Vinte anos de pancadas …

Se o estimado leitor achou que Marta Maria foi leniente demais com o amasio Jose Carlos, é que não conhece a historia de Shirley Cristina de Oliveira, 35 e Gilberto Aparecido de Oliveira, 37 anos… “Aquilo sim era mulher paciente de verdade”!

O romance de Shirlei & Gilberto quase poderia virar filme de melodrama. Seria um bom exemplo de “como não levar uma vida a dois…!” . Eles estão juntos há vinte anos, desde a descoberta do amor, na adolescência… Mas, sempre viveram entre ‘tapas & beijos’.

O casal se tornou conhecido da policia depois da publicação da lei Maria da Penha, em 2006. Desde então já foram mais de quinze de BOs de ameaças e lesões corporais. Alguns destes BOs redundaram em cana, mas depois da tempestade eles sempre voltam para os braços um do outro. Até que, depois do BO do dia 05 de agosto, Shirley decidiu por fim ao conturbado romance.

Gilberto no entanto parece não ter sido avisado. Ontem de manhazinha ele foi novamente à “casa dela, ai,ai… Falar do seu amor pra ela, ai, ai” e mais uma vez não conseguiu se segurar.

– Se você não retirar a queixa contra mim na delegacia, vou te matar – vociferou o valentão mamado.

Shirley desta vez fincou o pé… Mas recebeu tabuadas nas costas e na costela.

– Não consigo nem respirar – choramingou ela quando os homens da lei chegaram ao bairro São Sebastião do Pantaninho para registrar o enésimo BO de agressão.

Cansada de ler sempre os mesmos capítulos da novela Shirley & Gilberto, a sempre zelosa delegada Lucila Vasconcelos, defensora da mulheres indefesas, arbitrou uma fiança condizente com a reincidência do valentão; R$ 1.866 reais. Sem tanta grana Gilberto terá que suspender suas ameaças pelos próximos meses, enquanto aguarda julgamento no Hotel do Juquinha.

Será o fim da novela Shirley & Gilberto?

Nocauteou a companheira… Foi levado à lona por Maria da Penha

Semana passada, dia 7, fez seis anos que a famigerada Lei 11.340, conhecida como Lei Maria da Penha, foi sancionada. Desde então milhares de brucutus tem sido mandado para trás das grades por agredir física ou psicologicamente suas mães, filhas e principalmente esposas, no âmbito do convívio familiar. É uma das pouquíssimas leis que funcionam neste país. Só tem um probleminha… Quem move a engrenagem que faz a lei funcionar, é a própria mulher ofendida, aviltada, maltratada, agredida… Se a mulher não tiver coragem para pedir providencias e ratificar seu pedido, ela vai continuar servindo de sparring para seu companheiro!

Marta Maria Ferreira Rufino, 42 anos residente em Careaçu, demorou 5 meses para criar coragem e romper os laços com o valentão. Mesmo assim depois de um empurrãozinho de uma vizinha.

Ela divide os cobertores e chamegos com o lavrador Jose Carlos de Sousa, 38 anos, a pouco mais de um ano. Desde o inicio do ano passou a receber bolachas em troca dos chamegos. Numa destas ocasiões, toda dolorida e cheia de hematomas causados pelo destempero do machão beberrão, foi levada pela assistência social da cidade, de volta para a casa dos pais, em Varginha. Mas, pasmem…!!! Ela voltou para os braços e para a manguara do brucutu, por livre e espontânea ‘paixão’!!!

– Eu vim buscar minhas roupas… Ele estava escondido me esperando e não me deixou ir embora – disse ela – Ah, coitada!

O resultado é que na segunda 13, voltou a servir de sparring para o amasio brucutu, que depois de encher sua cara de bolachas, trancou-a no quarto. Ontem de manha deu-lhe nova surra e a levou com ele para a zona rural a procura de trabalho. Com a cabeça inchada e dolorida das pancadas, ela passou mal e acabaram voltando para casa.

Foi a vizinha que a salvou. Ao vê-la acabrunhada e ferida, chamou o valentão na chincha. Com medo de ser preso ele dobrou a serra do cajuru. Foi preso algumas horas depois e alegou que Marta Maria tropeçou na Kátia…aça e esfolou a cara, no domingo. Mesmo assim assinou o 129… com tempero de Maria da Penha. Como não tinha R$ 650 para pagar a fiança, Jose Carlos foi se hospedar no Hotel do Juquinha.

