PM intervem em assalto e mata ladrão em Pouso Alegre

Atendendo solicitação do promotor da Infância e Juventude de Pouso Alegre, “guardião do ECA”, estamos protegendo a identidade do assaltante morto em ação na terça feira,03.

 Fazemo-lo muito a contra gosto, não com a solicitação do zeloso Representante do Ministério Publico, mas com a lei falha, que protege a identidade do meliante, quando deveria ao contrario, mostrá-lo à sociedade, para que possamos nos precaver e nos proteger de suas ações malignas e criminosas. Até porque o assaltante em questão tinha escola em casa – dois irmãos presos por trafico e outros delitos – e estava na ‘caminhada criminosa’ já a um bom tempo, embora em tenra idade.

Mas… lei, ruim, inócua, insipiente, absurda ou não…é lei! Devemos cumpri-la.

Zezinho morreu no terceiro assalto…

Hora errada, lugar errado… Ao anunciar o assalto ao frentista do posto, os assaltantes não perceberam que do outro lado da bomba havia um policial, pronto para intervir… Pior, ao ver o trabuco apontado para suas caras, tentaram atirar e fugir…

Ao deixar sua casinha simples no bairo Vista Alegre ontem à tarde, F.J.S. N., o franzino Zezinho não imaginou que nunca mais voltaria para lá. Meia hora depois ele encontrou o amigo e parceiro de crimes J.M.S. de Freitas, residente no vizinho bairro Jardim Amazonas e foram para o centro da cidade, escolher uma vitima. De preferência alguém longe de casa, para dificultar o reconhecimento, embora pretendessem esconder o rosto na hora de mostrar a arma.

Planejaram tudo nos mínimos detalhes. Tinha que ser um local onde houvesse bastante dinheiro. Tinha que ser local de pouco movimento, para evitar complicações. Tinha que ser no momento em que os homens da lei trocam de turno e as ruas ficam ‘limpas’, assim o risco seria menor. Escolheram o Posto do Agenor, na Perimetral, do outro lado da cidade, às sete da noite, uma hora antes de fechar. O local tinha ainda mais um fator favorável… Um tia de J.M.S. mora ali perto, assim poderiam realizar o roubo e correr para lá, onde poderiam ficar até a manhã seguinte esperando a poeira baixar. Plano perfeito. Era só apontar o Rossinho 22  lustroso e exigir o dim-dim. Só esqueceram de combinar o plano com os policiais que estão saindo do serviço…

No momento em que estavam passando a sacolinha pelo caixa, o imprevisto apareceu… Um veiculo particular com dois policiais, que acabavam de deixar o turno de serviço, encostou para abastecer.

Ao perceber a movimentação e os gritos de “perdeu, perdeu…” o policial A.A. 35 anos, não teve duvida; era um assalto. Teve calma para seguir o procedimento padrão; protegeu-se, sacou o trezoitão, apontou e deu a ordem:

– Pare… é a policia!

Os dois garotos de 16 anos não haviam planejado esta parte… Pegos de surpresa viraram-se para o policial com a arma na mão…

Dois tiros foram disparados pelo policial. Um acertou o braço, o outro atingiu o peito frágil do franzino Zezinho. Enquanto ele caia mortalmente ferido, J.M.S. tentou fugir numa moto de uma funcionaria – que escondeu a chave – dobrou a serra do cajuru enfurnando-se na penumbra da noite no bairro São Jose.

F.J. S. N., morador da Beija Flor, não viveu nem o suficiente para saber que o inseparavel parceiro seria preso minutos depois debaixo das cobertas na casa da tia, há poucos metros dali, depois esconder o revolver usado no assalto sob o telhado da casa vizinha.

