Assaltaram os velhinhos em Itapeva…

Era exatamente onze e meia da noite quando o cidadão Jose Maria da Rosa, 62 anos, residente no centro de Itapeva, chegou em casa. Entrou, fechou a porta apenas no trinco e enquanto pendurava o chapéu, sentiu um braço forte agarrando seu pescoço.

– Pelo amor de Deus, não me mate – conseguiu suplicar ele com o pouco de ar que lhe passava pelas vias aereas.

Mas o assaltante não queria sua vida. Queria apenas seu dim-dim! Enquanto ele lutava com um ladrão dentro de sua sala de visitas, outro meliante enfiou a mão na sua algibeira e pegou o que interessava; R$ 70 reais.

Maycon

Talvez quisessem levar mais, no entanto, neste momento Continuar a ler

Vai uma pedrinha aí, Mano?

        O consumo de drogas tem se expandindo tanto que os formiguinhas nem precisam fazer força para distribuir seu produto. Basta debruçar na janela ou sentar na esquina das ‘bocas’ e ficar de bobeira esperando a clientela. Alguns aviõezinhos, no entanto, não tem paciência de esperar o nóia e sai por aí oferecendo.

– Vai uma pedrinha aí, Mano?

      Foi assim que Murilo Vinicius da Silva, 19,DSC04547

e a amiguinha D. G. de Almeida, 17, caíram ao pé da noite desta quinta numa pracinha de Camanducaia. Eles estavam oferecendo descaradamente a droga quando os policiais se aproximaram. Primeiro Murilo colocou o patuá com 8 pedras na boca… Depois resolveu cuspir e jogou num canteiro de flores próximo. Tarde demais. O casal de formiguinhas desceu para Delegacia Regional de Pouso Alegre para sentar-se ao piano.

      D. G., cuja mãe se recusou a acompanhar, naturalmente voltou para casa de madrugada. Murilo Vinicius voltou hoje pela manhã… no taxi do contribuinte com pulseiras de prata, direto para o velho Hotel de Camanducaia…

Aproveitou a festa da santa para vender pedra

       A tricentenaria e pequenina Camanducaia está em festa, preparando as homenagens para a padroeira N.S. da Conceição, neste sábado. Ontem à noite, aproveitando a festança na praça central, o nóia Israel Robert Lopes de Paula, 31 anos, se aproximou do ‘distribuidor’ Murilo Vinicius da Silva e pediu uma ‘paradinha’ de pedra. Achando-se invisível no meio da multidão, Murilo retirou um pacotinho da boca e entregou ao cliente. Quando ia guardar o dinheiro da transação comercial a policia deu o bote e pegou a droga jogada ao chão.

Pilhado com a droga na boca, que dizer, com a boca na botija, Murilo poderia ter dito que a droga era dele, para consumo, no entanto ele foi bem original;

– Eu estava aqui diboinha, seu guarda, esses dois chegaram, me mostraram um embrulhinho e perguntaram se era realmente droga! Eu só falei que era. Foi isso que aconteceu! Esse dinheiro na minha mão? Eu ganhei trabalhando num lava jato!

A versão de Israel Robert e sua namorada era outra. Ele alegou ter comprado a droga por 50 reais para uso proprio e ela confirmou a transação.

Além do depoimento do ‘cliente’, Murilo tem outros B.O.s desse tipo no currículo, por isso ‘ganhou o direito’ de hospedar-se gratuitamente  no velho hotel do contribuinte de Camanducaia, depois de assinar o 33. Para o nóia Israel Robert sobrou um 28…

Estuprou a cadela … depois matou-a a pauladas!!!

Não, meus estimados leitores, não estou injuriando a vitima de estupro, chamando-a de ‘cadela’… O sujeito estuprou a cachorra de estimação e depois matou o animalzinho!!!

O crime chocou a população e provocou náuseas até nos policiais militares da pequenina Itapeva, cortada ao meio pela Fernão Dias, entre Camanducaia e Extrema, quando atenderam o B.O. no final da tarde desta quinta.        Ao chegar à residência do cidadão Francisco Domingos, sua esposa contou que ele havia estuprado a cadelinha “Layla” e depois matado o bicho com cinco pauladas.

O crime de estupro, teria sido presenciado pelo filho do casal, de 5 anos. Ao ser questionado pela esposa, Francisco Domingos, o Chico Mel, de 64 anos, negou o nojento crime e passou a bater no animal como se ele tivesse culpa, até matá-lo;

– Ele deu cinco pauladas na cabeça da cachorrra, na nossa frente e depois jogou o corpo no mato – Contou indignada dona Regina.