Pelo menos nos próximos 90 dias Ana Maria Saco de Pancadas da Silva Rufino poderá viver sem bolachas…!!!

Gatinho gasta sua ‘primeira vida’ em Bom Repouso

Pouco mais de 20% das vitimas de crimes contra o patrimônio, conseguem recuperar a rês furtiva. Elivelton Paulo Brandão, 20 anos é um destes felizardos. Ele estava suado, malhando o corpo numa academia da cidadezinha de Bom Repouso, capital da batata, ao pé da noite desta segunda 13, quando os policiais chegaram e avisaram;

– Sua casa foi roubada…

Antes que ele ordenasse os neurônios para fazer a primeira pergunta, os policiais emendaram;

– Mas nós prendemos o ladrãozinho!

E era ladrãozinho mesmo! Pelo menos no tamanho. Embora já tenha idade para furtar e sentir a mão pesada da lei.

Murilo Freitas da Silva, que no dia 24 do mês passado completou 18 aninhos, tem o porte físico ainda menor do que sua idade. Talvez por isso ele seja tão ágil. Sabendo que seu vizinho estava na academia de ginástica e sua casa estava por conta do Abreu, foi até lá, fazer uma faxina. Pulou um muro de dois metros de altura, amassou as pontas de lança da grade do portão, arrombou a porta da cozinha e furtou um home theater com caixas acústicas e um computador. Colocou tudo em um saco e saiu de fininho em direção a uma boca de fumo, onde pretendia trocar a rês furtiva por drogas.

Teria sido um crime perfeito… Se não fossem os olhos atentos e sorrateiros de amigos ocultos da lei que a tudo assistiam e chamaram os ‘zomi’…

Antes de chegar ao intrujão que compraria os objetos furtados a preço de banana, o pequeno gatuno recebeu as pulseiras de prata.

Tão novinho, tão pequenininho, tão ágil para galgar muros e quintais… e tanta liberdade jogada fora. Um furto qualificado que redundou em lucro zero, vai lhe garantir de 2 a 8 anos de estadia gratuita no hotel do contribuinte…

Bem, é o que diz a lei. Mas como o gatinho é primário, pois mal acabou de completar dezoito anos, antes dos vinte estará nas ruas… Com mais seis vidas de gato para gastar!

Pediu celular… Recebeu cana!

A faxineira Maria Aparecida de Souza Brito, 43 anos, voltava do trabalho no final da noite desta segunda 13, em Cambuí, quando viu-se na iminência do clássico assalto. De repente o moço mulato, estatura mediana que vinha em sentido contrario, atravessou a rua escura, se aproximou e deu a clássica ordem de gelar a espinha;

-Não grite… Eu só quero o celular e o dim-dim!

Mas Maria Aparecida, talvez por não acreditar nas singelas intenções do assaltante, talvez para preservar seu singelo patrimônio, desobedeceu a ordem da macambúzia figura e saiu correndo com a boca no trombone. Evitou o assalto, mas não foi totalmente feliz… Tropeçou no medo, na pressa, e na calçada e caiu de cara no chão. Não perdeu o celular e os parcos reais que levava, mas perdeu a pele do pé, do joelho, da mão e do nariz.

Os homens da lei foram chamados e minutos depois abordou a macambúzia figura há poucos quarteirões dali. Sergio Cardoso do Nascimento, 28 anos aposentado por deficiência em um braço, decorrente de acidente de moto, ex-usuário de farinha do capeta, disse que estava saindo de um boteco e nunca vira dona Maria Aparecida mais gorda. Ela, no entanto, garantiu que suas escoriações foram causadas indiretamente por ele, na  fuga  desesperada de sua garras!

Jurando de pés juntos que era inocente, Sergio sentou-se ao piano do delegado de plantão na delegacia regional e assinou o 157 tentado.

Distribuiu bolachas e foi para o boteco

Ana Maria da Silva, 44 e Ademir Aparecido da Silva, 50 anos, vivem juntos há dezesseis e tem um filho de 08. “Vivem” na verdade é força de expressão… Há muito convivem, entre tapas & beijos. E a culpa como sempre é da outra paixão da vida dele… Severina do Popote! Por isso mesmo Ana Maria quer desfazer o enlace marital e quer receber um salário de pensão. Ademir até não faz muita questão de manter o enlace, mas concorda em pagar apenas meio salário de pensão. Essa incompatibilidade de valores entre o casal, tem gerado freqüentes atritos no lar e nesta segunda, 13, resultou em B.O.