O dinâmico, atento e comedido cabo A.A., que alvejou letalmente o assaltante juvenil e evitou o roubo ao posto, foi indiciado em Inquérito Policial Militar, pelo 20º BPM e responderá por homicídio, com as excludentes de criminalidade previstas em lei. Ele já retornou às suas atividades normais

Segundo J.M.S. de Freitas, este foi o terceiro assalto praticado pela dupla. Quando foram ‘apreendidos’ no dia 17 de janeiro do ano passado, no segundo assalto, foram condenados a 13 meses de internação em Casa de Tratamento e Custodia do Estado. Inicialmente ficaram seis meses no Hotel do Juquinha. Depois Zezinho foi transferido para Divinópolis, onde cumpriu ‘de ponta’ sua ‘condenação’. Ele, J.M.S., depois de cinco meses, foi transferido para a antiga Febem de Sete Lagoas. Seis meses depois ganhou a famosa “saidinha” de sete dias e não voltou mais para a prisão. Foi preso mediante mandado no mês passado. No entanto ficou apenas uma semana em cana e ganhou o alvará para retornar à liberdade… e ao crime.

Com o inseparável parceiro Zezinho, cairam no terceiro assalto.

O dinâmico, atento e comedido cabo A.A., que alvejou letalmente o assaltante juvenil e evitou o roubo ao posto, foi indiciado em Inquérito Policial Militar, pelo 20º BPM e responderá por homicídio, com as excludentes de criminalidade previstas em lei. Ele já retornou às suas atividades normais.

Tia ameaça matar adolescente…

Um pequena discussao por causa do sumiço da memoria de um celular, será lembrada por muito tempo pela jovem Ana Paula da Silva Oliveira.

Ela entrou em atrito com o sobrinho W.V.S.S. de 14 anos no final da tarde de ontem, na rua Padre Natalino, no velho Aterrado. O garotão chamou a policia e disse que estava sendo ameaçado pela tia com facas e um revolver.

Quando os homens da lei chegaram, Ana Paula confirmou a discussão, mas negou as ameaças…

– Pode revistar minha casa. Se tiver alguma arma aqui dentro vocês podem me levar presa… – Disse ela.

… Desde o pé da noite de segunda, 25, a jovem de 23 anos está morando no Hotel do Juquinha…

Na beira da cama do seu quarto estavam duas faconas grandes, de cozinha e envolto em um cobertor o revolver Taurus 32 enferrujado, com seis azeitonas prontinhas para vomitar. Ao sentar-se ao piano e assinar o 16 da 10.826, Ana Paula se limitou a dizer:

– Não sei como esta arma veio parar aqui…!!  

Assim era Bogê…

Terminou na semana passada a Copa Bogê de futebol amador, realizada no campo do Bangu, no velho Aterrado. O evento organizadado pelos boleiros Luiz, Braizinho e Bofinho, contou com a participação de 16 equipes da cidade. O caneco ficou com Bangu A.C. um dos mais antigos e tradicionais clubes de futebol amador de Pouso Alegre. A copa homenageou o boleiro Jesus Bento de Souza, o Bogê, morto aos setenta anos e um dia, em 2010.

Mas quem foi Bogê???

Conheci Bogê numa manha fresca de agosto de 1982. Quando cheguei para trabalhar na velha delegacia da Silvestrre Ferraz, o saudoso Inspetor Ângelo – impossível mencionar o nome do policial Ângelo Augusto de Freitas, falecido na manha do dia 05 de outubro de 2004, sem mencionar saudade. O velho Angelo fez do serviço publico sua religião. O trato com as pessoas, com seus superiores, com seus subordinados, sua simplicidade e seriedade na busca da solução para o problemas dos outros tornaram o Inspetor Ângelo numa pessoa impar na policia – conversava com Bogê. Quando terminei de assinar o “ponto” ele olhou para mim e disse:

– Chips, vá com o Bogê ao bairro dos Vitorinos… Ele achou a canoa dele lá e precisa de apoio policial para trazê-la de volta. Não se preocupe em apurar o furto. Basta recuperar a canoa…

Bogê olhou para mim com os olhos vivos e curiosos e deve ter pensado: “Será que este moleque dá conta de trazer esta canoa, do bairro dos Vitorinos!?”.

Durante décadas o bairro dos Vitorinos, município de Silvianopolis, divisa com S.S. da Bela Vista, margeando todo Rio Sapucaí, entre os bairros do Sitio e Água Quente, ostentou a fama de ser o mais violento da região. Povo de sangue quente e língua curta. De pouca prosa. Treleu não deu, quem fala é a lapiana numero 9 ou o trinta e dois.