Chico Mel jurou de pés juntos que não cometeu ‘doçuras’ com a cadela. Mas admitiu ter ficado nervoso com as acusações e ter matado a cahorrinha de estimação do filho, à pauladas.

O ‘cahorricida’ sentou ao piano da delegada Stella Reis na Regional de Pouso Alegre e assinou o 233 do Código Penal – Praticar ato obsceno em lugar público, ou aberto ou exposto ao público – e o Art. 32 da Lei 9605 – Praticar ato de abuso, maus-tratos, ferir ou mutilar animais silvestres, domésticos ou domesticados, nativos ou exóticos.

Somados os crimes, ele pode pegar de 6 meses a 2 anos de cadeia. O prejuízo para o garotinho que presenciou o estupro e o assassinato de “Layla” pode ser maior. Ele foi encaminhado pelo Conselho Tutelar de Itapeva para avaliação psicológica!!!

 

*** Esta noite teve mais crime ambiental… Aguarde!

 

Meliante disfarça de planta em Cambui

Ele tem 25 anos, já cometeu 31 furtos e um roubo em Cambuí, Camanducaia e Monte Verde, mas nunca chegou a ‘criar pulgas’ nas cadeias.

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O cidadão Nivaldo Antonio Dias participava de uma reunião politica nesta segunda à noite em Cambuí quando o celular tocou. Era a policia…

– Sr. Nivaldo, tem um ladrão na sua casa – disse o policial sem cerimônia.

Sem dar uma palavra de explicação ou despedida, Nivaldo correu apavorado para o local, pois sua esposa e filhos estavam em casa… Ao chegar encontrou a janela do escritorio aberta.

Após retirar a família de residência, os policiais passaram a procurar o suposto ladrão no interior do imóvel. Depois de uma varredura geral encontraram o gatuno no terraço. Ele estava deitado entre os vasos de flores, fingindo-se de florzinha… Em seu bolso estavam as duas maquinas fotograficas que ele havia furtado do escritório antes de um vizinho chamar a policia. Havia também um aparelho celular que ele disse ser seu. Os policiais ligaram para o numero que constava da agenda e o verdadeiro dono do aparelho atendeu. Era o vizinho Humberto… Antes de entrar no escritório de Nivaldo, o gatuno solitário já havia feito uma visita sorrateira à sua casa.

Levado para Pouso Alegre, Deverlei Jose Teodoro da Costa, 25 anos, residente no bairro São Mateus em Camanducaia, sentou-se ao piano pela 32ª vez e assinou mais um 155.

A historia do gatuno que tentou se passar por florzinha para escapar das garras da lei é só mais uma de meliante pé-de-couve, que não consegue viver sem passar a mao leve nas coisas alheias. O surpreendente é que nos últimos 7 anos, desde que deixou de ser “dimenor”, ele já cometeu 31 furtos e um roubo. Suas penas somadas, dariam de 31 a 134 anos de cana, mas ele nunca chegou a ficar sequer um ano preso. Da ultima vez que se hospedou no Hotel do Contribuinte, teve um ‘piriripaque’ na cadeia e passou por uma cirurgia na cabeça, por isso recebeu o habeas corpus.

No dia 31 de janeiro ultimo, Deverli foi preso em flagrante em Camanducaia e tinha em seu desfavor um Mandado de Prisão Preventiva, oriundo da vizinha Comarca de Cambuí. Mesmo assim o homem da capa preta expediu o “alvarau” e o gatuno viciado em coisas alheias continuou em liberdade.

O gatuno que queria imitar vaso de flores ontem à noite em Cambui, está ansioso para voltar para Camanducaia… Porque será?

Em Camanducaia, quem planta bambu… colhe espingarda

Uma briga entre sitiantes levou a policia militar ao bairro Quilombo, nesta quarta 18, em Camanducaia. A noticia crime dava conta de que Onofre Roberto Mendes, 66 anos, havia colocado seu vizinho, M. para correr na frente de uma cartucheira…

Ao receber os homens da lei, seu Onofre jurou de pés juntos que não havia armas em casa e não deixou os policiais conferir.

Como manda a lei, eles voltaram para a cidade, contaram o caso ao delegado Douglas Luiz e Godói, ele solicitou e o homem da capa preta expediu o competente ‘mandamus’, autorizando os policiais ‘varrerem’ o sitio de Onofre.

Ele tinha falado a verdade… Não tinha armas em casa mesmo! As espingardas calibre 28 estavam escondidas em um bambuzeiro na beira da restinga, perto do ribeirão. As munições e petrechos para carregar os trabucos e espalhar chumbo quente na vizinhança, estavam mocosadas debaixo de umas telhas, num canto do curral.

