Capivara leva dois para o xadrez

         Com leis rigorosas que as protegem, é comum vermos grandes bandos – ou seria varas ? – de capivaras desfilando livres, leves e soltas pelas margens de lagos e rios que margeiam nossas estradas. Quanto mais perto da cidade, mais à vontade elas ficam, pois estão mais protegidas. Na avenida que margeia o lago de cima da belíssima Águas de Lindóia, cercado de matas de um lado e de hoteis luxuosos do outro, cansei de parar a viatura para dar passagem aos peludos marrons que desciam a serra para se banhar no lago. Uma turista carioca garantiu-me que eram 17, entre machos fêmeas e filhotes, que toda tarde posavam preguiçosos para os turistas e fotógrafos amadores na beira do lago.

      A famosa represa Bortolan em Poços de Caldas também tem sua criação particular. Desde a ultima sexta, no entanto o bando tem uma ‘modelo’ a menos para desfilar charme e preguiça nas margens do lago. É que uma delas foi abatida por caçadores em busca da sua nobre carne. Mas os caçadores se deram mal. Dedurados pelos amigos ocultos da lei, dois caçadores foram presos nas imediações da represa e levados para a delegacia de policia. Com eles os policiais protetores do meio ambiente apreenderam além da gorduchinha apetitosa, espingardas, facas, facões e afiadores de laminas. Pelo jeito eles pretendiam matar, esfolar, esquartejar e levar as picanhas, fraldinhas e maminhas para casa já prontas para colocar na grelha. Deu fumaça no churrasco dos caçadores.  

Que ‘bandeira’!!!! Assaltaram supermercado e deixaram carro usado no assalto na porta de casa

       Que não existe crime perfeito, o estimado leitor já está careca de saber. O meliante, por mais astucioso e cuidadoso que seja no planejamento e execução do sinistro, sempre deixa o fio da meada exposto para os homens da lei puxarem. Mas têm alguns que deixam não só o fio, mas o novelo inteiro espalhado pelo caminho, quase querendo dizer; “sigam-me”. A primeira bandeira que o trio de assaltantes pés-de-couve deu ao assaltar o supermercado da Artur Ribeiro Guimarães no Noronha, na noite de segunda, foi chamar a atenção de toda vizinhança com tiros a torto e a direito. Eles chegaram por volta de oito da noite, quando os últimos funcionários já se preparavam para baixar as portas, renderam o vigia externo e o levaram para o interior, dominaram os demais funcionários e os clientes e se serviram dos três caixas. Dois deles empunhavam ameaçadores trabucos para garantir que ninguém – além deles – atrapalharia seus planos. Limparam afoitos os caixas e levaram pouco mais do que moedas, cerca de 500 reais. Na saída, mais uma bandeira, passaram a mão numa cesta básica e na compra de um cliente, como se fossem simples ladrões famélicos, passando fome, jogaram nas costas e dobraram a serra do cajuru num Fiat Tipo, cinza, que os aguardava ali perto com um comparsa ao volante.

       Quatro meliantes para roubar cerca de quinhentos reais e um fardo de arroz com feijão, farinha e óleo de soja, açúcar e pó de café e responder por roubo a mão armada e formação de quadrilha!!! Ao saírem do supermercado, para mostrar que são perigosos deram gratuitamente vários tiros para o alto. A bandeira maior veio logo a seguir; depois de deixarem o local do crime atraindo os olhares assustados de dezenas de pessoas, foram direto para o esconderijo, há poucos quarteirões dali, na Samuel Libanio. Antes tiveram o cuidado de trocar o Fiat Tipo usado no assalto por um Fiat Uno, mas deixaram o Tipo cinza há poucos metros do muquifo. Não tardou para a PM chegar até o mocó e cerca-lo a espera de reforços. Quando viram os homens da lei entrando pelo ladrão, tentaram vazar pulando muros e quintais; Caíram todos nas malhas da lei. Num carcomido guarda roupa do muquifo estava o fardo de alimentos roubado minutos antes no supermercado…. mais uma bandeira. As roupas usadas no crime, calças e blusas de moleton com capuz de “manos” para esconder a cara feia, também estavam espalhadas pela casa. Os trabucos, um trezoitão e um trintaedoizinho, usados para subjugar as vitimas e mostrar o ‘naipe’ da quadrilha, estavam mocosados no forro do velho muquifo. De quebra, mantinham no mocó balança de precisão, duas barangas de farinha do diabo e outros vestígios de trafico de drogas. Mais ‘bandeirosos’ impossível.