A canoa do Bogê fora furtada nos fundos de sua casa no Rio Sapucaí, no bairro de Fátima. Um oleiro conhecido seu havia reconhecido a canoa amarrada na beira do rio, lá no bairro dos valentões, 30 quilometros rio abaixo.

Fomos num caminhão basculante que traria areia e a canoa. Atravessamos o rio e saímos numa pequena fazenda no bairro dos ‘perigosos’. Contrariando a orientação do Inspetor Ângelo, chegamos até o curral onde um velhote de sessenta e poucos ordenhava uma malhada holandeza, escoltado por um grande cão mestiço passtor alemão. Ele só nos deu atenção quando eu afastei a jaqueta jeans deixando aparecer o cabo do velho HO enferrujado na cinta. Mesmo assim respondeu resmungando que não possuía canoa e nem conhecia ninguém por ali que tivesse uma. Era um autentico “Vitorino”…  O velho Ângelo, que em 82 ainda não era velho, mas tinha muita experiência de vida, estava certo. O que importava era trazer a res furtiva do Bogê de volta. Cortamos a corrente que a prendia ao pé de um ingazeiro, colocamos na caçamba basculante e voltamos para casa. Naquele resto de ano nunca mais faltaria peixe na mesa do Ângelo e na minha. Bogê, pescador nas horas vagas ficou eternamente grato. Ele mesmo relembraria e recontaria esta historia dezenas de vezes.

Apesar da aventura perigosa da canoa no bairro dos valentes Vitorinos, nossos passos se estreitaram  a partir de 85, através da verdadeira paixão do Bogê: o futebol.

Quando ressucitamos a Liga Esportiva de Pouso Alegre, Bogê reapareceu com sua verdadeira roupagem; técnico de futebol. Montou, ao lado do Herondi Chagas, a A.A. de Fátima, clube que se rivalizaria com o tradicional Juventus do Zé Maria. Com vários jogos de uniformes na cores Vermelho e Branco, o time do Bogê era o mais vistoso da cidade. Foi o pioneiro em torcida feminina organizada. O barranco do Estádio Minduinzão, na beira da linha, no Fátima, nunca mais seria o mesmo depois do time do Bogê. A galera era tão animada que virou time de futebol feminino!!

Apesar de toda animação, de todo colorido e da experiência futebolística do Bogê, a A.A. de Fátima não chegou a colecionar canecos. Teve vida efêmera, durou poucos anos.

Mas o boleiro apaixonado não pendurou as chuteiras. Aliou-se ao rival Juventus e foi mais feliz com a camisa grená. No entanto, a marca do extrovertido ponta direita e sempre alegre e sonhador treinador de futebol, ficaria gravada para sempre nos anais da historia do futebol amador de Pouso Alegre, com outras cores, em outro clube… o São Geraldo.

Bogê mudou-se com a família para o velho Aterrado nos idos de 90. Apesar de o futebol da cidade na ocasião caminhar cambaleante pelas sombras, Bogê foi ousado e inteligente. Criou um novo clube no velho Aterrado e deu-lhe um nome que homenageia o bairro… São Geraldo F.C.. Conseguiu levar para o clube boa parte da nata do futebol amador da cidade tais como Bedeu, Helinho do Sebo de Gato, Teobaldo, o goleiro Batavo, Gelo, Kalu, Aguinaldinho, Kiki, Pelota, Porção, Clovis Bento, Deley… Conquistou vários títulos. O mais importante caneco levantado pela equipe alvi-negra do São Geraldo, ‘cover’ do Santos, time do coração de manteiga do extrovertido Bogê, foi o de campeão da Copa Sesquicentenário de Pouso Alegre, evento disputado no Estádio do Mandu com mais de 200 clubes participantes. Este só o São Geraldo tem…!!