Duvido que se ele tivesse escondido as armas debaixo de um monte de estrume, os policiais teriam encontrado…!

‘Seu’ Onofre valentinho assinou um 12 da 10.826, pagou R$ 622 de fiança e voltou para casa. Mas… desarmado e menos perigoso!!

 

Motorista mamado… perigo constante

Depois de desfilar pelo bares da vida, se amarrando no pé-de-cana, o motorista Dionísio Gonçalves da Rocha, 58 anos, morador de Cambui, abraçou o volante do seu VW gol e pegou a Fernão Dias. Estava tão mamado que esqueceu até de ligar os faróis. Fez uma manobra perigosa e encostou-se ao canteiro para fazer um retorno proibido na Fernão Dias. Antes que ele ‘pegasse’ alguém, o motorista que vinha logo atrás e conseguiu evitar o sinistro, acionou os homens da lei.

O bafômetro dos patrulheiros federais acusou o obvio: 19dg/l por litro de sangue no organismo, muito além do permitido. Depois de passar uma noite curando a ressaca no velho hotel de Cambui, Dionísio pagou a fiança de 620 reais e voltou para casa… à pé. E a batata continua assando pra ele!

Clayton Fernandes, na vizinha Camanducaia, fez ainda pior. Depois de abraçar a loira gelada, ele abraçou o volante do seu caminhão e tentou pegar a estrada. Pegou um gol… estacionado na porta de uma casa e de quebra, quebrou também a antena parabólica da residência. Não se pode dizer que ela foi culpada…!

Vizinho chamaram os homens da contaram que Cleyton é useiro e vezeiro na pratica de virar canecos de suco de suco de gerereba na vizinhança e bater seu possante em carros parados.

Ele também soprou o bafômetro e o aparelhinho quase pegou fogo. 18.40 dg/l. Cleyton também ficou a pé e foi dormir no hotel do contribuinte, até pagar a fiança de um salário mínimo. Ficou barato…

Vizinho estupra garotinha de 8 anos em Monte Verde

          Ao chegar em casa no bairro Bela Vista, Distrito de Monte Verde, ao pé da noite de terça, a domestica M. encontrou  a filhinha T.S.S. tomando banho. Nada de novo, exceto pelo fato de que a água que escorria do seu débil corpinho era vermelha. Olhando melhor ela constatou que a calcinha que a menina de 8 anos havia jogado num canto do banheiro estava manchada de sangue. M. quis saber o que acontecera e a menina então contou que havia sido estuprada pelo vizinho Sumario Cristiano da Silva. Segundo a garotinha, ela fora à casa do vizinho pedir ajuda para encher o pneu de sua bicicleta. Ele então a levou para o quarto, tirou sua  roupa e abusou do seu corpinho.

          Antes de fritar o pedófilo tarado no 213, o delegado Gilson Baldassari encaminhou a garotinha ao IML. O sempre competente medico legista Vitor Romeiro, constatou a veracidade do coito vaginal e das lesões alegadas.
Após enquadrar o pervertido nas iras do código penal, o atento delegado Gilson recomendou ao delegado de Camanducaia que continue a investigar o caso, pois Sumario Cristiano da Silva, 26 anos,  pode ter abusado também do casal de enteados de nove e dez anos que vive com ele.
O pedófilo de Monte Verde está morando no velho Hotel de Camanducaia.

        O B.O. foi atendido no local dos fatos pelo policial militar, cabo Domingos Vitor Rafael.

Atualizada em 15 de julho de 2013 às 18:20h.

Post atualizado às 12:21h do dia 24 de setembro de 2013.

“Mineirinho” joga droga fora em Cambuí

A historia do Mineiro garupeiro é bem parecida com a do João Baratão, mas o prejuízo foi maior…
Policiais militares passavam pelo bairro Taquaruçu em Cambuí, quando resolveram abordar uma dupla de motoqueiros com pinta de somongós no domingo à noite. Ao ver a aproximação dos homens da lei, o piloto Marcio Ribeiro de Sá, 21 anos, que guiava a motoca, acelerou e pegou a Fernão Dias em direção a Camanducaia. Não conseguiu se distanciar e foi abordado pelos policiais. Mas foi esperto, parou repentinamente, permitindo ao garupa saltar e se enfiar no mato à margem da estrada.

