À Cezar o que é de Cezar…

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Desde que voltei a morar em Pouso Alegre há dois anos e meio, ganhei um novo amigo que me visita toda semana. A primeira vez que o interfone buzinou eu fui ao portão para ver quem era e o que a pessoa queria… Era o Cezar! Vestia uma bermuda que não foi comprada pra ele, uma camiseta velha estampada lavada sem amaciante, chinelos de dedo e um bonezinho de propaganda. Ele queria um ‘ajutório’.

– Eu moro na Faisqueira e estou desempregado… Será que o senhor não pode me arrumar ‘alguma coisa’…? – disse ele timidamente com os olhos fundos no rosto magro de barba por fazer…!

– O que senhor puder arrumar… Arroz, feijão, leite. Se tiver uma roupa que o senhor não usa, também…

Entendi. Disse a ele que iria fechar portão por causa da Lessie e fui lá dentro. Voltei minutos depois com uma sacolinha e alguns mantimentos, incluindo o leite. Pronto! Conquistei o Cezar! A partir daquele dia tornou-se um visitante assíduo. Toda semana, sempre no meio da tarde, o interfone buzina…

– Quem é?

– É o Cezar…

– O que você precisa Hoje, Cezar?

– O que o senhor puder, seu “Amilton”… – Por alguma razão que desconheço, ele não consegue falar Airton! – Se o senhor puder arrumar um leite…! Vou esperar do outro lado da rua… Por causa da cachorra!

Quando saio com a sacolinha, às vezes ‘leve’, outras mais pesada, lá está o Cezar sentando no passeio do meu vizinho. A maioria das vezes está roendo um pão seco e às vezes traz uma sacolinha com alguma coisa na mão.

– Obrigado seu ‘Amilton’… Deus abençoe o senhor e sua família.  – E vai embora roendo o pão amanhecido.

Não sei nada sobre ele. Onde mora, que idade tem, quantos filhos, se tem alguma enfermidade…! Acho que eu deveria fazer alguma coisa por ele, mas o comodismo não deixa. O mínimo que ele recebe o deixa feliz e grato. E o “obrigado seu ‘Amilton’ e o Deus abençoe sua família” me bastam.

Semana passada ao entrar na DP esbarrei no cabo Marcos entrando na sala de Reds da PM. Ao cumprimenta-lo percebi que havia um detido na cela de triagem. Ao olhar para o interior do cubículo retangular sujo e escuro levei um susto! Era o Cezar…!

Com os mesmos trajes e trejeitos simplórios de sempre; bermuda surrada, camiseta larga, barba por fazer acentuando sua magreza, lá estava ele sentado no banco de concreto rabiscado e frio atrás das grades, enquanto o soldado redigia o BO. Havia sido detido na rua com três minúsculas pedrinhas bejes fedorentas…!

– Olha seu, ‘Amilton’ o que aconteceu comigo! Mas eu não uso ‘isso’, não! ‘Os ‘rapaiz’ que pediram pra mim levar pra eles’… Eu nem sabia o que era!

Não voltei mais à DP para saber o desfecho do BO, mas fiquei pensando no Cezar… Será que o meu visitante semanal ‘assinou o 28’ pelas três pedrinhas que ele jurou de pés juntos que não eram para ele? Mas se estava levando para os “rapaiz” então era um ‘formiguinha’! Será que foi fritado no 33 e subiu para o Hotel do Juquinha?

E agora? O que eu faria com as ‘coisas’ incluindo o litro de leite que eu separo toda semana para ele…?

No inicio da tarde de sábado meu interfone buzinou… Fui correndo fazer a pergunta de sempre;

– Quem é…?

– “Sou eu, o Cezar…”

Ah, que alivio! Ele não ficou preso!

– O que você precisa hoje, Cezar?

– O que o senhor puder… Pode ser um leite.

Ao abrir o portão lá estava ele, trajado como de costume, com a mesma barba de alguns dias, magro e talvez um pouco mais triste. Eu falei primeiro;

– Ué, Cezar, o delegado soltou você?

– Tá loco seu ‘Amilton’… Eu não fiz nada errado, não! Nem sei o que era aquilo, os rapaiz pediram pra levar pra eles. Eu não mexo com essas coisas não…!