Tendo nascido em Pouso Alegre, mas morado em São Paulo até ’75, onde se casou e enviuvou, Bogê chegou a dirigir o Monte Negro de Osasco, time da terceira divisão, na época. Em um jogo de campeonato contra o Aparecida, seu time perdeu por 3×1. Mas não perdeu a pose. Sacoalhou e orientou sua equipe até o ultimo minuto. Ao ver o treinador na beira do campo, tentando incentivar seus jogadores, um repórter se aproximou e perguntou:

– Jogando aqui na ‘terra santa’, perdendo de 3 x1 aos 44 do segundo tempo… o senhor acha mesmo que dá para virar o placar???

Bogê respondeu no estalo, apontando para o placar manual no fundo do estádio:

-Dá… É só subir naquela escada e virar o placar…!!!

Numa outra tirada, já dirigindo seu orgulhoso São Geraldo, seu fiel escudeiro e co-fundador do time, o atacante Deley, perdendo o jogo, de dentro do campo insistia;

– Mexe no time, Bogê, mexe no time…!

-Só se eu tirar você, que é o mais fraco do time!!! Respondeu Bogê. E o jogo continuou.

Assim era Bogê… Simples, humilde, corajoso, responsável e extramamente bem humorado. Nada o fazia perder as estribeiras. Nem uma sonora goleada sofrida pelo seu time. Na véspera dos jogos mais importantes saia de casa em casa dos jogadores, à pé ou de bicicleta, relembrando seus atletas do compromisso e da importância do jogo.

– A cachaça do meu pai era o futebol – diz o filho Clovis Bento –  que no auge da juventude foi um craque no meio campo – com os olhos nadando de saudade do velho boleiro.

Tiriça, seu apelido de jovem ponta direita ou Bogê, pode não ter ganho todos os jogos que disputou, mas… Ganhou de goleada da vida!

Saudades, velho pescador…

 

Maria da Penha leva nóia para o Hotel do Juquinha

Alguém aí se lembra do famoso artigo 16 da extinta e charmosa Lei 6368/76?

Refresque a memória: Dizia o seguinte: “Adquirir, guardar ou trazer consigo para uso proprio, substancia entorpecente ou que cause dependência fisica ou psiquica”… etc, etc. “Detenção de 6 meses a 2 anos”.

A famigerada lei mandou muito jovem cidadão promissor na vida para o velho hotel da Silvestre Ferraz, no tempo em que superlotação prisional era coisa de cidade grande…

Em agosto de 2006 ela foi substituida pela Lei 11.343. Seu artigo correspondente agora é o 28, que diz: “Quem adquirir, guardar, tiver em depósito, transportar ou trouxer consigo, para consumo pessoal, drogas sem autorização ou em desacordo com determinação legal ou regulamentar será submetido às seguintes penas:

I – advertência sobre os efeitos das drogas;

II – prestação de serviços à comunidade;

III – medida educativa de comparecimento a programa ou curso educativo.

…………

§ 7o  O juiz determinará ao Poder Público que coloque à disposição do infrator, gratuitamente, estabelecimento de saúde, preferencialmente ambulatorial, para tratamento especializado” – Mentira deslavada!!! O poder publico não atende direito nem velhinhos hipertensos e diabéticos e os pacientes portadores de outras doenças do cotidiano, muito menos os que buscam a doença da droga com as próprias mãos…!!!

… E por aí vai. Ou seja, o caboclinho que consome a droga e, entre outras reações, entra em paraNóia, sofre as sanções acima descritas… Que não dá mais cadeia!!!

A menos que… Sob efeito da droga ele cometa outros crimes, inclusive o de tentar arrancar o pescoço da irmã e espezinhar o pai para conseguir dinheiro para aplacar a fissura!!!

Este foi o caso do cidadão Lincon Roberto Brandão, morador do velho Aterrado. Ele tem 34 anos e a mais de dez  caiu no mundo das drogas. Desde a madrugada desta terça ele vinha infernizando a família para que lhe dessem dinheiro para saciar o vicio. De manhã foi pra rua. Pediu, implorou, mendigou, mas… necas de catibiribas! Sem dim-dim ou um celular, um radio, uma bicicleta, uma moto ou  outro objeto de troca… não há drogas!

Às dez da manhã Lincon voltou a atormentar a família. Foi ao boteco do pai, pegou a irmã Daniele Rodrigues pelo pescoço e jurou que separaria sua cabeça do corpo se ela não lhe desse dinheiro para drogas.

