Tarado estupra enteada no banheiro

Ao levantar-se pela manhã de quinta, a domestica I.C. moradora do bairro São Judas em Cambuí, percebeu a ausência da filha P.P. de 14 e também do amasio R.A.S. de 31 anos à mesa do café. Chamou, procurou, chamou e sem obter respostas, pediu ajuda ao filho, também adolescente e arrombaram a porta do banheiro. Lá estava o tarado, mantendo relações sexuais com a pequena enteada.

     Indignada, revoltada e enfurecida a domestica soltou os cachorros no amasio e chamou os homens da lei. O padrasto tarado recebeu pulseiras de prata e desceu no táxi do contribuinte para a DP onde sentou-se ao piano e assinou o 217 A e foi se  hospedar  no hotel do contribuinte.

      Este tipo de crime hediondo costuma ter duas penas; a do codigo penal, que varia de 8 a 15 anos e a do presidio, onde o estuprador paga sempre na mesma moeda, com juros e as vezes com a vida. Dificilmente um estuprador escapa de ser estuprado na prisão.

      A garotinha, desta vez pilhada em flagrante, admitiu que esta foi a segunda vez que foi estuprada pelo amasio da mãe!!!!

Estuprador rouba moto com revolver de brinquedo

      Este é o tipo de meliante que chamamos no meio policial de “apetitoso”. Roubou uma moto 125, tentou roubar uma caminhonete e foi para outra cidade tentar roubar uma moto mais potente… com um revolver de plástico.

    Quando o motoboy D.S. chegou para entregar um lanche na rua Abrilino Vieira Rios, no Jardim Olímpico em Pouso Alegre, às dez e meia da noite de quinta, o cliente o esperava no portão. Ao invez de puxar a carteira, o soturno cliente vestindo calça escura e blusa de moleton, puxou o capuz na cara e sacou um trezoitão. O endereço era só para atrair a vitima. Escudado no trabuco, o assaltante tomou a pochete com R$ 180 reais e documentos, o capacete, a motocicleta Honda Fan e de quebra levou também o x-bacon para fazer uma boquinha na viagem. E misturou-se ao burburinho da fresca noite.

      Antes de pegar a estrada, o meliante parou ao lado de uma caminhonete Mitsubishi L200 que manobrava na porta de casa no bairro São Carlos, apontou o trabuco e exigiu o dim-dim. Não levou porque o motorista I.S. já estava com o motor ligado e arrancou com a possante deixando o assaltante na poeira.

      Uma hora mais tarde o mesmo assaltante apetitoso encostou a motoca roubada numa outra Honda Twister na Rua da Pedra em Santa Ritado Sapucaí, mostrou o mesmo revolver e pediu a moto mais potente. Diante da ameaça, o pintor R.P. 25 anos, que levava um garupeiro, desceu para entregar a moto e neste momento percebeu que a trezoitão era… de plástico. Que desaforo!!! Encorajado o pintor tentou dominar o assaltante da arma de brinquedo e quase se deu mal. Ele tinha uma carta na manga, na verdade uma faca na cinta e rolaram na poeira da Rua da Pedra, no inicio da madrugada. Vizinhos que perceberam o guaiú chamaram os homens da lei e o assaltante de motoqueiros foi parar na DP onde disse chamar-se Leonardo Alves. Na delegacia de plantão de Pouso Alegre onde é velho conhecido, constatou-se que o meliante era na verdade Emerson Luiz Barbosa, o Dequinha, 28 anos, atualmente foragido do Hotel do Juquinha, onde cumpria pena por estupro…E para lá voltou para mais uma temporada.