Entreguei a ele a sacolinha com o leite e outras ‘coisas’, ele repetiu a frase de sempre; “Obrigado seu ‘Amilton’, Deus abençoe o senhor” e já se afastando disse:

– Não põe a minha foto no jornal não, seu ‘Amilton’…!

Por um instante fiquei parado no portão olhando a figura humilde do meu visitante semanal virar a esquina. Confesso que não sei onde a sacolinha de leite e ‘outras coisas’ irá parar. Mas sei o que vou fazer… Vou continuar dando “a Cezar o que é de Cezar”!

PM prende formiguinha revirando monte de entulho

A droga guardada no entulho: 54 barangas cheias e 59 vazias...

A droga guardada no entulho: 54 barangas cheias e 59 vazias…

Passavam os homens da lei próximo à escola municipal de ensino básico, no meio da tarde desta segunda, 07, quando avistaram o cidadão Alefy Julio da Silva com pinta de somongó, com um pauzinho na mão mexendo em um monte de entulho. Como o local é conhecido como ponto de comercio e distribuição de drogas para todos os gostos, os policiais resolveram abordar o jovem e, quem sabe, ajuda-lo a procurar alguma coisa de valor em meio ao lixo e entulhos. Quando se aproximaram, no entanto, Alefy desistiu da procura e tentou dobrar a serra do cajuru – por que será? – mas foi compulsoriamente detido, e, por garantia de sua permanência no local, recebeu as pulseiras de prata. Devido ao grande interesse de Alefy no monte de entulho, os policiais resolveram ajuda-lo a revirá-lo e… Surpresa! Logo apareceu um saco plástico cheio de farinha do capeta…! Cinquenta e quatro barangas da droga…! Tinha até outro saco de capsulas vazias!

Interrogado a respeito da droga Alefy, 20 anos, morador dali de perto, disse o que todo bom malandro – como o grande politico paulistano Paulo Maluf – diria:

– Essa farinha não é meeeennnnha!

– Mas o que você estava fazendo agachado revirando o monte de entulho?

– Eu estava procurando um baseado que guardei ali ontem…

– E a quem pertencem então as barangas de cocaína?

– Deve ser do “Cebola” ou do “Ponês”… Eles que costumam guardar a droga aí…!

“Na falta de tu, vai tu mesmo”! Como nem “Ponês” e nem “Cebola” estavam por ali para temperar a farinha, Alefy desceu no taxi do contribuinte para a DP, sentou ao piano, assinou o 33 – muito a contragosto – e foi se hospedar no Hotel do Juquinha.

O delegado da “Especializada de Combate ao Trafico de Drogas”, em parceria com a Vigilância Sanitária e a Secretaria de Obras, adverte:

“Evite fuçar no entulho dos outros… Você pode encontrar farinha!”

 

Policia acha maconha no Colinas de Santa Barbara

"Achado não é roubado", qualquer um que alegar que é sua, poderá retirá-la na DP. Basta assinar o documento conhedido por "Trinta e Tres" e de brinde poderá ganhar hospedagem no Hotel do Juquinha...!

Como “Achado não é roubado”, qualquer um que alegue ser o dono da erva poderá retirá-la na DP. Basta assinar o documento conhecido por “Trinta e Tres” e de brinde poderá ganhar hospedagem no Hotel do Juquinha…!

O fato – que não tão raro assim – aconteceu no inicio da madrugada desta quarta, 02 no barro Colinas de Santa Barbara.

No momento em que faziam patrulhamento de rotina visando coibir o uso e trafico de drogas, os homens da lei receberam a informação de que um cidadão fora visto nas imediações pilotando uma motoca assim-assado e que o mesmo costuma distribuir a erva marvada nos bairro Colinas e Ibirá. Quando procurava pelo “Formigão”, vendedor ambulante da erva do capeta, os homens da lei encontraram próximo a uma construção inacabada um belo patuá com 49 barangas de maconha.

Com base nas informações fornecidas por amigos ocultos da lei aos policiais, o delegado Gilson Baldassari, da Especializada do Combate ao Trafico, baixou Portaria determinando a seus pupilos que localizem o dono da erva para devolução!