– Me dê o dinheiro, eu quero pedra… – dizia desesperado!

O pai, Luiz Roberto de Lima Brandão, naturalmente tentou salvar a filha das garras do filho fissurado mas acabou estatelado ao chão após um violento empurrão.

Os homens da lei foram chamados e o nóia desceu com pulseiras de prata no taxi do contribuinte para a DP. Tanto a irmã com o pescoço ardendo quanto o pai, meio esfolado, manifestaram expressamente o desejo de processar Lincon pelo crime de lesões corporais, de acordo com a Lei Maria da Penha. Ele até que poderia se livrar solto para responder o processo em liberdade, mas quem não tem 5 pratas para comprar uma pedra bege fedorenta, não tem R$622 reais para pagar a fiança. O que a nova lei antidrogas não fez, Maria da Penha fez… Mandou o nóia para o Hotel do Juquinha.

Esta é a triste rotina de famílias, cujo jovem filho ou filha, numa curva qualquer da vida conheceu, experimentou e abraçou a droga… E tem incautos que ainda acha que deveria ser liberada!!!

 

Pouso Alegre chega ao 5º homicídio em 2012

Com a criminalidade em baixa nas cidades que circundam Pouso Alegre, apenas roubos de celular,  embriagues ao volante, distribuição de suco de gerereba para ‘dimenor’ e outros delitos pequenos marcaram o fim de semana com feriadão de Corpus Cristi, exceto….!!!

A Delegacia de Crimes Contra a Vida assumiu na manha desta segunda, 11, as investigações sobre o homicídio ocorrido no bairro Colinas dos Bandeirantes, na madrugada de sábado.

Homem de 22 anos é morto com 5 tiros (Reprodução EPTV)

Jorge, o jovem que recebeu os três tiros sem chance de defesa, dentro de sua propria casa, pode ter sido o mesmo que na madrugada de quinta invadiu uma casa no bairro e apos roubar 700 reais e um DVD, tentou estuprar a dona da casa. Não conseguiu executar o hediondo crime, porque foi surpreendido por um tio da vitima que chegou casualmente ao local buzinando seu carro.

Caso se confirme a autoria do crime, a motivação estará explicada, ou vice-versa: justiça pelas próprias mãos.

A qualquer momento estaremos divulgando os detalhes das investigações encetadas pelos pupilos do zeloso delegado Gilson Baldassari.

Empresario de Pouso Alegre é assassinado a tiro e esquartejado pela esposa

O empresário Marcos Kitano Matsunaga, 42 anos, gerente proprietário da empresa alimenticia Yoki, com filial no Distrito Industrial de Pouso Alegre, foi assassinado pela esposa Elize Araujo Matsunaga, no interior do apartamento do casal em São Paulo. Depois de matar o marido com um tiro de pistola 765 na nuca, Elize arrastou o corpo para o quarto da empregada – que dispensara – e o esquartejou. As partes serradas do corpo, Elize colocou em sacos plásticos previamente comprados para este fim, colocou em malas e pela manhã deixou o apartamento para jogar os pedaços do corpo no mato. Abandonou os sacos nos arredores de Cotia, há 40 km de São Paulo, onde foram encontrados no dia 27 de maio.

O mega-empresario, cuja empresa do ramo de alimentos acaba de ser vendida para uma empresa americana por R$2,2bilhoes de reais, estava desaparecido desde o dia 20 de maio. Ele fora visto pela ultima vez na véspera, às sete da noite do dia 19, quando desceu do apartamento para pegar uma pizza. Seu desaparecimento foi registrado na policia, pelos seus parentes, no dia 22.

No dia seguinte ao sumiço do empresário, sua esposa Elize, 38 anos, foi vista saindo do predio de manhã, com três malas com rodinhas. Ela só voltou para casa no final da noite.

