Churrascada gorda em Bueno Brandão

       Com o ‘ouro negro’ a R$ 500 reais a saca e o bife de alcatra e contra-filé a R$19 e a picanha a R$ 25 reais o quilo, furtos e roubos de café e gado na zona rural da região tem se tornado a menina dos olhos dos meliantes amigos do alheio… Um prato cheio e saboroso. Nas ultimas semanas centenas de sacas de café tem trocado de dono nas fazendas da região… Sem pagar qualquer tipo de tributos. Picanhas, alcatras e coxão-mole ambulantes também têm pego a estrada em caminhões boiadeiros improvisados ou a pé mesmo e mudado de pasto.

        Ao chegar à fazenda Cascavel em Bueno Brandão na ultima quarta feira o pecuarista Benedito Vieira, teve uma surpresa desagradável. Vinte e uma cabeças de ruminantes haviam partido em busca de novos prados, sem deixar endereço. O ladrão era manso. Depois de arrombar a porteira do pasto que margeia a estrada, saiu tocando o gado sem berrante estrada afora e sumiu na poeira. A policia registrou o B.O., mas até o momento não sabe onde será a churrascada.

     Se o gado do sr. Benedito estivesse numa fazenda do vizinho município de Ouro Fino, não teria sido furtado. Lá tem sempre um ‘menino vigiando a porteira’…   

Maconha era levada dentro do marmitex

         O ‘modus traficandis’ é antigo e mais comum do que parece. Sua descoberta e apreensão lembram um pouco o delito do artigo 306 do Código de Transito Brasileiro; corre solto em qualquer rua da cidade especialmente à noite e finais de semana e pode ser pego a qualquer momento. Basta fazer uma blitz de meia hora e três ou quatro motoristas serão presos com alguma irregularidade, principalmente dirigindo mamado. Entrada de drogas nos presídios também é assim. Se a fiscalização afrouxa um pouquinho, os egressos de cadeia e parentes de presos mandam a erva marvada ou pedra bege fedorenta para o meliante queimar ou vender lá dentro. É só dar um puxão na rédea que as drogas aparecem em recheios de bolo, em fraldas sujas em bumbum de bebê, nas pererecas das namoradas ou dento do ‘bandeco’.

       Desta vez a maconha, cerca de 50 gramas, suficientes para 50 baseados, estava dentro da marmita de ‘alimento’ – ‘comida’ na cadeia não é substantivo, é verbo, portanto o arroz com feijão, carne de panela, batata frita encharcada e fatias de pepino, beterraba ou tomate é ‘alimento’. A erva marvada foi colocada em pratos limpos quando o bandeco já estava dentro do apartamento do novo hotel do contribuinte de Alfenas. Os agentes aproveitaram o embalo e apreenderam também dois celulares e um carregador mocosados dentro da espuma do colchão. Um dos presos pés-de-couve assumiu a paternidade da maconha e depois de visitar a DP para assinar o 33, voltou para o presídio… com mais um processo na ‘caminhada’.

     

Traficantes plantavam crack no cafezal

        Dois traficantes de drogas de Nepomuceno, Região dos Lagos, não me deixam mentir sozinho quando digo que eles estão cada vez mais ‘criativos’ – drogas no cemitério, drogas na marmita – Como são bastante manjados e estão sempre na mira da policia, eles plantaram a droga num cafezal nos arredores da cidade. Como não existe crime perfeito, quando a dupla foi desenterrar a pedra bege fedorenta e embala-la para comercio, um amigo oculto da lei, que sabia da plantação, digitou 190. Os homens da lei armaram a arapuca e deram o bote certeiro. Na operação ‘café com drogas’ os policiais apreenderam uma porção de cannabis sativa de Lineu,  488 pedras de crack e uma faca que usavam para cortar a ‘folha da rapadura’.        

       Os agricultores de drogas, Dê, de 26 e Eme de 17 anos desceram no táxi do contribuinte para a DP, onde sentaram ao piano e assinaram o 33. Eles pretendiam faturar cerca de R$ 2, 5 mil reais distribuindo a droga nas quebradas da cidade durante a semana. Na colheita do ouro negro dá para faturar R$ 100 reais por dia. Se pegassem um caminhão de bóias-fria e fossem pra ‘espanha’…colher café de verdade, juntos poderiam ganhar a mesma grana, limpa, na mesma semana. Deve ser por isso que alguém já disse, lá atrás, que “o crime não compensa…” 