      Emerson Dequinha tem historia pra contar.. ou pelo eu tenho dele. Órfão de pai assassinado ainda na infância, aos 13 anos ele apaixonou-se pela erva marvada. Para os braços da pedra bege fedorenta foi um pulinho. Para sustentar o vicio, fez o que todo nóia faz; entrou no mundo dos furtos e roubos. No inicio de uma fresca madrugada de setembro de 2000 vizinhos da marcenaria do Fernando no Jardim Olímpico, perceberam uma estranha movimentação e chamaram os homens da lei. Dequinha então com 17 anos foi pilhado com a boca na botija no interior da marcenaria e levado para a DP. Depois de assinar um Procedimento Especial de Menores, como não consegui contactar nenhum conselheiro tutelar, pequei a viatura e levei o meliante até sua casa na travessa Cordeiro Olimpio no Velho Aterrado e o entreguei à sua mãe. Tão Logo virei a esquina da casa do Cirilo Bola Sete, Dequinha saiu de casa, atravessou todo o Aterrado à pé e voltou à marcenaria do Fernando. Quando a policia o prendeu horas antes, ele já havia enchido um daqueles coletores de lixo laranja com ferramentas da marcenaria e deixado do lado de fora e ninguem se deu ao luxo de olhar no carrinho. Ao voltar ao local do crime, já no final da madrugada, o único trabalho foi empurrar o carrinho cheio de ferramentas até as imediações da sua casa. Antes do sol se levantar Dequinha já havia trocado plainas, enchós, sipios, serrotes e motosseras por meia dúzia de pedras beges fedorentas com o traficante Zelão. E para completar sua façanha, jurou de pés juntos que havia vendido as ferramentas para o comerciante Pierre Jambasse. Me lembro de ver o desespero e as lagrimas no rosto do velho comerciante, que, por ter o feio habito de intrujar objetos furtados, acabou sendo processado por receptação.

      Dois anos depois desta façanha, Emerson Dequinha, já com uma capivara quilométrica, ao passar pela Rua João de Barros no Foch II, encostou um trabuco na costela da jovem D.S.L. 20 anos, que voltava da escola, arrastou-a para aquele terreno baldio que separa o Foch do Aterrado e ali estuprou a estudante durante meia hora, com o revolver encostado na sua cabeça. Será que não era de plástico? Se era ou não, Dequinha está pagando pelo crime até hoje…

Brigou com a esposa… caiu nos braços de “Maria da Penha”

        Maria Terezinha da Silva chegou em casa no final da noite, no Morumbi e estranhou a ausência do marido e do filho de colo àquela hora. Ligou para o celular do marido Marcio Eurípedes da S. Pereira e ouviu uma serie de impropérios imerecidos, começando por “Vá a m….”. Meia hora depois ele chegou com a criança no colo e um tremendo bafo de jibóia… e a costumeira valentia. Desfiou o rosário de palavrões pejorativos e não satisfeito muniu-se de uma faca de cozinha e tentou furar a cara metade com a qual vive há cinco anos e lhe deu o pimpolho. Maria Terezinha, escolada, esquivou-se dos golpes da lapiana e foi se abrigar na casa de vizinhos, de onde pediu socorro aos homens da lei. Com apenas um ferimento de raspão na perna, ela contou a delegada de plantão que seu calvário dura anos e que já registrou vários B.Os. contra o marido intolerante mas sempre se dobra às suas juras, perdoa e desiste de dar prosseguimento aos processos contra ele. Agora decidiu-se. Não dará mais seu perdão. Não terá mais choro e nem vela e nem fita amarela. Quer Lipinho fora do seu caminho.

      Marcio Eurípedes, 35 anos, bastante familiarizado com os meandros da lei, disse que estava numa festinha de aniversario na casa de um amigo, no final da noite de terça feira, e ao chegar em casa apenas discutiu, mas não xingou e nem agrediu a cara metade. O ferimento na perna?  “Ela deve ter esbarrado num talher na cozinha”, disse ele, tentando tapar o sol com a peneira. Não tapou. Sentou-se ao piano e assinou um 129 apimentado por “Maria da Penha”. Só não foi recolhido ao hotel do Juquinha… por enquanto, porque pagou 900 reais de fiança aos cofres do contribuinte. Mas a batata continua assando pra ele,

Lavava carros e vendia drogas

      O comerciante L.A.C. possui um Lava-jato na cidade de Extrema. De uns tempos para cá tem percebido um movimento mais intenso no estabelecimento… que nada tem a ver com lavagem de autos. Alertado por clientes e amigos que no seu estabelecimento estaria ocorrendo trafico de drogas, L. resolveu checar os pertences do funcionário R.L.M. 25 anos e…confirmou. O bolso da jaqueta do moço estava cheio de barangas de cocaína.

       Quando os policiais chegaram, chamados pelo patrão, R.L. tentou dobrar a serra do cajuru mas enroscou-se nas malhas da lei. Entre seus pertences os policiais encontraram porções e papelotes de ‘farinha do diabo’ prontas para comercio e embalagens plásticas para acondiciona-las – trafico completo – além de vários relógios e aparelhos celulares provenientes da sua atividade escusa.