       Para não fugirem à regra, o quarteto de assaltantes e mais um quinto que esperava por eles no muquifo, juraram de pés juntos que são inocentes.  O Joaquim Roriz, o Jose Roberto Arruda, o Fernandinho Beira Mar também são… Depois de reconhecidos pelas vitimas e platéia do assalto pirotécnico no Noronha, os assaltantes desceram com pulseiras de prata no táxi do contribuinte para a DP, sentaram ao piano, assinaram o 157, 288 e 33 e foram se hospedar no Hotel do Juquinha…. onde não precisarão de cesta básica…

Mula tropeça nos homens da lei e cai no São João

      Traficantes mulas, mulinhas e formiguinhas, já dissemos aqui, temos aos montes em todos os quadrantes da cidade… e até na roça.  Tira-los de cena, embora não some grande coisa na estatística de combate ao trafico de drogas é tarefa relativamente fácil. Basta abordar os guampudos com pinta de somongós nas quebradas, à qualquer hora do dia ou da noite. Invariavelmente estarão levando na algibeira duas ou três baranguinhas de pedra bege fedorenta, erva marvada ou farinha do capeta. Os guampudos vão espernear e contar historias da carochinha, mas no frigir dos ovos, serão levados no táxi do contribuinte para a delegacia de policia e fritados no artigo 33.

    André Sebastião dos Santos, levava a encomenda na algibeira e ao ver a aproximação dos homens da lei, tratou de dispensar a prova do crime. Inútil. Já havia sido filmado e aí contou sua historinha prá boi dormir. Disse ele que ao passar por uma rua perto de sua casa, foi abordado pelo cidadão que conhece apenas pela alcunha de  Adriano e o moço lhe ofereceu dez reais para que ele fosse numa quebrada ao pé do morro buscar quatro pedras de crack. Ele foi. Perto do Caíque encontrou o distribuidor conhecido por Ricardo, comprou as quatro pedrinhas beges fedorentas por 20 reais e quando voltava para fazer a entrega… sujou. André jurou de pés juntos que não é nóia e nem traficante. Estava apenas buscando a droga na ‘boca’ em troca de 20 reais!!! É nisso que dá fugir da escola. André Sebastião não sabe que a atividade de trafico de drogas contêm 23 ‘verbos’. Um deles é “trazer consigo”. Pois é, ele trazia na algibeira4 pedrase se não era usuário, só podia ser traficante, por isso desceu com pulseiras de prata para a DP, sentou-se ao piano, assinou o 33 e foi se hospedar no Hotel do Juquinha.

Lobo mau ataca garotinha de 11 anos

O cidadão M.B.S. foi preso no inicio da madrugada de domingo, acusado de abusar sexualmente de uma garotinha de 11 anos, na cidade de Machado. Por volta de nove da noite, com a classica e desprentensiosa justificativa propria da idade, a impúbere – que de impubere pouco tem – disse à mae; “… vou na casa de minha amiga; ja que eu volto…”. O tempo passou, a novela acabou, a noite virou e a garotinha não voltou. Preocupados sairam à sua procura e toparam com a filha toda ressabiada e com alguns arranhoes nos braços voltando para casa, ja no inicio da madrugada. Com cara de gato que comeu toucinho, ela alegou que estava na casa da amiga. A mae foi checar a  informação e soube que a garotinha fora vista entrando num veiculo e se dirigindo para um terreno deserto ali perto. Não demorou muito para a mae abismada descobrir que debaixo do angu tinha caroço e em poucos minutos os homens da lei fizeram uma visita ao cidadão M.B.S., ali perto. O tarado de 31 anos, jurou de pés juntos que era quase santo. Mas a criança não o deixou mentir sozinho. Afirmou aos pais e aos policiais que de fato haviam trocado caricias e beijos no interior do carro dele na ‘quebrada’.

Pelo que se apurou, a garotinha levada da breca, santinha da sola dos pés sujos, tinha culpa no cartorio. Mas tinha também a proteção do ECA, que diz que se a criança não tem juizo, o marmanjo tarado tem que tê-lo pelos dois, senão… cana. M.B.S., o “lobo mau” de Machado, recebeu pulseiras de prata e viajou até a Delegacia Regional de Alfenas, onde sentou-se ao piano, assinou o 217 A e foi se hospedar na jaula do velho hotel de Machado. Que feiúra… com uma criança de 11 anos…!!!