Enquanto a dupla dinâmica Teobaldo & André não encontram o comerciante relapso, as charmosas e perfumadas barangas de cannabis – da boa! – suficientes para três baseados cada uma, ficarão guardadas no setor de “Perdidos e Achados” da delegacia de policia. Caso o ‘formigão que as perdeu no Colinas de Santa Barbara queira recuperá-las, deverá procurar o citado setor na DP. Nem precisa comprovar que é o verdadeiro dono da erva! Basta apresentar o documento de identidade, de preferencia com foto, para aparecer aqui no blog e assinar o documento comumente conhecido por “Trinta e três”! De quebra o “Formigão”, ou mesmo o suposto dono da erva ganhará 5 anos de estadia gratuita no Hotel do Juquinha…!

 

Obra da “Copa das Copas” faz as primeiras vitimas

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O acidente aconteceu no meio da tarde desta quarta quando uma parte do Viaduto da Avenida Pedro I – caminho que liga o centro da capital mineira ao Aeroporto de Confins – desabou. Um ônibus e alguns carros foram parcialmente esmagados. Agora às quatro da tarde os bombeiros ainda no local e não tem o levantamento dos estragos. Ao menos uma pessoa morreu esmagada.

Vejam as fotos.

Bem, se a Copa das Copas vai bem, as obras da copa, o “legado da Copa” não vai tão bem assim…!

Atualizado às quatro e trinta e cinco: Dois mortos e 24 feridos!!!

 

Os Meninos estão chegando…

Não faça como Judas! Não vá me trair... Por pouco mais de 30 moedas voce leva os Meninos pra casa...!

Não faça como Judas… Não vá me trair! Por pouco mais de 30 moedas voce leva os Meninos pra casa…!

 

Eles estão a cento e sessenta quilômetros de Pouso Alegre e devem chegar dentro de quatro ou cinco semanas. Trazem na bagagem historias que vão marcar a vida do leitor! Que farão o leitor, chefe de família, repensar o relacionamento com os filhos.

O primeiro encontro será com Piolho, um jovem empresário que tinha tudo para ser feliz… Até conhecer a Pedra Beje Fedorenta! Depois vem Pedrinho & Gegê, Chapeleiro: o ultimo chefão do Velho Hotel da Silvestre Ferraz, Peixinho & Eu, Monteiro e quase 40 ladroes do Bagdá e tantas outras…

Além das historias de garotos perdidos na curva do crime, ambientadas nas cidades de Pouso Alegre, Santa Rita do Sapucaí, Silvianópolis, Congonhal, Cambui, Camanducaia e Monte Sião, os meninos desvendam o mistério do “Coisa Ruim da Borda”, o mistério do “Corpo Seco” e a origem do Ribeirão das Mortes… Historias reais acontecidas há mais de meio século, minuciosamente investigadas pelo autor. Contam com detalhes os últimos dias de “Fernando da Gata” e levarão o leitor à medieval Verona dos Montechios & Capulletos com a historia verdadeira de “Jesus & Jacira” que terminou tragicamente depois da Missa do Galo no Beco do Crime!

Comece juntar agora suas moedas! Se você guardar uma destas por dia, quando os Meninos chegarem você poderá adquirir seu exemplar autografado e ainda sobrará uns trocados para a pipoca…!

Eles ainda estão a caminho, no entanto, o mais importante recado já chegou:

“Abrace seu filho… Não deixe que as drogas o abracem…!” 

Trio de adolescentes tenta matar cidadão por causa de 130 reais

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O crime aconteceu às quatro e meia da tarde fria de sexta feira, 20, na Avenida Jose Agripino Rios no Jardim Olímpico. Após perseguir à distancia o cidadão Gabriel Cruz Batista que acabara de sair do Caixa Eletrônico do Bradesco, os três garotos resolveram dar o bote… Pularam sobre o jovem de 20 anos e para subjuga-lo um deles deu-lhe três golpes de lapiana numero nove. Gabriel tentou se defender, por isso os golpes frios da lamina acertaram os braços. Um deles, no entanto atingiu-lhe o abdome perfurando o pulmão. O trio de delinquentes juvenis foi rastreado e horas mais tarde acabou se enroscando nas malhas da lei. Ao serem presos, desculpe, apreendidos cada um em sua residência, todos juraram de pés juntos que tudo não passara de uma briga, um reles acerto de contas!

– É rixa antiga, oficial… Ontem ele tentou bater na gente! Nós só nos defendemos – disse fulano, 17 anos.

– O maluco é sujeira… Ele queria pegar a gente – emendou beltrano, 16 anos.