      O mocinho que usava o lavador de carros para ‘lavar’ a droga, admitiu que distribuía a ‘farinha’ a preços módicos de R$ 10 reais a baranga. A atividade marginal lhe custou um artigo 33 na DP e poderá lhe custar de 4 a 15 anos de sol quadrado no hotel do contribuinte.

Segurança que fugiu com os filhos depois de espancar um deles, foi preso no inicio da tarde

      Claucio Santos Rodrigues foi preso pela Policia Militar no interior de um onibus quando seguia para o  prédio da Defensoria Publica onde iria buscar defesa para seu destempero com o filho de onze anos.

      Ao ser denunciado pela ex-amasia – uma delas, já teve varias – pelo espancamento ao filho mais velho, Claucio descumpriu determinação do Conselho Tutelar, invadiu a casa  dela, pegou o filho ferido e o outro de 9 anos e desapareceu.

      O fato e as fotos do adolescente com as costas ferida ganharam as paginas dos jornais e TV da região e deixaram o valentão acuado.  Na terça feira Claucio trancou os filhos em casa no bairro Arvore Grande e foi procurar a Defensoria Publica para se defender e se apresentar à Policia. Não teve tempo. A PM já estava no seu rastro e levava na prancheta um mandado de Prisão Preventiva oriundo da Comarca de São Gonçalo do Sapucaí, onde ele morou em 2004 e deixou seu rastro de violência domestica.

       A agressão que deixou marcas nas costas, na testa, no ombro, nas pernas e braços do garoto, teriam sido causadas por golpes de cinta desferidos pelo pai raivoso. Tudo porque o garoto foi ao mercado e demorou para voltar. Mas isso não é novidade. Segundo a ex- amasia que viveu com Claucio durante seis anos  e tem um filho com ele, o segurança sempre foi violento e espancava ela e os filhos por qualquer motivo. Aliás, o destempero do brutamontes, cuja profissão de segurança lhe cai muito bem, já lhe custou três mulheres. A primeira, a mãe dos garotos agora ‘raptados’, abandonou-o e os filhos há muitos anos. A segunda, L.F.Alcantara, a mesma que denunciou as agressões ao Conselho Tutelar, cuidou dos dois filhos dele até dois anos atrás quando também o abandonou. Depois disso Claucio, o segurança valentão amasiou-se com Claudia e viveu com ela no bairro São João com quem tem uma filha ainda nas fraldas. Mais um curto idílio interrompido pela instabilidade emocional do moço. Depois das freqüentes bolachas que recebia por causa de nada, Claudia procurou a delegada Lucila, a incansável e rápida defensora das mulheres aviltadas. Não representou contra ele mas o conturbado relacionamento foi desfeito. O romance com a quarta – vitima – namorada, de nome J., foi interrompido não por queixas dela, mas por causa das pulseiras de prata que o valentão recebeu na tarde desta terça.  

       Os dois garotos foram recolhidos pela policia civil e Conselho Tutelar. Apesar de estarem sozinhos em casa no Arvore Grande, as janelas não estavam trancadas e poderiam sair se quisessem. Segundo os detetives que acompanharam o desfecho do caso, eles estavam bem, tranqüilos e sem novos traumas.

       Apesar de todo estardalhaço sobre o rapto dos meninos, Claucio foi preso porque tinha em seu desfavor um mandado de prisão pendente. Pela agressão ao filho de 11 anos ele sentou ao piano da delegada Lucila Vasconcelos e assinou o 129 e foi se hospedar no Hotel do Juquinha.

