Zé Quijara e João Ratão atacam restaurante

       Zé Quijara e João Ratão entraram em um restaurante chic da Tuany Toledo ontem no final da noite e pediram uma loira gelada. Sorveram o suco de cevada lentamente, sem pressa, atentos a tudo a sua volta à medida que o estabelecimento se esvaziava. Minutos antes de baixarem as portas eles foram embora. Deixaram boteco chic mas ficaram de butuca nas imediações, segurando um poste, até que sobrou apenas o vigia do estabelecimento. Quando ele foi apagar a luz do estacionamento, Zé Quijara e João Ratão chegaram de mansinho e deram o bote. Encostaram um trezoitão no bigode do vigia e ameaçaram queimá-lo se ele não cooperasse. De volta ao restaurante, sem acender as luzes, mandarem o tremulo vigia abrir a porta do escritório dizendo; “sabemos onde está o dinheiro… abra a porta”. Sabiam mesmo. Pagaram R$ 4,50 por uma cerveja, só para observar de perto o movimento do restaurante.

       Vigias, coitados, não costumam ter chaves de escritório, muito menos daqueles que guardam a ‘feria do dia’, por isso pediu desculpas por não ter a chave. Foi desculpado. Mas antes recebeu duas coronhadas do trabuco na cabeça e outra no ombro.

       Na falta de chave para abrir o escritório, abriram na botina… E levaram R$2.523 reais em cédulas e cheques. Para aproveitar a viagem levaram também os trocados que o vigia mantinha no estacionamento e seu celular. Depois de trancarem o vigia no banheiro, Zé Quijara e João Ratão dobraram calmamente a serra do cajuru, se misturando à penumbra fresca da noite… mas a batata está assando pra eles…

PM esmaga “formiguinha” no escadão

      O combate cada vez mais eficiente das policias ao trafico de drogas tem obrigado os ditribuidores do ‘veneno’ a diversificar o campus e o modus de atuação. Está cada vez mais dificil apreender os grandes carregamentos de drogas. Ja as entregas estilo “Forminguinha”… basta dizer: ‘encosta na parede, levanta os braços e abra as pernas” e dar a geral. Pelos menos tres ou quatro baraguinhas vai achar…

      Foi assim que o guampudo J.W.R. caiu no escadão do bairro Santo Antonio. Ele queima a erva e para adquirir o produtro para o sustento, como milhares de noias mundo afora, distribui. Como não tem nada para fazer na vida futil,  inutil e vazia, coloca meia duzia de barangas no bolso e vai para o calçadão. Alisa um banco aqui outro acolá e discretamente, com pinta de somongó vai abastecendo a clientela. Mas mesmo para os sutis distribuidores de drogas a vida não é  um mar de rosas. De vez em quando entra areia na engrenagem.

      Ontem à tarde um amigo oculto da lei, resolveu dificulytar a vida mansa do moçinho de 19 anos. Digitou 190 e foi passando as informações via celular. Disse em qual degrau ele estava sentado, que roupa ele estava usando, a cor do boné que deixava seu olhar mais soturno e distante e até a pinta do cliente que naquele momento estava adquirindo a droga. Foi chegar e dar o bote. Na algibeira do bermudão de Jota havia 05 pedras beges fedorentas, 04 patuás da erva marvada e R$ 10 reais. O nóia G.U.F. havia acabado de comprar uma baranga de maconha mas assustou-se com a chegada da PM e engoliu a droga. Desceram ambos para a DP. Gê assinou um 28 e Jota um 33.

  … E o formigueiro do ‘contribuinte’ vai enchendo de formiguinha…..

 

Triangulo amoroso, barraco e tentativa de suicidio em Camanducaia

      A jovenzinha Arian viveu um ardente romance com Airton, com quem teve um filho. A falta de ‘prendas domesticas’ da moça acostumada receber tudo de mãos beijadas da mãe, ofuscou o brilho do romance e o casamento acabou.