Mulher do executivo, presa desde a noite de segunda-feira (Foto: Carlos Pessuto/Futura Press/AE)

Elize, que tinha formação de enfermeira, curso de direito e fazia cursos de tiros com o marido, teve a prisão temporária decretada e foi presa na segunda feira. No soturno apartamento onde matou e esquartejou o marido, enquanto a filhinha de um ano dormia, a policia encontrou evidencias do crime tais como sacos plásticos com tarja vermelha, semelhante aos que continham os pedaços do empresario, encontrados na beira da estrada de Cotia.

Se declarando desde o inicio, inocente, ao sentar-se ao piano do manjura no final da manhã desta quarta, 06, a assassina confessou e contou com detalhes o macabro crime. A motivação teria sido o ciúme exacerbado que sentia do marido. Elise achava que Marcos, com quem estava casada há dois anos, a estava traindo e chegou a contratar um detetive particular para investigá-lo.

O que chama a atenção neste crime brutal, não é tanto a frieza,  mas a estupidez em achar que ficará impune, que não seria descoberta….

Na tentativa de cometer um crime perfeito, dando sumiço no corpo do marido, a jovem, bonita, milionária e… burra, cometeu três falhas grosseiras.

Primeiro: sumiu com o corpo dentro do prédio, vigiado 24 horas por câmeras;

Segundo: saiu do prédio de manha carregando três malas grandes e voltou horas depois sem as malas…

Terceiro: Na segunda feira, antes de ser presa, fez entrega espontanea das armas do marido à Guarda Municipal. Uma delas, a mesma que disparou a bala assassina, que deverá ser periciada pela balística. Sem contar que dispensou a empregada e a babá na noite do crime! Só faltou doar as roupas do morto para um bazar…!!!

Podia ao menos ter “pintado o cabelo de preto” antes de aparecer para todo o Brasil diante das cameras. As loiras agradeceriam…!

Quem quer um defunto…!?!?!?

     O hospital Regional diz: ‘este corpo não nos pertence mais’…

     O IML não recebe ninguém, muito menos um morto, sem documentos…

     A funerária também não vela defunto sem o atestado de obito ou de necropsia…

     A família não pode levar seu morto sem autorização das autoridades…

     Se não fosse um descaso com a vida – ou com a morte? – a historia de Everton Cesar seria macabra!!!

Quem passou pela Prefeito Sapucaí na tarde desta segunda e viu um carro funebre da funeraria Ferraciolli estacionado na beira da rua, com um caixão la dentro não podia imaginar…. mas o caixão não estava vazio!!! Dentro dele estava o maltratado corpo do jovem Everton “Pitô” Cesar Ribeiro Raimundo. Como ele foi parar –literalmente – ali?? Graças à burocracia e informações desencontradas e quem sabe um pouquinho de falta de humanidade…

Tudo começou anos atras quando Everton apaixonou-se perdidamente por Severina do Popote. Paixão doentia, que ninguém está livre de contrair… Ele nunca mais conseguiu se afastar do álcool. Tornou-se alcoólatra crônico. Bebeu pela ultima vez no sábado, 26, à noite. Ao sair do boteco no velho Aterrado, desequilibrou-se, foi ao chão e bateu com a cabeça. Conseguiu chegar à casa da tia, onde mora, ali perto do boteco, mas não acordou mais. Na manha de ontem seu único sinal de vida era a respiração.

A pedido da tia, foi levado pelos bombeiros para o PS do Regional. A tomografia mostrou hemorragia intracraniana. Um imenso e irreversível coágulo no cérebro. Ele nunca mais levantaria um copo. Parou de respirar na manhã enevoada e fria desta segunda.

A família informou que ele apenas caira ao chão e batera a cabeça. O neurologista que leu sua tomografia acha que o traumatismo foi muito grande para uma queda de menos de 1,70 de altura, por isso não assinou o óbito. Só o medico legista poderá afirmar se ele caiu ou se algum objeto ‘caiu na cabeça dele’…

No inicio da tarde a funeraria de Plantão retirou o corpo do necrotério do hospital, mas sem ter para onde levá-lo, deixou-o dentro do coche fúnebre, onde ele passou a tarde. Quando os documentos ficaram prontos o IML já havia fechado. A família indignada, que desde a manhã tentara velar seu morto, ante a iminência de o corpo passar a noite na rua, intensificou o esperneio. Através da diretoria da Associação de Moradores do bairro São Geraldo, o caso chegou ao jornal Folha de Pouso Alegre e a este Blog. Às oito da noite, finalmente o corpo do jovem Everton Pitô foi recolhido ao IML para ser necropsiado nesta terça de manhã.