Policia prende padre depois da missa

       Você já pensou em ser artista de teatro no cotidiano? Já pensou em se apresentar numa delegacia de policia dizendo que é delegado e assumir suas funções? Ou então no fórum da Comarca dizendo que é o novo promotor  de justiça  e ter acessos aos processos, acompanhar as audiências e até mesmo diligencias policiais? E Padre? Já pensou em ser padre de mentirinha, celebrar missas, ouvir confissões, ganhar presentes das beatas, dar a benção para fiéis, ser reverenciado na rua e morar de graça na casa Paroquial? Este parece ser o melhor personagem não é? Pois foi o que Fabrício Gomes de Morais, 35 anos escolheu. Ele se apresentou na igreja de São Pio, no bairro Quitandinha, na cidade de Araraquara como Padre Fabrício e passou a celebrar missas e outras cerimonias. Tratado pelos fiéis com o devido respeito e credito que merece um emissário de Deus, ‘padre’ Fabrício foi até uma livraria católica e comprou cerca de R$ 2 mil reais em livros e artigos religiosos…. e mandou ‘pendurar’ na conta da paróquia, naturalmente. O falso padre estava ‘vivendo no céu’, Só tinha um problema; como ele nunca foi um assíduo freqüentador de igreja e não fez nenhum curso preparatório, ele não estava sabendo celebrar direito as missas. Na verdade ele ‘não sabia da missa o terço’ e passou a misturar os ritos e santos além de confundir Jesus com Genesio. Alguns fiéis, percebendo que o novo padre não era muito católico, resolveram pedir ao padre da matriz de Araraquara para ajudá-lo…. e o santo mostrou as solas dos pés sujos. Era um tremendo picareta infiel tentando levar uma boa vida dentro da batina. Se Deus o perdoou pela farsa não sabemos, mas o delegado da cidade, não. Ele recebeu pulseiras de prata como qualquer mortal pecador e foi levado para o presídio de Jaboticabal.

      Ao puxar sua capivara, soube-se que havia um mandado de prisão em seu desfavor, por furto na capital paulista. Ao interpretar mal o papel de padre, Fabrício mostrou que não é bom artista, mas ele bem que tenta. Já foi ‘advogado’ e ‘delegado federal’ em outras cidades do estado de São Paulo.

     O falso padre conseguiu enganar os fiéis por apenas dez dias no bairro Quitandinha. Em Pouso Alegre, no final dos anos 80, um cidadão serio e bem trajado se apresentou no  Forum da Comarca dizendo que era Promotor de Justiça. Assumiu o cargo e durante quase três meses acompanhou audiências e falou em processos. Como ele gostava mesmo era do trabalho policial, acompanhou dezenas de blitz e rondas policiais pela cidade. Era tão Promotor de Justiça quanto o padre Fabricio. Só desistiu da “carreira’ quando percebeu que a ‘casa iria cair’.

     Cidadão travestido de autoridade para auferir algum tipo de vantagem não é nenhuma novidade neste Brasil varonil. Em Brasília temos centenas deles há muito tempo, ocupando o honroso cargo de “Representante do Povo”… enchendo os próprios bolsos. E pior… fazendo as leis que os protegem das pulseiras de prata…

Passarinhos viajavam em caixas de leite

     “…Minha terra tem palmeiras, onde canta o sabiá”. Feliz era castro Alves que não precisava prender os pobres emplumados para ouvir seu canto. Eles cantavam e encantavam em palmeiras, jequitibás, jacarandás, laranjeiras e outras arvores, livremenmte, em seu próprio habitat.

     Em Carapicuíba-SP, também tem algumas destas arvores mas não tem sabiás, canarinhos, pintassilgos e trinca-ferros, por isso o aposentado Natalino Correia da Silva veio busca-los na terra de Sinhá Moreira, no Vale da Eletrônica. Armou uma viagem a passeio na casa de parentes no município e aproveitou para caçar as avezinhas e leva-las para cantar no seu quintal na cidade metropolitana. Ele levava no gol a esposa e um amigo e como não tinha espaço para os cantores na janela do seu gol, Natalino colocou os pássaros da espécie Trinca-Ferro em caixas de leite vazias e as acomodou ‘confortavelmente’ no porta malas do gol.

      Amigos ocultos da lei e da cidadania, naturalmente com pena das pobres avezinhas sufocadas, digitaram 190 e avisaram a policia militar. O golzinho do traficante de aves foi cassado pelo bairro Recanto das Margaridas e abatido na avenida Bilac Pinto no final da tarde. Salvos da sufocante e arriscada viagem para Carapicuíba, os onze Trinca-ferro foram entregues ao Ibama e devem retornar à liberdade. Já o aposentado egoísta que queria levar as aves para seu quintal, para ouvir seu alegre canto e quem sabe faturar uma graninha extra com seu comercio, mudou a rota e foi parar na DP de Pouso Alegre para sentar-se ao piano. Desceu no táxi do contribuinte, quase tão sufocado quanto as avezinhas… mas fora da caixa de leite