– Ninguém pegou nada dele, sargento, pode revistar a gente…! – corroborou sicrano, 16 anos. E foram de fato revistados, mas o dim-dim supostamente roubado não estava em suas algibeiras.

Como não havia materialidade do crime do roubo, o três delinquentes seriam autuados no artigo 129 do CPB e, como manda o ECA – “Está Acostumando com o Crime” – seriam entregues ao Conselho Tutelar ou aos seus pais. Aproveitando que estavam na privacidade da delegacia de policia, o atento delegado de plantão, Gilson Baldassari, determinou que se fizesse uma revista mais acurada no trio e… surpresa!!! No fundo da cueca de Beltrano, bem dobradinho como convém a um bom aprendiz de meliante, estava a prova do crime: R$130 roubados da vitima Gabriel Cruz!

Diante da nova conjuntura o insosso 129 passou para o salgado 121 c/c 14 do CP, crime que, embora cometido por “dimenor”, comporta custodia preventiva de 45 a 90 dias, desde que autorizada pelo zeloso Representante do Ministério Publico, guardião do ECA.

– Eu entrei em contato com o promotor de plantão e perguntei se poderia levar os delinquentes ao Forum naquele momento. Para minha surpresa ele respondeu que viria à delegacia de policia e de fato veio, ouviu pessoalmente os três assaltantes e autorizou suas prisões – Contou Gilson Baldassari.

Após o atendimento emergencial no nosocômio Samuel Libanio, Gabriel Cruz Batista, 20, sem risco de vida, foi liberado. O trio de delinquentes que tentou mata-lo a golpes de faca para subtrair a merreca de R$ 130 deve ficar hospedado no Hotel do Juquinha pelos próximos 90 dias.

Uma caminhada para ficar na historia…

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      Eram oito e quarenta e cinco da noite de quarta, 18, quando vinte oito pés começaram se mover para a longa viagem! Seriam milhares, milhões de passos até chegar ao destino a cento e cinquenta quilômetros dali. Catorze corações batendo forte, emocionados! A maioria já antevendo a chegada três dias depois… Outros, sem saber até onde suas pernas os levariam…… E la fomos nós. Caminhando, cantando, rezando, brincando, contando historias… Contando estrelas. Flertando com o sorriso da lua que veio nos espiar de madrugada. Quando os primeiros clarões gelados do novo dia começaram iluminar o céu, estávamos chegando a Paraisópolis. Já não eram mais catorze pares de pés levantando a poeira da estrada: Bruno havia ‘pedido água’. Cristiano também.

– Não tô aguentando… Dói tudo! Meus pés estão cheios de bolhas – disse ele, para fazer quase toda a viagem no conforto do Montana!

Cristiano também:

– Vou dar só uma ‘descansadinha’… É já que eu desço do carro – Dissera ele antes do Itaim. E não desceu mais!

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Foi a aurora mais gelada que vi surgir desde 1977, quando vi tantas surgirem nas guaritas do exercito. Depois de uma parada de meia hora no rancho da igrejinha na baixada foi preciso usar todo o estoque de luvas, toucas ninjas e cachecóis para não gelar as mãos, nariz e orelhas…

Este ano não precisamos desencalhar carros na estrada. Não choveu, embora a chuva tenha rondado a serra na chegada de Sapucaí Mirim. A neblina foi tão densa em Santo Antônio do Pinhal que fez lama na chegada da estação Lefreve e espantou os turistas. A estação quase perdida no ‘fog’ ficou só pra nós. Na “Pousada Champetre” em Piracuama demos boas gargalhadas. Mas nem todos chegaram lá com as próprias pernas. Japão e Tiago Cobra foram se juntar à Bruno e Cristiano no conforto das caminhonetes. As bolhas e tendinites não permitiam que eles colocassem os pés no chão. Na reta final da caminhada, parcialmente refeitos dos calos, tendinites e dores musculares, todos puseram os pés na estrada, literalmente, até Bruninho! Em Moreira Cesar, com a orelha ardendo por causa do ‘aluguel’ dos companheiros saiu do casulo e resolveu caminhar. A única baixa total este ano foi a desistência do silencioso Anderson, em Paraisópolis, segundo ele, por causa da filha. Ao ouvir sua voz da menina entre lagrimas:

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– Volta logo papai…! – ele não resistiu, fechou a mala e embarcou no Gardenia, de volta para casa.