Ana Maria, que é aposentada, estava em casa pilotando o fogão quando o amasio chegou, a uma da tarde, mais uma vez mamado e se desentenderam. Trocaram farpas & espinhos e quando Ademir tentou encher a cara metade de bolachas, ela saiu correndo para a rua. Mesmo assim recebeu uns sopapos. Foi socorrida por um motoqueiro que passava e chamou a policia.

Ademir foi preso 4 horas mais tarde, no seu local favorito… em um boteco. Assinou o 129 com tempero de Maria da Penha e foi agraciado com fiança de R$ 1,5 mil reais. Como o dim-dim anda escasso, Ademir irá se hospedar gratuitamente no velho Hotel da Cel. Lambert, em Cambuí. Por ora a casa ficará só para Ana Maria e o filho imberbe… Sem um centavo de pensão!

 

Mulher morre atropelada em Itamonte

Seria apenas mais uma noticia de atropelamento banal em via publica, exceto por três detalhes:

O incauto motorista é um policial militar,

Ele se recusou a fazer o teste do bafômetro,

Era manzinha e ele estava a caminho do trabalho!

O sinistro aconteceu ao pé da manha deste sábado, 11, na BR-354, em Itamonte, no alto da Serra da Mantiqueira. No momento em que saia do acostamento para entrar na avenida o motorista bateu na mulher de 52 anos que atravessava a via. Ela chegou a ser levada para o hospital de Itamonte mas não resistiu aos ferimentos e morreu.

O policial que estava a caminho do quartel para assumir seu turno de trabalho, ficou no local, mas recusou-se a fazer o teste do bafômetro.

Naturalmente ninguém é obrigado a produzir provas contra si, mas ele bem que poderia ter colaborado com a justiça, provando que não estava embriagado!

Ou estaria?!?!

PRF prende assaltante de bancos na Fernão Dias

      A prisão foi fortuita e ele não estava em flagrante, mas havia contra ele três mandados de prisão de vários estados.

      Numa abordagem de rotina, na sexta á noite no Posto do Cruz Alta, a policia rodoviária federal, prendeu um procurado ladrão de bancos. Ele bem que tentou ludibriar os patrulheiros apresentando CNH com nome falso. Em seguida passou a desfiar nomes fictícios, até que caiu em contradição e acabou revelando seu verdadeiro nome.

M.S.C. tinha bons motivos para usar nomes fictícios. Aliás, é do seu mitier deixar um rastro de crimes por onda passa. Só nos estados de Minas, São Paulo e Bahia, ele já apontou o trabuco mais de uma vez para caixas e gerentes de banco. Está pedido neste três estados.

O assaltante de 39 anos e agora falsário, ficará hospedado no Hotel do Juquinha, aguardando transferência para a Polinter de Belo Horizonte.

 

 

Meu candidato tem 70% dos votos …!

Falácias, sonhos e ilusões, não é exatamente a mesma coisa, mas bem que poderiam ser sinônimos de política… – Enganação, mentiras e falsidade, também poderiam entrar para a família dos sinônimos de política, já que fazem parte do mitier – Mas vamos devagar com o andor, pois os santos neurônios do eleitor não estão preparados para tanta informação …

Mais uma eleição municipal está à caminho. Mais uma vez a historia e as estórias se repetem. Os candidatos da situação acenam, perguntam dos familiares – que eles nem sabem se existem ou nunca viram, estendem a mão, tapinhas nas costas, falam das obras que fizeram e das que não fizeram… Os da oposição também sorriem amarelo, falam mais alto, acusam os adversários de nada terem feito, prometem que farão melhor – o nada?

Passada a eleição desaparecem. Falar com eles só se fizer novena e queimar pacotes de vela para Santo Inácio!

No primeiro ano do mandato não farão nada – porque a prefeitura está endividada, se for a oposição… Ou porque precisam fechar para balanço, se continuação! – Lá para março do segundo ano começarão aparecer de novo, afinal, tem eleições para presidente, governador, senador, deputados… – Bem que meu amigo Zeca Juru queria que tivesse eleições todo ano..!!!