E assim caminha a humanidade…

Já Morreu… agora morreu!!!

Esta é a ultima vez que Adriano Carlos do Carmo aparece no noticiário policial. Já Morreu agora morreu de verdade. Ele estreiou nas paginas policiais aos 17 anos, após matar um companheiro de copo e de ‘ponte’, debaixo da ponte, em cambui. A partir daí entrou difinitivamente para o mundo do crime. Curiosamente, tinha vocação para tudo, menos para bandido. Só se envolvia em delitos pés-de-couve…

No final dos anos 90 e inicio do novo século, fui sua tabua de salvação, seu anjo da guarda. Evitava que ele tomasse surras homéricas e lhe dava roupas para que ele pudesse voltar para a rua depois das detenções por delitos bobos, do tipo perturbação do sossego, mendicância e embriaguez. Mas as pessoas desavisadas tinham medo dele e a PM não tinha dó… descia-lhe o borralho.

Muitas vezes chegou à delegacia quase nu, com o lombo ardendo. Apesar da vida desregrada da mendicância e das farras com Severina do Popote, ele era forte, parrudo. Anos atrás Já Morreu tentou entrar numa casa pela janela basculante, errou os cálculos, ficou preso, entalado, indefeso. O dono da casa então tirou suas calças, deixou-o pelado pendurado na janela e chamou a policia.

A ultima vez que o vi ele havia se enroscado nas malhas da lei após furtar sorrateiramente o cálice da Missa das Cinco, na Catedral, há quase dois anos  – “Cálice Sagrado Ressuscita Já Morreu”.

Adriano Carlos Já Morreu, foi encontrado esta manhã em seu barraco no Aterrado, sem vida. As primeiras informações dão conta de morte natural.

– Ele vinha tomando remédio controlado e bebia muito… – Teria informado um parente. Uma coisa é certa, Já Morreu… Agora já morreu!!!

 

Conceição dos Ouros….“Caim” tenta matar “Abel” com água quente

Embora seja materia policial e o titulo remonte ao Antigo Testamento da Bíblia Sagrada, esta matéria poderia ser postada na categoria “Cachorros & Cachorradas”, pois, além do suco de gerereba que move os ímpetos bestiais entre irmãos, tudo começou por causa de um cachorro.

No principio da Humanidade Caim armou a emboscada e matou o irmão Abel por ciúmes dele com a irmã Avan, com quem se casou e multiplicou a humanidade em Nod, a leste do Éden. Na cidade abençoada por Nossa Senhora da Conceição, também conhecida como “capital mineira do polvilho”, “Caim” não chegou a tanto, mas pelou quase metade do “Abel” com água fervendo, por motivo quase tão fútil…

Os irmãos Ronaldo e Vicente Ferreira da Silva, moradores do bairro Chácara – o velho Aterrado de Pouso Alegre – em Conceição dos Ouros,  são figurinhas fáceis no álbum da policia, por constantes brigas em familia, sempre por motivos fúteis e banais. Treleu-não-deu descem para a delegacia de policia para assinar  um TCO.

Na ultima segunda, 14, duas e meia da tarde – o que dois marmanjos estão fazendo em casa, no meio da tarde de segunda feira, na terra do polvilho, em plena colheita da mandioca a R$0,16 o quilo??? –  Ronaldo estava fazendo café quando Vicente passou a chutar e xingar um cachorro no quintal. Irritado com a atitude do “Abel” Vicente e com os ‘cains’ chorosos do viralata, “Caim” Ronaldo atirou a agua fervente no irmão. Policia e ambulância do PS  foram chamadas e conduziram cada irmão brigão para um lado. Vicente, 34 anos, foi internado no hospital regional Samuel Libanio em Pouso Alegre com queimaduras, a principio, de segundo grau em 45% do corpo. “Caim” Ronaldo, 31 anos foi levado para a DP do municipio .