A cada ano a romaria tem uma característica marcante. Em 2012 a chuva fina nos durante quase toda a viagem, criando um clima surreal, quase magico durante as madrugadas. Indescritível a sensação de sair do conforto de uma aconchegante pousada no meio da noite e iniciar uma caminhada debaixo de chuva fina! No ano passado o que mais marcou foi a solidariedade… Se não passássemos pela Serra do Itaim no meio da madrugada, aquele casal teria passado a noite atolado na lama e no gelo ali! Este ano, além de pequenos detalhes, ninguém vai esquecer a performance do Cristiano. Depois de receber no ano passado a placa pela 10ª caminhada, ele resolveu ir ‘passear’ de carro com os amigos este ano. Antes do Itaim ele se acomodou no conforto da Hilux e foi dormir. Toda vez que o alcançávamos na estrada ele reclamava para o Nilton…

– Se você não trocar essa caminhonete por uma mais nova e mais confortável, eu não venho mais! – Dizia ele serio. Nos últimos quilômetros desceu e caminhou até a Basílica.

– Minha esposa está me esperando lá… Se eu estiver limpinho e perfumado, ela vai duvidar que eu fui andando!

Antes porém, ao falar com a mãe ao telefone…

– Não mãe, este ano a caminhada está muito boa! Não tive calo e nem dor nas pernas…

Pousada Champetre: Um dos momentos mais alegres da caminhada...

Pousada Champetre: Um dos momentos mais alegres da caminhada…

O bom humor e a superação foram marcantes em 2014! Eram cinco marinheiros de primeira viagem: Luciano Reis, Diego Matos, Tiago Cobra, Bruno e Japão. Os três últimos, apesar de uma pequena carona, fizeram quase toda a viagem à pé. Diego precisou trocar sete pares de tênis, mas não pediu agua. Luciano “Ruivo” usou ‘microporos’ como meias mas não tirou os pés do chão…!

Se tivéssemos que eleger o momento mais alegre da viagem, eu escolheria aquele no trevo de Roseira, a nove quilômetros do destino; 15 romeiros espalhados no chão na beira da estrada, contando piadas e comendo o ‘rei dos lanches’: “pão com mortadela” e guaraná Tubaina! Foi o momento oportuno para conferir alguns títulos aos colegas de peregrinação!

Alguns destes títulos foram facilmente atribuídos aos ‘agraciados’:

*O mais “zuado”: Este foi para o Bruno, que mal aqueceu os músculos pulou para dentro da Montana e só desceu perto de Roseira, no fim da caminhada, mas teve que aguentar a gozação dos companheiros.

*O “turista”: Cristiano. Desta vez ele foi passear de carro e divertir os amigos!

*Troféu “superação”: Este tem que ser dividido em partes iguais entre Luciano, Tiago Cobra e Japão. O veterano Tiago Antônio merece ao menos a base deste troféu!

* Pior café: Todos os feitos pela dupla “Guilherme & João Gustavo”!

Faltam 25 quilômetros: É assim que dorme...!

Faltam 25 quilômetros: É assim que se dorme…!

E tem ainda o troféu “ranzinza” para ‘premiar’ o peregrino que cria caso e reclama de tudo;

O troféu “apressadinho” ou “bem disposto”; que mal recomeça a caminhada já assume a dianteira e some na primeira curva!

O troféu “solidariedade” certamente seria do Rick! Embora seja um dos mais bem preparados fisicamente, ele sempre fica para trás… Para apoiar o peregrino que precisa de ajuda!

Toda privação, todo sacrifício, toda brincadeira, todo bom humor; toda amizade que se estreita nestas noites e dias de convívio; toda beleza que vemos ao longo da jornada, enriquecem o peregrino, o homem… Mas nada se compara à emoção de pousar os olhos marejados na Imagem Santa na Basílica e dizer:

– Eu cheguei, Mãe…!

… E ouvir a resposta silenciosa entre sorrisos:

– Eu sabia que você chegaria, filho…! Eu te levantei varias vezes pelo caminho…

E deixar as lagrimas correrem!

 

Acabamos de chegar...

Acabamos de chegar…

Esta foi a 4ª “Romaria Santo Antônio Maria Claret & Amigos”, organizada por Tiago Antonio Batista e Marcelo Matos. Quiçá possamos participar de outras quarenta “Caminhadas com fé”!

