Dequinha tenta estuprar outra vez

As pessoas que passavam pela rua não pararam para socorrer, pensando que fosse briga de marido & mulher…

Eram oito e meia da manhã deste sábado, 5. A senhora R.R.M.R. 43 anos, moradora do bairro Cruzeiro, aproveitava o ligeiro frescor da manhã para fazer uma caminhada pelas ruas quase desertas do Jardim Canadá. Em dado momento um rapaz moreno queimado de sol, forte, passou por ela. No minuto seguinte ela sentiu um braço forte envolver seu pescoço, tentando arrastá-la para um terreno baldio, enquanto ouvia a ameaça.

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- Fique quieta, não grite senão eu te dou um tiro…

Gritar ela não conseguiu mesmo, pois o ar não passava pela garganta envolta pelo braço rústico e forte do estuprador. Mas ela resistiu. Esperneou, lutou, caiu ao chão e finalmente conseguiu soltar a voz, enquanto algumas pessoas passavam de carro sem lhe dar atenção. Quando o terceiro carro, conduzido por uma mulher, reduziu a velocidade e parou ao seu lado, o estuprador finalmente soltou seu pescoço. Desistiu de lavá-la para ao terreno baldio e afastou-se rapidamente do local.

Ao colocá-la no seu carro para levá-la ao pronto socorro com escoriações no joelho, cotovelo e na boca, sua heroína confessou:

- Eu não ia parar… Fiquei com medo. Pensei que fosse briga de marido e mulher!

Os homens da lei foram chamados e sairam na sombra do frustrado estuprador. Conseguiram prendê-lo horas mais tarde, mas tiveram trabalho.

Emerson Luiz Barbosa foi avistado a poucos quarteirões do local do crime, no bairro Cruzeiro. Ao ver a viatura policial se aproximando ele tentou vazar. Correu como se fosse um Guepardo na savana, não se importando com muros, quintais e nem com cerca de arame farpado… Mas acabou se enroscando nas malhas da lei. Quando estava sendo medicado no pronto socorro do Hospital Regional Samuel Libanio, Emerson “Dequinha” fugiu outra vez. Mas não foi longe. Foi dominado ao sair na rua, próximo à Corpus.

Na delegacia de policia Emerson Luiz “Dequinha” Barbosa, 28 anos, órfão de pai – assassinado – desde os 13, esfarrapado, esfolado e arranhado tentou tapar o sol com a peneira;

- Não foi estupro, não! Eu só tentei assaltar a dona, mas desisti… – Disse ele economicamente como sempre.

De fato, o único objeto que R.R. levava consigo na caminhada era um aparelho celular e continuou com ela. Nem o roubo e nem o estupro aconteceu porque uma senhora que passava de carro, apesar de desconfiada e com medo, parou para ajudar.

Emerson Dequinha estava morando com a mãe no velho Aterrado desde o dia 1º de janeiro. Antes ele morava na APAC. Também já morou no velho Hotel da Silvestre Ferraz, no Hotel do Juquinha, no Hotel Recanto das Margaridas, nas penitenciárias de Três Corações, de Juiz de Fora e morou por uns tempos até num hospital autorizado pela Justiça para fazer um transplante de córnea. Seus crimes começados na infância…

- Desde que o pai dele foi assassinado ele ficou assim, revoltado e sem juizo… – Diz a mãe triste e chorosa na porta da delegacia, acompanhada de outra mãe que perdeu o filho ainda jovem, assassinado no interior do Velho Hotel em 2006.

… Totalizam 17 anos e meio de condenação. O mais grave deles foi justamente o estupro da jovem D.S.L., 20 anos, num terreno deserto entre o Aterrado e o Foch em 2002.

A penúltima façanha de Emerson “Dequinha” foi publicada neste blog no dia 16-09-2011, com o titulo “Estuprador rouba moto com revolver de brinquedo”.

Sua condenação está em remição, por isso ele vinha cumprindo-a no Regime Semi-aberto, na Apac desde o ano passado. Recebeu Indulto, passou o Natal com a família, voltou para a Apac na quinta feira e na terça seguinte resolveu ‘indultar-se’ por conta própria. Quatro dias depois quase faz mais uma vitima quase dobra sua pena…

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