Foi matar o vizinho e levou testemunha

        Os moradores da pequenina Pouso Alto, na serra da Mantiqueira, caminho dos cariocas do Rio que descem para a carioca São Lourenço, poucas vezes viram um sujeito tão decidido. D.L.S.M. construiu uma casa de morada no terreno da familia de Jose Donizete, mas foi despejado pela justiça a pedido do vizinho e jurou matá-lo. No sabado de manhazinha ele resolveu acertar as contas. Sabendo que Jose Donizete iria buscar uma carga de areia, foi esperá-lo no porto. Na chegada topou com o vizinho P.S.L. e resolveu mantê-lo como testemunha do seu desatino. Mostrando-lhe uma pistola, obrigou-o a se esconder com ele no interior de um caminhão bau vazio no local do homizio. Quando J.D. chegou pilotando seu possante D.L. saltou do esconderijo, sacou a pistola e foi logo mandando bala no desafeto. Com a morte diante dos olhos, J.D. preferiu conversar de longe, correu, pulou nas aguas frias do Rio Verde e o atravessou em poucas braçadas. A cada vez que emergia para respirar ouvia o assobio tenebroso das azeitonas quentes passando rente à sua orelha. Uma delas acertou sua mão direita mas ele somente parou de nadar quando chegou à outra margem. De lá continuou ouvindo as ameaças do vizinho; “Se eu tiver que deixar a casa, volto na terça feira para matá-lo”. E para mostrar que estava realmente queimado com o despejo provocado pelo vizinho, ateou fogo em seu caminhão, montou sua motoca vermelha e dobrou a serra do cajuru.

      A atitude do lavrador tem certa logica… Ja que ele foi desalojado da casa que construiu no quintal do parente, tem que conseguir um outro teto. Se matar J.D., irá morar de graça no hotel do contribuinte…

Traficantes escondiam a droga no cemiterio

        Acompanhei a primeira “busca & apreensão” de drogas no carnaval de 1981, quando ainda fazia estagio na policia. Quando chegamos na porta da casa do Zetinho do Yara para revistá-la, bateu-me um desanimo. Fiquei tentando imaginar…. Como encontrar alguns baseados ou mesmo um tijolo da cheirosa cannabis ali dentro, ou no quintal? Reviramos cada palmo da velha e grande casa da Rua das Orquideas. Saimos de lá debaixo de xingamentos e ameaças dos familiares por causa da bagunça e o pior… nem cheiro da famigerada maconha encontramos. Nos ultimos trinta anos as tecnicas para localizar drogas em interior de residencias e quintais não evoluiram muito. O que prevalece é a experiencia e o faro policial. Ja os traficantes ficaram bem mais criativos no ‘mocosamento’ da prova do crime.

       É comum guardarem o ‘produto comercial’ em potes de açucar, de café, de arroz, em caixas d’agua, dentro de frutas – melão, melancia, mamão – em panelas de comida, recheio de bolo, em cestos de lixo de banheiro, envoltas em fraldas usadas, dentro de aparelhos eletroeletronicos. Se o meliante for mulher, terá uma opção a mais para esconder a droga. E dificil de revistar….Sabe como é, né, se na cadeia elas levam até celular no … “parque de diversoes”, que dirá então umas quarenta pedrinhas beges fedorentas!!! Aliás, duplamente fedorentas… No quintal a droga fica em montes de areia, na casinha do cachorro, no buraco do muro e naturalmente enterradas na horta ou no jardim. È preciso ter paciencia,  faro e sorte para achá-la. O ecstazy é facilmente transportado para todo lado debaixo da bateria dentro do celular. Na cadeia se esconde dentro do ‘boi’, amarradas por uma quase invisivel cordinha indiana.

       No velho Aterrado tem se tornado corriqueiro esconder a droga nos terrenos baldios, muquifos abandonados, debaixo de pedras, pés de arvore… Toda vizinhança sabe que a droga está ali a espera de um cliente mas nem o mais fissurado dos nóias coloca a mão seca nela sem antes molhar a mão do ‘formiguinha’.

       Para burlar a fiscalização dos homens da lei, traficantes de Campo Belo adotaram um novo esconderijo. Guardaram a droga no cemiterio da cidade. Ao chegar para o trabalho outro dia, o coveiro encontrou um estranho pacote escondidinho atras de um tumulo. A principio pensou que  fosse um ‘despacho’ ou oferenda de algum parente do morto, tentando sua ressureição ou quem sabe uma exigencia do morto para deixar de assombrar alguem. Na duvida, para evitar assombração, resolveu chamar a policia. Eram 89 pedras de crack, 95 bolas de haxixe, 3 tabletes de pasta base de cocaina e duas balanças de precisão. Os policiais procuraram nas imediações mas o dono da droga ja havia virado fantasma.