Durante a campanha, tudo podem… desde que sejam eleitos! Depois delas, depende da Câmara aprovar… Do governo, estadual, Federal liberar a verba…

De uns tempos para cá os órgãos que cuidam do meio ambiente e ONGs ambientalistas são os responsáveis pelas paralisações das obras…! Depende deles a liberação …!!!

O mais interessante durante as campanhas políticas é o otimismo de cada candidato, de cada correligionário… Para cada um deles seu candidato está na frente, vai ganhar disparado.

Outro dia, numa conversa trivial com um político, ele afirmou categoricamente, sem medo de ser feliz:

– Esta eleição já está ganha. “Nosso candidato” está disparado na frente. Se a eleição fosse hoje, nosso candidato teria 70% dos votos…

Coincidentemente no dia seguinte, numa conversa também trivial, outro correligionário fez a mesma afirmação ainda mais ufanista;

– Nossa coligação será vitoriosa… Estamos tranqüilos, muito à frente do adversário. Se a eleição fosse hoje, nosso candidato levaria 70% dos votos…

Maravilha. Só que cada um estava falando de um candidato diferente!!!!!!!!!!!!!!!  E cada um estava convicto da vitoria.

O mais interessante nisso tudo, é que, quando no poder, eles pensam da mesma forma… Acham que fizeram no mínimo 70% mais e melhor do que o adversário!

São as falácias, sonhos e ilusões da política. Alguém vai levar alguma vantagem com isso? Vamos trazer o assunto à baila oportunamente.

As falácias, sonhos e ilusões dos candidatos a vereadores merecem um capitulo à parte. Terão.

Pezão escorregou… Mas jura de pés juntos que é inocente

Policiais que passavam pelo Jardim Yara, no inicio da madrugada desta sexta, 10, receberam uma abordagem corriqueira, porém inflamada de vários moradores:

– Por favor seu guarda… Vocês tem que prender o Pezão. Ele é violento, vive ameaçando todo mundo aqui no bairro, já tentou matou um rapaz no ano passado. Ele vende droga ali na casa dele a noite inteira… – disseram os populares.

Pezão, a quem eles se referiam, é Thiago Silva dos Reis, 27 anos, morador da Camélias 70, no Yara. Além do envolvimento com drogas, consta nos arquivos da policia que ele tentou matar um desafeto, ano retrasado.

Os policiais fingiram que foram embora, mas ficaram na sombra, por ali, planejando o bote. Não demorou a jovem Laisa Marina de Castro, 20 anos se aproximou para comprar uma pedrinha… Os policiais lançaram a rede.

Segundo o BO, Laisa estava na porta da casa do traficante com duas pedras de crack na mão e Pezão com uma nota de 20 no bolso, resultado da transação criminosa. No interior do muquifo havia mais. Vinte e quatro pedras beges fedorentas, R$174 reais de ‘porta de igreja’ e oito aparelhos celular!!!

Ao sentar ao piano Pezão afirmou solenemente que nunca viu Laisa mais gorda, jamais viu aquela droga, o dim-dim apreendido é empréstimo da sogra e os 08 celulares são de seus filhos!!!

Apesar de tanta convicção do moço, o delegado de plantão, Artur Augusto Ribeiro, fritou tanto Pezão quanto a usuária Laisa no 33 e ambos, cada um tentando empurrar a droga para o outro, foram se hospedar no Hotel do Juquinha.

Policia Civil prende assassino da Britasul

Duzentos dias se passaram desde que o operário da Britasul Antonio Rubens Vilela foi assassinado num local ermo a poucos metros de sua casa, no bairro Faisqueira. O assassino finalmente sentiu o frio das pulseiras de prata. A mulher do morto, amante do assassino, também caiu nas malhas da lei…

Chovia fino naquela noite de quarta feira, 18 de janeiro, quando Antonio Rubens Vilela ouviu batidas na porta. Era Jefter Elias Borges, 34 anos, de cuja pessoa ele conhecia apenas a voz, nas três ou quatro vezes que ele ligou para falar da traição de sua esposa. Agora estava ali na sua porta, para contar detalhes da traição… Ou seria outro o motivo?

