Final de semana violento… Homicidio em Passos, tentativa em Pouso Alegre, dinheiro falso em Congonhal, mulher levando ‘sabonete drogado’ para o marido na cadeia, advogado atropelando e abandonando motoqueiro na Fernão Dias, assalto em via publica, ressureição do “Já Morreu”… E para fechar o fim de semana, um jovem tem um surto de loucura e criva a namorada de facadas no interior de sua casa em Santa Rita do Sapucaí…
Eram quase seis da tarde de domingo quando o cidadão L.R.M. residente no bairro Santa Barbara, em Piranguinho, recebeu um telefonema do filho. Do outro lado da linha o garotão Anderson Martins Rodrigues, sensivelmente perturbado dizia:
– Pai, acho que eu fiz uma burrada…!!! Matei a Tamires….
L. e demais familiares chegaram rapidamente à casa do filho no bairro Rua Nova em Santa Rita. Apesar de ter chamado o pai, Anderson trancou a casa e foi necessario insistir muito para que ele abrisse a porta. A cena que o pai do jovem presenciou não era nada agradável. Parecia ‘set’ de filmagem de filme de terror. Sob o sofá da sala debaixo de um lençol, jazia o corpo da jovem Tamires Carolina Souza, que no dia 05 de março fizera 18 anos. 
Ela tinha um corte profundo no pescoço, na jugular e outros quatro furos nas costas. Seu sangue estava espalhado por toda casa. Nas roupas, no chão, nos moveis, na cozinha e até nas paredes da casa do assassino. O sangue que ainda circulava em suas veias, não seria suficiente para preservar-lhe a vida. Ela ainda foi levada pálida para o PS, mas já não respirava.
Quando o pai entrou Anderson teve mais um acesso de furia e passou a chutar e quebrar moveis e utensílios domésticos, juntando-os aos copos, pratos e talheres já destruidos na cozinha. Ao pai Anderson Martins, de 19 anos disse que “teve um branco”, por isso matou a jovem com quem trabalhava e que começou namorar ha um mês.
Ao sentar-se ao piano do delegado de plantão em Pouso Alegre o jovem industriário, que nas redes sociais se diz “simpático, inquieto, divertido e disponível para novos relacionamentos…” ficou calado. Diz que só vai se pronunciar em juízo. Também, falar o quê…?
Calado, caladinho, caladão, o jovem “do branco”, de mente obscura, que pintou sua casa de vermelho com o sangue da namorada, vai viver dias negros e taciturnos, com seus fantasmas, no hotel Recanto das Margaridas.