A delegada Romilda de Jesus Miranda informou ao “Blog do Airton Chips” que deixou de autuar o agressor Ronaldo em flagrante, por falta de um laudo medico que atestasse a gravidade das lesões.

– Inicialmente Ronaldo assinou um TCO e foi liberado, pois o crime de lesões corporais comporta pena de 3 meses a 1 ano de detenção. Portanto se enquadra na Lei 9.099. No entanto, tão logo tenhamos em mãos o laudo do medico legista, vamos analizar a gravidade das lesões. Se forem de natureza grave ou gravíssima, Ronaldo será intimado e indiciado em Inquérito Policial por lesões corporais graves, se sujeitando a um processo que poderá lhe custar até 12 anos de prisão – esclareceu a precavida delegada.

Não se sabe ainda até que ponto as queimaduras provocadas pelo café fervendo do Caim irão comprometer as atividades rotineiras, a aparência e a vida do Abel. Se ele tiver lesões graves, a pena de Ronaldo será de 1 a 5 anos. Se forem gravíssimas, o que é bem provável – deformidade permanente – a pena será de 2 a 8 anos. Se Abel vier a morrer em decorrência das queimaduras, Caim poderá arder no marmore do Hotel do Juquinha de 4  a 12 anos.

De qualquer maneira, nada se compara à dor que Vicente “Abel” está sentindo na pele… ou melhor, na falta dela! Tudo por causa de um cachorro….!!!!

Jefinho de ‘Santana’… Assaltante de madrugada

Em doze anos e meio de feliz estada em Silvianópolis, fiz apenas dois inquéritos de homicidios. Um, cometido  em familia por “um punhado de dólares” de herança e outro cometido por um batateiro, contra um batateiro, ambos de Bom Repouso.

Crimes na centenária Santana de Francisco Lustosa, só de transito, ainda assim, batidas de carroças – eu costumava brincar com os amigos. Os meliantes que agiam na cidade não passavam de ‘gatos’ pingados… O mais notório, era um garoto espigadinho, com olhar e prosa cínica, que atendia pelo nome de Jeferson Jesus Castro de Moraes, o qual se achava mais esperto que os outros e brincava de fumar maconha. Eu seria capaz de jurar que quando ele crescesse, criaria juízo… Parece que jurei em falso…

Madrugada fria de domingo. O jovem  Bruno Jose da Silva, 22, voltava da balada pela Vicente Simões, quando um malaco se aproximou e foi logo distribuindo socos e pontapés. Em poucos minutos  o boêmio ficou sem lenço, sem documentos, sem a blusa e sem o tênis. No minuto seguinte Bruno viu o malaco virar tranquilamente a esquina da deserta Senador Eduardo Amaral e dobrar a serra do cajuru em direção ao velho Aterrado.

A PM alcançou o assaltante logo depois da ponte do velho Mandu. A prova do crime, o tênis novinho que Bruno havia comprado no dia anterior por R$85 reais estava em suas mãos.

O ratão de madrugada era Jeferson Jesus Castro de Moraes. Apesar de ser reconhecido pela vitima ainda com o lombo ardendo, Jefinho usou o argumento mais elementar…

– Este tênis? Acabei de comprar de um sujeito que conheço pelo nome de Ricardo, ali na esquina da Perimetral…. – E nem ficou vermelho.

Numa coisa minha previsão – e minha torcida – estava certa. Jefinho parou com a maconha. A erva marvada já não faz nem cócegas no seu cérebro. Agora se quiser atiçar a adrenalina, ele tem que queimar a ‘pedra bege fedorenta’. Por isso mesmo ele possui uma capivara ‘deste tamanho’, recheada de 155, 12, 33, 129, 147 e 157 como este que ‘aliviou’ o jovem Bruno.

Jefinho, o menino que vi crescer achando bonito fazer feiúra na minha saudosa Santana, que não tinha tempo para estudar, teve a promissora carreira de ‘chapa’ no CEMA interrompida. Ele assinou mais um 157 ‘paia’ e foi se hospedar no Hotel do Juquinha.