Casal levava cocaina para o Luan Santana

        No ultimo fim de semana teve show do megastar do sertanejo universitario, Luan Santana, em Pouso Alegre. Show para adolescentes, um prato cheio para distribuição de erva marvada e farinha do capeta.

       O jovem Michael P.S. queria assistir o show mas… sabe como é, fim de mes, grana curta. Então pensou em levar alguma coisa para vender lá dentro do estadio e descolar alguns trocados para o refrigerante. A melhor coisa para vender nestes locais sem pagar alvará é…? Pedra bege fedorenta, erva marvada, ‘chicletinho’, farinha do capeta…. O jovem baladeiro pegou em consignação com um conhecido fornecedor, 15 barangas de cocaina e convidou a amiguinha C.C.P. para ir com ele. Como ela é “dimenor”, se a droga fosse descoberta ele estaria acobertado. Colocaram as baranguinhas dentro de um maço de cigarros na bolsa da garotinha e lá foram com pintas de somongós para o show. Quando a segurança na portaria abriu a bolsa de C.C. e viu aquele monte de cigarros soltos e o maço meio fechado, abriu bem os olhos e convidou a garotinha para sair da fila. Michael que seguia logo atras, percebendo que a casa ia cair e que ficaria sem a farinha do ganha-pao, se adiantou e disse que a mercadoria era dele, ingenuamente acreditando que a segurança particular do evento fosse deixar o barato passar barato. Não deixou. Acionou os homens da lei e o casal de amiguinhos, fãs do Luan Santana, desceu no taxi do contribuinte para a delegacia. Percebendo a asneira que havia feito, Michael – nome de pop-roqueiro em show de sertanejo – tentou voltar atras, dizendo que nunca tinha visto C.C. mais gorda. Que azar!! A mae dela, chamada para acompanhar o desfecho do imbroglio foi logo afirmando que eles eram amigos de longa data. Não teve jeito. Ja na madrughada de domingo o casal 34 – ele tem 18, ela 16 anos – sentou-se ao piano do delegado de plantao e assinaram o 33. C.C. voltou para casa com a mae e a bolsa 150 reais mais leve. Enquanto o galã Luan, que arrancou suspiros e gritos histericos das garotas e de alguns garotos marotos, alheio a tudo, embarcava no seu jatinho particular para  mais um dos seus trezentos milionarios shows anuais em outras paragens, Michael embarcava no taxi do contribuinte, para umas ferias forçadas no garboso Hotel do Juquinha.

 

Ladroes assaltam motel e deixam todo mundo ‘duro’

Casais que estavam curtindo o romance proibido num motel  do trevo de Vinhedo, levaram um tremendo susto. De repente, quando estavam no ‘bembom’, em trajes de Eva & Adão, sob a imensa cama redonda cercada de espelhos, se viram na mira de um trezoitão. Alguns, que naturalmente brox.. , chegaram a pensar que o guampudo armado na sua frente fosse o chifrudo, quero dizer, o marido da amante. Não, nada disso. Eram apenas ousados assaltantes pés-de-chinelos aproveitando que os amantes estavam com as calças na mão para fazer uma coleta.

O assalto aconteceu na madrugada desta segunda num motel na entrada da bela e florida Vinhedo, a capital paulista do vinho. Primeiro o trio rendeu o caixa do ‘estabelecimento de amor proibido’ e enquantro um deles ficou ali os outros dois sairam pelos quartos, ‘empatando’ a transa e recolhendo carteiras, relogios, celulares, cordoes de ouro. Mas como eram pés de couve, não perceberam que o recepcionista acionou o alarme. Guardas municipais e policia militar chegaram rapidamente e de imediado prenderam dois deles ainda de armas em punho. O terceiro conseguiu dobrar a serra do cajuru e foi se esconder no condominio Marambaia ali perto, mas também caiu nas malhas da lei.