Atividade física: fazer ou não fazer… eis a questão!

Todos nós escutamos que atividade física faz bem para a saúde, mas realmente sabemos o quanto faz bem e como a prática de exercícios físicos pode nos ajudar? Ou será que existem contraindicações para a prática destas atividades para certas pessoas? Afinal, exercício físico alivia a dor crônica ou piora a dor?

Muitos pacientes vão ao consultório com estas questões sobre a prática de atividades físicas, e é para acabar de vez com esta celeuma que vamos destrinchar estas questões:

Atividade física faz bem para a saúde?

A resposta é SIM, faz muito bem para a saude física e mental. Quando nos exercitamos liberamos endorfinas, que são hormônios naturais produzidos em resposta à atividade física, visando relaxar e dar prazer, despertando uma sensação de euforia e bem-estar.

Todas as pessoas podem praticar atividades físicas?

Há tempos atráz, acreditava-se que praticar esportes era coisa de crianças e adolescentes. Homens e mulheres logo que se casavam abandonavam suas atividades esportivas. Pessoas mais velhas, então, nem pensar.

Os médicos recomendavam que os idosos evitassem esforços físicos e fizessem repouso. Essa recomendação foi extinta, e  descobriu-se que a atividade física faz bem para a saúde desde o nascimento até o fim da vida.

Existem apenas recomendações especiais para alguns pacientes que são portadores de certas patologias. Na dúvida, sempre consulte seu médico.

Exercício físico alivia a dor ou a piora?

Estudos recentes apontam que a endorfina, liberada pelo exercício físico,  pode ter tanto um efeito sobre áreas cerebrais responsáveis pela modulação da dor, do humor, depressão, ansiedade como pela inibição do sistema responsável pela modulação de diversos órgãos como coração, intestino etc… Elas podem também regular a liberação de outros hormônios. Elas tem um efeito analgésico, portanto, aliviam a dor.

Mas respeite sempre seu ritmo, e a recomendação de seu médico ou educador físico.

Motoqueiro quer matar o vigesimo oitavo cidadão passense

     O crime violento na capital mineira da cana de açucar deu uma pequena tregua. Ja faz quase um mes que não se mata ninguem…. mas não por falta de tentativas. Até o dia 11 de agosto, 27 passenses ja haviam sido mandados para a cidade dos pés-juntos e outros tantos recebido azeitonas quentes com o mesmo endereço.

      Na ultima segunda à noite, um motoqueiro passou chispando por uma rua do bairro Bela Vista e mandou bala na direção do cidadão Claudio Onesio Ramael Pinto, 27 anos. Quatro tiros acertaram o moço em regiões não vitais. Ele foi socorrido pelo Corpo de Bombeiros e levado para a Santa Casa, onde passou por delicadas cirurgias mas não está livre de se tornar a 28ª vitima de homicidio no ano, na cidade meio mineira meio paulista de 96 mil habitantes. O motoqueiro-pistoleiro naturalmente dobrou a serra do cajuru sem dar entrevistas…. mas a batata está assando pra ele!!!

Mulher ciumenta mata companheiro para não perdê-lo para a ex-esposa

       O caminhoneiro Ladir Francisco da Silva, morador de Coqueiral, na região dos Lagos, era um daqueles cidadãos que não se decidia o que queria da vida… não em termos de mulheres pelo menos. A indecisão custou-lhe a vida. Ele fora casado, descasou, tornou  se casar, descasou novamente e outra vez se juntou, agora com Alessandra da Silva, cabra arretada e ciumenta que não aceita bola dividida. Parece que ele tinha alguma pendenga com a primeira ex-esposa, ou estava arrependido da escolha, pois no domingo, aproveitando que havia festa na cidade vizinha de Santana da Vargem, foi lá festar e aproveitou para se encontrar com a ex-cara metade. Só que a atual também foi à festa. Estavam no interior do carro dele, discutindo aguas passadas, quando Alessandra chegou e rodou a baiana. Em meio ao trololó, a preterida de 23 anos sacou um punhal e cravou no peito do amasio. Um golpe só e foi o suficiente para por fim à indecisa vida conjugal de Ladir. O caminhoneiro de 48 anos teve tres filhos com a primeira e um com a segunda esposa. Com a assssina de 23 anos não deixou nenhum orfão.

