nascimento?

É que o nome antigo de Carlos existe um mandado de prisão preventiva, expedido pela Comarca de Silvanópolis… Carlos Daniel estava sendo procurado pela policia!!!

Mesmo diante da casa desabada, Carlos “desmascarado” Daniel Eustáquio continuou “firme no arreio”, não abriu o bico, recusou-se a informar ao delegado qual o crime que cometera em Silvianopolis.

… E nós fomos investigar…

Na verdade o crime do falsário aconteceu no município de Espírito Santo do Dourado. Ele trás nas costas um 121 fútil. No dia 21 de agosto do ano passado, Carlos Daniel participou de um churrasco na casa do cidadão João Roberto Moreira, no alto da serra dos Gonçalves. Depois de se esbaldar na loira gelada e encher o pandú, Carlos Daniel teve um entrevero com o dono da casa. Foi embora remoendo a magoa mas voltou logo em seguida, matou o anfitrião e dobrou a serra do cajuru. Dias depois se apresentou espontaneamente ao homem da capa preta em Silvianópolis, contou sua historia e como não estava em flagrante, voltou para casa, em Congonhal, onde morava.

Segundo policiais de Silvianopolis, fora marcada reconstituição do homicídio e quando foram intimar Carlos Daniel ele havia desaparecido. Por isso o Juiz decretou sua prisão preventiva. Para escapar das garras da justiça Carlos Daniel mudou-se para a rua Republica do Uruguai em Pouso Alegre, falsificou uma certidão de nascimento, mudou o sobrenome ficou cinco anos mais velhos e foi ao setor de identidade do UAI oficializar seu novo – e limpo – nome! Tropeçou nas maravilhas da informática e na perspicácia da identificadora e caiu de três nos braços da lei. De três… Uso de documento falso, falsa identidade e homicídio!!!

Naturalmente quando sentar-se no banco dos réus e o promotor de justiça informar aos jurados que Carlos tentou mudar de nome, de idade e de pais para escapar da punição pelo assassinato de João Roberto Moreira, a pena será bem mais pesada!!!

 

Moto roubada volta para o dono depois de nove anos

Sabe aquele carro seu que foi furtado anos atrás? Você já desistiu de recuperá-lo? Não faça isso! Não perca a esperança! A qualquer momento ele pode voltar lindo e louro para sua garagem…

Domingão correndo solto, 23ª rodada do empolgante ‘brasileirão’ em andamento, policiais só esperando o turno terminar para voltar para casa, hora propicia para sair por aí pilotando motocicleta roubada, sem carteira de habilitação…!

Foi isso que pensou Luis Paulo de Oliveira Bueno, morador do bairro Bela Vista em Congonhal. Ele montou a Honda Titan cinza, placa GRT 5273, ano 96 e pegou a estrada. No km 98 da BR 459 havia uma viatura laranja e preto da PRF esperando por ele…

– Tire o capacete. Habilitação, por favor! – Disse o patrulheiro.

– Chiii, seu guarda… Tenho Não! – Respondeu meu conterrâneo.

– Documento da moto…

– Chiii, seu guarda… também tenho não!

– Tudo bem. O Sr. terá que me acompanhar até a delegacia de policia…

De acordo com placa, a velha e conservada Titan cinza 96 pertence a Elton Renato Coutinho e outros. Ela foi furtada em 2003!

Diante da pétria orientação da Carta Magna, “tudo que disser poderá ser usado contra você”, Luis Paulo O. Bueno plagiou Carlinhos Cachoeira… Disse que falará somente em juízo!

Ele foi enquadrado no artigo 180 – receptação de veiculo produto de furto – cuja pena é igual à de furto, pagou fiança de R$ 622 reais e voltou de busão para Congonhal. Mas a batata continua assando pra ele!

A velha e econômica Titan voltará para os braços de Elton Renato Coutinho… nove anos depois de ter sido furtada!…

Motorista ‘coladinho’ ‘descola’ 622 de fiança…

O cidadão Paulo Sergio Pereira, 23 anos, morador de Cachoeira de Minas, gosta de tudo coladinho… No sábado ele ficou colado numa loira gelada em uma festa em Cachoeira e na virada da noite resolveu dançar de rosto colado na danceteria Texas Country em Pouso Alegre. Pegou o volante do possante e saiu pela estrada. Tinha muita pressa, por isso dirigia coladinho na traseira do carro da frente tentando ultrapassá-lo. Para azar dele – ou se seria sorte? – na altura do KM 105 da BR 459, uma viatura da PRF colou na sua traseira.

Os patrulheiros convidaram Paulo Sergio para colar a boca no aparelho de ar pulmonar alveolar – bafômetro – e ele topou. O aparelhinho acusou que 10,00 dg por litro de sangue que corria em suas veias era suco de gerereba. E ele foi sentar-se ao piano do delegado de plantão em Pouso Alegre onde assinou o 306 do CTB.

Ficou barato! Paulo Sergio, o motorista mamadinho e coladinho, precisou descolar apenas R$ 622 reais para voltar para casa… Colado no banco de um taxi !