Para conseguir aliviar o peso, o fugitivo resolveu dispensar as mochilas que levava nas costas. Além de roupas usadas, levava três embrulhos de crack, cocaína e maconha, totalizando quase um quilo de drogas.
Marcio jurou de pés juntos que era inocente!!! Estava apenas dando carona… As mochilas com a droga pertencia ao garupa que ele conhecia apenas pela alcunha de Mineiro, foragido da justiça.
Bem, se não era dele, sobrou para ele. Recebeu pulseiras de prata e desceu para a DP de Pouso Alegre para assinar o 33.

O mineirinho ensaboado, por ora conseguiu dobrar a serra do cajuru. Ou seria da Cambuava…??? Mas não perde por esperar, a batata está assando pra ele….!

De Taiobeiras a São Paulo… em busca de ar

         Eram nove da noite quando ela entrou no hospital. Os olhos negros e assustados brilhavam muito e tentavam identificar as pessoas à sua volta. Entrou muda como uma pedra. E mesmo que tivesse assunto e quisesse não poderia falar. Tinha uma mascara de oxigênio na boca. Mas tinha quem falasse por ela… e como falava!! Nilvane, com uma bolsa à tiracolo foi logo explicando:

– O tamborzinho de ar quebrou… A sorte que cheguei até estes filhos de Deus aqui – funcionários da empreiteira que administra a Fernão Dias – para socorrer a gente. Estamos vindo de Taiobeiras para consultar em São Paulo…

        A medica desviou o olhar da paciente para a acompanhante para perguntar;

– Como é que é…?

– Minha mãe tem muita falta de ar, doutora. Lá na minha cidade tem recurso, não. Estou levando ela para consultar na capital…

– … E onde fica Taiobeiras?

– Lá no Norte de Minas, pertinho da Bahia. Do coreto da pracinha da pra ver o brilho dos facão dos baianos do outro lado do rio…

– Mas porque vocês não foram para Montes Claros…?

– Nós passamos por lá, num sabe, mas também tem recurso, não…

– E vocês estão viajando de que?

– Estamos no meu Palio, doutora. A prefeitura emprestou dois tamborzinho de oxigênio, mas quando a gente tava chegando aqui perto… Como é que chama esta cidadezinha, moço?

– Camanducaia…

-… eu fui trocar o tamborzinho e sem querer quebrei o danado do botão… Maínha tava ficando roxinha!! A sorte que eu vi estes cabras e eles trouxe a gente pra cá na ambulância amarela…

– “… De Taiobeiras a São Paulo num Palio, com um tubo de oxigênio, para fazer uma consulta…” – pensou alto a medica plantonista enquanto examinava a paciente.

– Olha, Nilvane, não dispomos de nenhuma ‘pecinha’ que possamos emprestar para  você seguir para São Paulo com seu oxigênio. Até que você consiga outro ‘tamborzinho’ para seguir viagem com sua mae, ela vai ficar aqui no hospital internada…

– De jeito nenhum, doutora… Já estamos pertinho dos parentes em São Paulo. Vamos chegar lá agorinha mesmo!!

-Sem oxigênio sua mãe não dobra nem a Serra da Cantareira… Sinto muito Nilvane, a responsabilidade é minha. Eu não posso liberá-la.

– Ó xente, doutora. Eu cuido de maínha, eu sou responsável por ela… Pode fazer um documento aí que eu assino agorinha…

        As ponderações da medica foram inúteis. Nilvane estava resoluta em seguir viagem mesmo sem o tamborzinho de oxigênio. Saiu com o motorista para fazer um lanche e voltou meia hora depois para retomar a viagem. Mas…

– Estive pensando cá com meus santos, doutora. Acho que vamos seguir o conselho da senhora… Eu vou deixar maínha aqui e voltar para Taiobeiras pra buscar outro tamborzinho de ar… A senhora vai estar aqui quando eu voltar?

-Vou ficar até amanhã às sete da noite

– Vixe!!! A senhora não descansa!!! Não é filha de Deus, não?

        É sim. E abençoada. Estava com câimbras nos dedos de tanto massagear o coraçãozinho de um recém nascido prematuro tentando mantê-lo vivo até a chegada de uma UTI móvel de Pouso Alegre e tinha os olhos ainda vermelhos de chorar, pois o esforço fora em vão. Mas esta é outra historia.

        A taioberense Marinilza de 79 anos continuou calada, com os olhos brilhantes, atrelada ao oxigênio, enquanto a filha Nilvane tagarela refazia o trajeto de cerca de mil quilômetros até a divisa com a Bahia, para buscar um tamborzinho de ar emprestado. Quando saímos de Camanducaia no crepúsculo chuvoso de domingo, Nilvane ainda não havia chegado com o ar de sua mãe.