      Em julho passado, Alessandra apontou um revolver calibre 22 para ao companheiro e disse com todas as letras que se ele a deixasse, ela o mataria. Parece que Ladir não levou a ameaça a serio. Embora tenha cometido o crime premeditadamente Alessandra não se preocupou em dobrar a serra do cajuru. Caiu nas malhas da lei logo em seguida e ao sentar-se ao piano do delegado de plantão de  Varginha, contou que matou o amasio para não perdê-lo para a rival. Como não tinha antecedentes, a homicida assumida assinou o 121, pagou fiança e voltou para casa para aguardar o julgamento em liberdade.

Cidadão inventa crime e pede solução à policia

       Estavam os homens da lei de Itapeva traçando os planos de ação para a longa jornada de trabalho no primeiro domingo de setembro, quando o cidadão D.J.A. ali chegou com cara de pelamordedeus, dizendo que havia sido vitima de roubo. Entre um soluço e outro ele contou que passava pelo bairro Monjolinho na zona rural do município quando outro veiculo deu-lhe uma fechada obrigando-o a parar. Do seu interior saltaram dois malacos encapuzados, apontaram os trabucos para sua cara, deram-lhe uns petelecos, amarraram suas mãos ao pé de uma arvore na beira da estrada e levaram seu VW Gol verde. Coitadinho!!! Como de praxe a PM comunicou as demais unidades da área para o costumeiro ‘cerco e bloqueio’, expediu a fanhosa mensagem; “atenção todas as viaturas… tá na escuta? Gol verde roubado no bairro Monjolinho. Meliantes fortemente armados espancaram e amarraram a vitima numa arvore. São perigosos… pertencem ao PCC, fiquem atentos, QAP” e ficou atenta, na expectativa de cruzar com o golzinho do moço nos braços de outro.

      Às duas da tarde D.J. voltou ao quartel da PM, feliz e faceiro, abraçado ao volante do golzinho, para informar que tudo não passara de um equivoco. Contou ele que na madrugada anterior, desfilou pelos bares da vida, amarrou-se num pé de cana e ficou sem condições de dirigir, por isso voltou para casa a pé e para justificar o fiasco, contou para a mulher que havia sido roubado…!!!

       Pela brincadeirinha com os homens da lei, D.J. recebeu pulseiras de prata e desceu para a delegacia de policia onde sentou-se ao piano e assinou um 340. Coisa pouca… de um a seis meses de detenção, mas foi suficiente para devolver a cara de chororô ao inventor de crime que não aconteceu.

Cidadão revoltado baixa as calças e c… no processo

O ouvinte ou leitor que acompanha as crônicas “Direto da Policia” há quase três décadas, naturalmente já se acostumou com meu linguajar  simples e popular, recheado de termos do dia-a-dia, muitos deles usados exclusivamente no meio policial e pelos hospedes do hotel do Juquinha, tais como “bandeco”, “boi”, “ventana”, “pipa”, “dormir na praia” e tantos outros substantivos chulos e pobres que enriquecem minha narrativa. Mas o dileto leitor  jamais ouviu ou leu nesta pagina nenhum termo cacófono ou que “cheire mal”. Pois bem. Hoje vou pedir  licença a você meu querido leitor para usar um destes termos que realmente soa e cheira mal a qualquer ouvido… e nariz. Mas de outra forma não teria como contar a cagada que um  cidadão fez em pleno fórum da cidade de Jaú, no interior paulista.

Por esta cagada literal, em protesto contra decisão judicial em seu desfavor, o pacato sisudo e ordeiro cidadão seria condenado de 2 a 5 anos de prisão. Ao ser submetido a exame de insanidade mental, os peritos consideraram que ele é portador de ‘esquizofrenia paranóide’ ou ‘transtorno esquizotipico’, portanto, semi-imputável, por isso o homem da capa preta converteu a pena restritiva de liberdade em ‘tratamento ambulatorial’ por tempo indeterminado, devendo o cagão ser submetido a exames médicos periódicos nos próximos três anos, como mandam os artigos 98 e 337 do Código Penal. Que cagada longa…

 