A parte mais dificil da operação policial que prendeu os tres assaltantes do motel foi devolver os obejtos roubados ao seus legitimos donos… Ninguem queria  mostrar a cara e registrar o B.O….Afinal como explicar em casa porque foram parar na delegacia àquela hora!!! Além do mais, nestes tempos modernos, vai que a consorte também estava fazendo um programinha no quarto ao lado…

Aconteceu em ….Araxá

        Sepulveda Pertence. Lembram dele? Ele ja foi ministro e presidente do STF. Aposentado, para nao perder a boquinha, conseguiu o emprego de presidente da Comissão de Etica Publica da Republica. Semana passada casou um filho na terra de Dona Beija, no Triangulo mineiro – ele deve ser conterraneo da diva. A festa provocou um movimento nunca antes visto no aeroporto da bela estancia hidrominal de Araxá. Só gente graúda do meio politico da capital federal. Dentre os convivas ‘selecionados’ estavam o advogado Antonio Carlos de Almeida Castro, o Kakay, advogado do clã dos Sarney, o ministro do STF Jose Dias Toffoli, o ex-senador Luis Estevão e o empresario Mauro Dutra, processado por desvio de dinheiro publico. Coincidentemente Dias Toffoli é relator em um dos processos contra o ex-senador brasiliense.

      O enlace do moço, filho do presidente da Comissão de Ética da Republica, uma especie de vigilante do comportamento das autoridades do Executivo, reuniu num só luxuoso hotel de Araxá, juizes, réus e advogados que atuam em processos comuns. Legal né?

      Ah, o bonitão Luis Estevão, apeado do poder via judicial anos atras, está condenado a 31 anos de cadeia. Porque será que ele não está preso??????

Colono plantava maconha no acampamento do MST

      A velha e estonteante Cannabis Sativa de Lineu, popularmente conhecida por maconha, erva marvada ou maldita, fumacinha do diabo… há muito perdeu seu trono para a pedra bege fedorenta entre as drogas mais baratas. Para se manter no mercado teve que sujeitar-se a ser vendida a R$ 1 real a baranga, um enroladinho que dá para passar de mao em mao numa pracinha ou quebrada qualquer da noite e espalhar seu adocicado cheiro de erva verde queimada denotando sua presença. Apesar do baixo preço, cultivá-la no quintal ou em terrenos baldios ainda é mais barato e menos arriscado do que ir buscá-la nas ‘bocas de fumo’. No entanto, mesmo cultivando como planta ornamental…é crime, previsto no artigo 33 da Lei Antidrogas.

      Semana passada policiais militares passavam pela Alameda Coelho Neto em São Lourenço, quando viram dois guampudos saindo de um terreno baldio com pintas de somongós e resolveram abordá-los. Eles estavam ‘limpos’ mas no terreno do qual sairam, os policiais encontraram dois vasos plasticos com dois pés da erva marvada ainda tenra, crescendo com agua que os dois moços, um de 16 e outro de 29 anos, levavam todo dia.

       Feiúra maior vinha fazendo o cidadão sem terra B.N.S., 35 anos, em Agudos, interior paulista. Ele aproveitava o acampamento do MST em que morava para plantar maconha. A erva era cultivada em vasos de bambu, como se fossem objetos de decoração e distribuida para os noias da região. No acampamento do Movimento dos Sem Terra, a policia apreendeu 2 quilos da erva maldita, dez pedras beges fedorentas, um revolver, duas motos e peças de veiculos. Apesar de ganhar uma grana extra com o trafico de drogas, o ‘sem terra e sem lei’, recebia alimentos do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agraria.

     Bem, para quem acompanha a trajetoria do MST nos ultimos anos, o comportamento do sem terra, defensor da bandeira vermelha mas sem cara vermelha,  não é nenhuma novidade…

Meliante de 15 anos baleia frentista por causa de 84 reais e um celular

       A noticia é velha e batida. Assaltos pés-de-couve a postos de gasolina praticados por delinqüentes juvenis acontecem tanto quanto as derrotas do meu Galo no campeonato brasileiro. O que chama a atenção para este caso é a atitude da calejada frentista que foi assaltada.

       O “dimenor” F.G.S. 15 anos, chegou de bicicleta ao posto de combustíveis do bairro Boa Esperança na noite de quinta, mostrou um trezoitão e ameaçou atirar se não recebesse o dim-dim. Insatisfeito apenas com os 84 reais que a frentista tinha na algibeira ele exigiu também seu aparelho celular e, como chegou, saiu pedalando a magrela rua afora sem esperar reaçao. Inconformada em perder o celular, a experiente frentista tentou correr atrás do pequeno assaltante exigindo o aparelho de volta. Não devia te-lo feito. O garotão apavorado com a fúria da frentista, sacou o trabuco da cinta e mandou bala em sua direção e foi se esconder num matagal ali perto, onde foi preso meia hora depois. A frentista M. de 38 anos, recebeu a azeitona quente no abdome e foi medicada no Alzira Velano. Felizmente não corre risco de perder a vida, mas o tiro poderia ter atingido o ‘cerne’ um palmo acima.

      Encarar assaltante armado? Direto da Policia adverte; “Não tente fazer isso em casa…”