Severina do Popote manda valentão para o xilindró

     A policia militar foi chamada ontem a tarde ao bairro Cidade Jardim, atendendo apelos chorosos de mais uma dona de casa agredida pelo marido. O motivo? O de sempre; Severina do Popote. O motorista Jota, de 40 anos, sujeito honesto, sacudido e trabalhador, apesar de cumpridor dos seus deveres de chefe de família e da paixão pela esposa, desde sempre mantem um caso fortíssimo com a estonteante Severina e toda vez que chega em casa exalando seu perfume, estranha a casa metade, desce-lhe o borralho e ameaça mata-la se ela chamar a policia. Eme, de 37 anos recebe as bolachas e com medo de perder o marido ou a vida, curte calada as dores no corpo e na alma. Neste domingo ela finalmente criou coragem e resolveu acabar com a valentia do marido. Quando ele chegou em casa ao final da tarde, aborrecido com a derrota do Corinthians e a jogou na parede pensando estar chutando contra o gol do Fluminense, Eme apitou falta e deu-lhe o cartão vermelho. Jota de 40 anos desceu no táxi do contribuinte para a delegacia de policia sentou-se ao piano, assinou o 129 e 147 com tempero de “Maria da Penha” e foi conhecer o Hotel do Juquinha. Pote tanto vai à fonte… Um dia volta quebrado.

Tropeçou na pedra bege fedorenta… caiu nos braços da lei

      Depois do comercio de bebidas e comida – in natura ou cozida – o melhor ramo de comercio atualmente é o de drogas. No velho Aterrado em Pouso Alegre, por exemplo, vender pedra bege fedorenta, erva marvada ou farinha do capeta é mais fácil do que ordenhar cabrita. Basta debruçar na janela, subir no terraço ou sentar-se na esquina ao pé de um poste e esperar calmamente a ‘freguesia’.

      O cidadão T.M. de 47 anos foi mais afoito. Ao invéz de esperar sentado, a clientela, ele desenterrou dois cavacos de crack e saiu pela rua Maria Porfírio em busca de freguês. De repente surgiu na esquina a barca dos homens da lei. T.M. valeu-se do velho subterfúgio; atirou a prova do crime por cima do muro de um terreno baldio e passou sebo nas canelas. Tarde demais….. Tropeçou nas malhas da lei, recebeu pulseiras de prata, desceu para a DP sentou-se ao piano, assinou o 33 e foi se hospedar no Hotel do Juquinha.

      Mas o maduro e vacilão traficante não precisa se desesperar. A julgar pelo cheiro de drogas que exala nos corredores do majestoso presídio da BR 459, pode até ser que ele não precise fechar seu comercio….

Amarrado e queimado vivo pelos parceiros do crime

      Você meu estimado leitor sabe qual é o maior inimigo dos meliantes? Seria a benevolente lei? Ou seria o zeloso promotor de justiça, sempre pronto para pedir sua condenação? Quem sabe o violento policial militar que esfola seu couro em busca da confissão do crime? Ou então o abnegado e incansável detetive que o persegue meses a fio até juntar as provas para manda-lo para a prisão? Não seria o sisudo e insensível homem da capa preta que com sua mão pesada assina sua sentença? Não. Nenhum destes. O pior inimigo do meliante é o seu próprio amigo, o parceiro no crime. Trair o parceiro do crime é assinar a própria sentença de condenação. O processo recebe rito sumario e a execução é imediata.

      Prova disso se deu na pequena Baixo Guandu, no noroeste do Espírito Santo nesta quinta feira. Um grupo de seis delinqüentes entre 15 e 17 anos assaltou um posto de gasolina e na fuga cada um tomou um rumo. Quando voltaram a se encontrar para repartir o produto do roubo que ficara com o ‘dimenor’ F.C., este tentou passar a perna nos comparsas. Disse que na fuga, perdera o dinheiro do roubo, cerca de 900 reais. Os cinco assaltantes juvenis não acreditaram na ladainha e resolveram julgar o companheiro. Julgaram, condenaram e executaram. Amarraram suas mãos e pés, deram-lhe um banho de gasolina e colocaram fogo. Só não esperaram para ver como ficaria o churrasco de assaltante traidor.  O adolescente justiçado pelos próprios companheiros do crime conseguiu se safar, mas completamente tostado e foi levado para o pronto socorro. Se sobreviver, carregará para sempre as marcas da traição.

       O jovem meliante ainda não havia aprendido que as leis do mundo do crime são muito mais duras, rigorosas e cruéis do que as do mundo dos honestos…