Os motivos mais comuns que levam milhares de pessoas a deixar o conforto de casa para andar dias e noites enfrentando intempéries, com destino à Aparecida ou outros Santuários são: agradecer ou pedir uma graça! Mas tem também os curiosos que querem descobrir a sensação de uma longa caminhada ou simplesmente testar a capacidade física; tem aqueles que querem ter alguma historia pra contar; tem os “maria-vai-com-as-outras” que tentam ir porque o vizinho vai…! Mas não são todos que chegam! Alguns ficam pelo caminho. Alguns ‘pedem agua’! Romaria à pé de algumas dezenas de quilômetros não é coisa para aventureiros… É preciso ter um proposito!

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Para comemorar o exito da caminhada, uma lauta feijoada na casa - nova e aconchegante - do Marquinhos/Sabrina.

Para comemorar o exito da caminhada, uma lauta feijoada na casa – nova e aconchegante – do Marquinhos/Sabrina com as “patroas”…!

Caminhando e cantando e seguindo…

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Vou pegar a estrada… As trilhas, os trilhos…

Vou caminhar muitos dias. Na verdade muitas noites! Só vou parar para descansar quando os raios do sol cegarem meus olhos.

Vou sentir o sereno da noite umedecendo meus cabelos…

Vou ouvir os grilos e todas as sinfonias da madrugada, ao vivo, no que restar da luz da lua minguante!

Vou me despedir com saudade do negrume das noites e saldar a fria aurora…

Não estarei só neste momento. Além dos companheiros de caminhada, os passarinhos descerão dos ninhos para nos saldar…

Vou admirar o orvalho fino e tímido das manhãs…

Vou saldar com a alegria os primeiros raios do novo sol…

… E vou vê-lo secar suavemente o orvalho das plantinhas na beira da estrada.

A fome, a sede e o frio estarão por perto… Mas vou sentir o coração saciado e aquecido!

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Vou longe…

E vou porque quero! Vou porque gosto. Vou porque posso…

Só vou parar diante da imagem santa da minha mãe!

E minhas lagrimas lavarão todo meu cansaço… Apagarão todas minhas dores!

… E voltarei mais puro. Mais leve. Mais jovem. Mais amigo…!

 

Policia Militar enxuga gelo na Vicente Simões

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A bela Avenida Vicente Simões ha quarenta anos era apenas um pasto de fazenda cortado pela deserta linha férrea da Rede Sul Mineira de Viação, cujo trem de carga e passageiros por ali passava duas vezes por dia. Hoje a principal via de acesso ao centro da cidade que mais cresce no Sul de Minas abriga um eclético comercio, especialmente de barzinhos dançantes frequentados pela galerinha de quinze a vinte e poucos anos.  E, com a radical e necessária transformação vieram também os vícios sociais. Por onde a poucas décadas passava a lenta e barulhenta Maria Fumaça soltando seu canudo de fumaça preta atrás do som estridente do seu apito a 20 ou 30 km por hora, hoje passam carros e motos a 100, 120. Meses atrás um carro tentou passar por ali a 120h! Parou bruscamente com a cara no chão quando um poste desavisado entrou na sua frente e teve as pernas, quero dizer, a base decepada.

 Desde que a bela e curvilínea avenida separada por canteiros sombreados por Ficus tornou-se point da juventude no inicio dos anos 1990 muita coisa negra ali já aconteceu. Há oito anos, após discutir com um moço que fazia xixi em seu muro um cidadão exaltado sacou um trezoitão e abriu fogo. O mal educado que no mínimo praticava atentado ao pudor saiu ileso… Mas a bala do vizinho nervoso fez uma vitima! Acertou um jovem estudante e tirou-lhe a vida. Ano retrasado um jovem concursando da policia entrou em atrito com os próprios colegas em um dos barzinhos! Em meio ao trololó ele sacou sua ‘autoridade’:

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– Ei! Com quem vocês acham que estão falando? Eu sou delegado de policia! – E foi até seu carro estacionado lá fora buscar seu trabuco para por fim à discussão – que segundo me disseram ele provocara ao ser inconveniente com uma garota do grupo – E o detalhe interessante é que ele nem era policial!Estava ainda realizando as varias fases do concurso! E mesmo assim passou na investigação social, fez Acadepol e se tornou delegado de policia!