Em 2004 Erre Esse foi preso e processado por manter dentro de casa arma de fogo. O processo, como de praxe, se arrastou por vários anos na justiça e no final do ano passado o caçador de jau finalmente recebeu sua reprimenda, leve na verdade; teria que comparecer mensalmente durante seis meses ao Fórum da Comarca para mostrar que estava vivo e colocar sua assinatura no correspondente processo. Como todo cidadão que tem seus direitos restringidos, Erre Esse não concordou com a punição, mas não fugiu. De cara enfunada ele compareceu durante cinco meses ao Fórum e assinou calado o processo. No sexto mês, quando finalmente ficaria livre da pena, Erre Esse entrou no Fórum, foi até o balcão de atendimento, pediu os autos como de habito, assinou-o e ao invés de devolvê-lo ao serventuário da justiça, virou-se para as pessoas que ali aguardavam atendimento, teceu breve comentário sobre o fato, ressaltando seu protesto pelo tratamento recebido da justiça – o que considerava injustiça – e, como o cidadão que acaba de quitar uma promissória, pega-a, rasga em mil pedacinhos e joga no lixo, arriou as calças, agachou e sob o olhar estupefato das pessoas presentes, cagou sobre os autos do processo!!!!.  Antes de devolver o documento cagado e fedido ao escrivão, o caçador ainda acrescentou; “ Tenho vontade de esfregar os papeis na cara do juiz e do promotor…”. Quase teve chance, pois recebeu pulseiras de prata e voltou sentar-se no banco dos réus para ouvir sua nova condenação… agora bem longa e menos ‘glamourosa’, como doente mental.

Aquela espingardinha chumbeira de caçar jaú no arredores de Jaú, que ficava guardadinha atrás da porta do quarto do matuto Erre Esse, lá ao pé da grota funda, acabou atirando longe, heim?

Mais um conto do vigario via celular

O aposentado M.O.S. 55 anos estava quieto no seu canto, cochilando no banco da praça, quando ouviu o suave dim-dom do seu moderno aparelho celular. Era uma mensagem de telemarketing do SBT. M.O. quase deu um pulo de alegria. As letrinhas juntas diziam que ele havia sido contemplado com um VW Gol zerinho no programa Silvio Santos. Tudo que ele tinha que fazer era procurar uma agencia da CEF e efetuar um deposito no valor de R$410,00 numa determinada, conta em nome de determinada pessoa. Sem problemas. O que são 410 reais por um carro zerinho zerinho? Feita a transferencia ele recebeu nova mensagem orientando-o a realizar mais dois depositos agora no BB; R$ 999,00 e 499,00. ….Ainda estava quase de graça o golzinho!!! Feitas as transferencias no BB, M.O.S. recebeu nova mensagem, ainda mais atrativa que a anterior. Pela sua ‘confiança no programa’ – e pela sua facilidade em acreditar em coelhinho da pascoa – ele havia sido contemplado também com um premio de R$ 50.000,00. Para receber o dim-dim e o Gol zero, ele teria que depositar  R$ 1.300,00 numa outra conta, novamente na CEF. Ele foi para o banco mas quando estava na fila do caixa, percebeu os olhares soturnos e sorrateiros de um guampudo à distancia e começou a sentir cheiro – só cheiro – de maracutaia. Com receio de perder seu rico dinheirinho – Óh, inocencia perdida!!! – o aposentado desistiu do deposito e foi para casa aguardar novas instruções via celular. Os vigaristas de plantão, de uma penitenciaria qualquer do país, talvez de Bangu II, no Rio ou quem sabe da Papuda, em Brasilia, ainda fizeram varias ligações e enviaram mensagens para o aparelhinho movel do aposentado, dando bronca, cobrando o deposito de 1300 reais para liberar o carro e os 50 mil.  M.O.S. estava propenso a fazê-lo!! Ele somente procurou a policia depois que os parentes e vizinhos o convenceram de que ele havia caido num golpe.

       A estoria parece ilaria não é? Não é. Todos os dias dezenas de pessoas, de lavradores a doutores, caem no “Conto do Vigario” internauticocibernetico e depositam quantias até maiores em contas fantasmas…. mas o prejuizo é real. Alerte seu amigo. Voce não vai querer  que ele seja mais um Mané Otario da Silva, vai? Seu celular acaba de receber uma mensagem….