Como estava só com os filhos imberbes em casa, o operário preferiu sair, para conversarem longe das crianças. Desceram e caminharam pela estrada asfaltada de acesso à Britasul. Eram pouco mais de sete da noite. Neste momento passou um conhecido de Antonio, de carro e ofereceu carona. Ele recusou e minutos depois Jefter convidou Antonio a entrar numa estradinha de terra, onde pudessem conversar sem serem interrompidos. Foi ali que o crime aconteceu!!!

Quando foi à casa do rival, Jefter já foi decidido a tirar o rival do caminho a qualquer custo. Estava apaixonado pela mulher dele… De repente Jefter sacou um revolver calibre 22, apontou para o rival e o obrigou a se deitar no chão. Com um pedaço de arame tentou amarrá-lo. Houve luta. No escuro o revolver se perdeu. Jefter muito mais forte que Antonio não teve dificuldade para subjugá-lo e quebrar seu pescoço. Quando foi arrastar o corpo para ocultá-lo, achou o revolver e percebeu que Antonio ainda se mexia. Para ter certeza que ficaria livre do marido da amante para sempre, deu-lhe um tiro na cabeça. Foi embora e jogou a arma no rio.

Naquela noite Adriana, a ponta do triangulo amoroso e pivô do bárbaro crime, recebeu um telefonema que a deixou ainda mais agitada que de habito. Deixou o restaurante em que trabalhava na Vicente Simões e foi mais cedo para casa. Passou a procurar pelo marido. Na manha seguinte registrou seu desaparecimento na Delegacia de Policia.

No final da tarde, debaixo de uma chuva sazonal de verão, o corpo do marido foi encontrado no local em que fora morto, num matagal nas proximidades de sua casa. Devido à chuva, a luta pela sobrevivência e o fato de ter sido arrastado por mais de 20 metros ate ser ocultado, o corpo apresentava diversas lesões, inclusive na cabeça, o que levava a crer que ele havia sido assassinado a pauladas.

Tão logo assumiu a investigação no final daquela tarde de 19 de janeiro – terceiro homicídio no curto espaço de um mês – o delegado Gilson Baldassari voltou as atenções para a mulher de Antonio, que ultimamente vivia muito agitada no seu local de trabalho, usando com muita freqüência seu aparelho celular. O delegado de homicídios e seus pupilos concentraram as investigações na viúva e através dela chegaram ao assassino Jefter Elias Borges. Aliás chegaram ao nome de Jefter… Faltava achar seu endereço e apresentar-lhe as pulseiras de prata. Durante as investigações, duas cartas manuscritas, endereçadas aos investigadores, foram deixadas perto da delegacia de policia. Nelas, a pessoa que naturalmente não se identifica, tenta despistar os policiais, dizendo que o autor do homicídio já estava muito longe daqui.

A pedido de Gilson Baldassari, baseado nas investigações dos seus detetives, o casal de amantes teve a prisão temporária decretada no inicio de junho. Na tarde desta quarta, 08, duzentos dias depois do crime, eles caíram nas malhas da lei.

Michele Santos da Silva Gonçalves, 24 anos, também sentou ao piano. Ela era amiga da família e sabia do relacionamento extra-conjugal de Adriana com Jefter Elias. Mas só contou esta parte depois que o casal de amantes foi preso. Durante as investigações que duraram meses, fingindo interesse no caso, ela ia com freqüência à delegacia, querendo saber como estavam as apurações.  Fazia o papel de agente duplo…

Segundo Gilson, não há como responsabilizar Michele criminalmente, embora seu comportamento seja social e moralmente reprovável, pois ela tinha informações que poderiam ter ajudado a policia a esclarecer muito mais cedo o macambúzio crime passional. No entanto, ela será submetida a exames grafotécnico, para comparar a caligrafia das cartas anônimas que tentavam desviar a policia do foco. Suspeita-se que ela ou amiga-espiã Michele tenham redigido as mesmas. Caso se confirme a suspeita, a autora poderá ser processada por obstruir o trabalho da policia.

Preso, Jefter Elias confessou com detalhes o assassinato do rival e inocentou a amante Adriana. Ela, negou qualquer participação no crime, embora soubesse de tudo… E continuou se encontrando com o amante assassino. Embora não seja, por ora, enquadrada em nenhum artigo do código penal, a cozinheira amante continuará no hotel do Juquinha á disposição da justiça.