Também no ano retrasado o “Jê”, ao envolver-se numa briga de amigos, recebeu um tiro na cabeça. Durante varias semanas ficou cutucando indeciso a porta de São Pedro, até que finalmente deixou a UTI do Hospital Regional e hoje goza de razoável saúde no velho Aterrado.

No ano passado um detetive de policia estava numa roda de amigos tomando seu Red Label quando de repente a garrafa sumiu da mesa. A garrafa da bebida destilada que eu não quero nem de graça foi encontrada debaixo do banco do carro de um amigo comum. Que ousadia! Roubar do proprio amigo? E ainda por cima policial! O amigo da onça recebeu pulseiras de prata e foi sentar-se ao piano do delegado de plantão no meio da madrugada…

Esta é a famosa Avenida Vicente Simões, porta de entrada rápida da cidade! Cartão de visitas de Pouso Alegre, onde a galerinha jovem se reúne em datas festivas para abraçar a loira gelada, a katia…ça e naturalmente a erva marvada e outras drogas mais fortes! Apesar da grande e eclética malha comercial, a rápida avenida abriga também escritórios, clinicas e residências. E por causa de alguns rabos expostos em via publica no meio do madrugada – e às vezes até mesmo à luz do dia, como no caso do assassinato do jovem há oito anos – é que a porca torce o rabo! Quem mora na avenida e imediações tem que conviver com o barulho dos carros e motos, com o burburinho – para não dizer algazarras – e com pessoas noiadas e chapadas fazendo xixi em seus muros.

Robert Jose Rodrigues: Fez 18 anos em maio.

Robert Jose Rodrigues: Fez 18 anos em dezembro.

Um morador do local contou-me que outro dia uma jovem arriou as calças, abaixou-se e fez suas necessidades solenemente debaixo da sua janela. Ao ver a desaforada cena o dito morador encheu um balde com agua e jogou pela janela. Mesmo molhada a jovem continuou impassível abaixada, molhada debaixo de sua janela com a calcinha na mão – será que estava mesmo de calcinha? – fazendo necessidades… Talvez tentando entender como o xixi que saia quente por baixo estava caindo frio em sua cabeça!

Como o combate ao uso e trafico de drogas vai muito além do âmbito da segurança publica, resta a policia ‘enxugar gelo’ na Vicente Simões e adjacências. Na ultima sexta aconteceu mais um episodio desta natureza. Estavam os homens da lei fiscalizando o cumprimento da Lei Seca, quando um amigo oculto informou – aliás, exigiu providencias – que um grupinho de quatro garotos assim assado estava numa travessa paralela vendendo drogas. Quando os policiais se aproximaram do quarteto na Maria Cid Cobra, um deles fez o gesto típico de atirar longe um patuá de “Snecném” – se não esta comigo não é meu! – Eram 20 barangas de farinha do capeta. Na algibeira de um deles havia outro patuá com 15 barangas da mesma droga. Como não era possível afirmar de quem era o “Snecném” dispensado no chão, o quarteto todo recebeu pulseiras de prata e foi sentar-se ao piano do delegado de plantão na DP.

Valdinei Jose Rodrigues: Fez 18 anos em

Valdinei Jose Clemente: Fez 18 anos em maio…

Dois dos integrantes do quarteto eram “dimenor”!  P.H.D. da Silva e G.S.Alves, moradores do velho Aterrado tem apenas 15 anos, por isso assinaram o 33 na presença das respectivas mamães, como manda o ECA e voltaram para casa – será que foram para casa mesmo, ou voltaram para o local do crime? – Valdinei Jose Clemente, 18 morador do Cidade Jardim e Robert Jose Rodrigues, 18 morador do Chaves, assinaram o 33 e foram se hospedar no Hotel do Juquinha.

Esta foi mais uma operação bem sucedida contra o trafico de drogas na Vicente Simões… Mas ainda há muito gelo para enxugar! Por ali emerge um iceberg…!

 

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LUIZ ALFREDO GONÇALVES TEIXEIRA

DADOS PESSOAIS

 

Brasileiro, Casado

Data de nascimento: 02/07/1973

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Bairro: Foch II, Pouso Alegre – MG

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Coloco-me a disposição para uma entrevista pessoal, onde poderei expor minhas habilidades, ideias e objetivos, podendo ser integrada dentro desta empresa, contribuindo para seu crescimento e desenvolvimento interno e externo.

Desde já agradeço.