     Precisando trabalhar para se sustentar ela conseguiu emprego de faxineira no motel “Momentos” de Camanducaia. Lá conheceu o gerente Marcos e como estava livre, leve e solta, enamorou-se do companheiro de trabalho. Viveu ‘momentos’ de idilio com o moço. Mas para algumas mulheres, amores são como chuvas de verão; eles vem e vão. Quando parecia que fincaria raizes no novo ninho Arian começou frequentar em demasia a casa da avó, perto da casa do antigo marido, para despertar o ciume de Marcos.

      Com o relacionamento abalado, preocupado com a possibilidade de perder a cara-metade para o antigo amor, Marcos tentou tirar o escalpo da jovem. O momento de destempero do rapaz aconteceu no interior do motel ‘Momentos’, onde antes viveram momentos de fogo e paixão. Ele somente não acabou definitivamente com o romance porque a mae de Arian socorreu-a e ambas distribuiram socos e pontapés, inclusive naquela região que faz até o mais valente dos homens se curvar…

      Ao deixar o motel brigado com a morena, Marcos abraçou a loira gelada e tentou se matar. Tomou um coquetel de Losartana com higroton, captopril e rivotril e saiu pela cidade atras do volante do seu golzinho branco. A cabeça ficou grande, a rua ficou pequena e um poste irresponsavel entrou na sua frente. O choque foi tão violento que o poste ficou desmaiado no chão. Ao ser levado para o hospital com algumas escoriações, Marcos contou aos policiais e às enfermeiras que havia rolado na poeira com o rival Airton, por isso estava ferido e tentara se matar.

       Curou as feridas do corpo mas não as da alma e continuou com as ideias suicidas. Ao sair do nosocomio foi logo se atirando na frente do primeiaro carro que viu passar. ‘Tirou uma fina’… e ganhou xingamentos do motorista furioso; “ Ô, maluco, quer se matar vá pra BR….”. E Marcos foi mesmo. Desceu a rua resmungando e fazendo graça e se deitou no meio da pista da Fernão Dias.

       Apesar de todo forrobodó, Marcos é como todo suicida apaixonado; daqueles que faz a lambança com os dedos cruzados nas costas, torcendo para não acontecer nada, pedindo ‘pelamordeDeus’ para alguem salvá-lo. Por isso, deitou-se na pista do trevo, em frente o posto da BRVida, onde havia dezenas de socorristas de plantão. Nem chegou a engraxar as rodas de uma carreta. Foi demovido da ideia insana … ou infantil, e levado de volta para o hospital onde recebeu um sedativo e dormiu até o meio dia de sexta feira… até passar os xiliques suicidas.

      Mas… pelo andar da carruagem, o triangulo amoroso nascido no motel “Momentos”, ainda promete ardentes momentos …

Assaltou residencia e foi dormir no albergue

     A domestica T.M.V. 18 anos viu a coisa preta – literalmente preta – ontem a noite em São Lourenço. Estava ela quieta no seu canto amamentando seu bebezinho de 8 meses de choros e fraldas, quando ouviu barulho na janela e na porta da casa, no bairro Porto Alegre. Pensou que fosse uma amiga e ao abrir a porta deu de cara com um rapaz negro, de moleton e sem camisa. Antes de recuperar o folego perdido com o susto, recebeu um empurrão do assaltante semi-nu e desabou no chão. Enquanto a mae aflita acudia a filhinha espalhdaa pelo chão, o assaltante invadiu a moradia, pegou uma nota de R$ 50 reais em cima de um movel e sorrateiro como chegou dobrou a serra do cajuru.

      A policia foi chamada  e saiu na sombra clara do negrão e foi localizá-lo belo e formoso no interior do Albergue Municipal ali perto. Ele havia entrado pelos fundos e trocado de roupa para despistar a policia mas esqueceu a calça de moleton com a nota de R$ 50 reais no bolso, no banheiro. O assaltante à moda antiga recebeu pulseiras de prata e foi pra DP sentar ao piano e assinar o 157.

     Apenas trocou a hospedagem gratuita …. do Albergue Municipal para o hotel do contribuinte… com grades…

Policia Civil prende família e 5 k de maconha em Santa Rita do Sapucaí

       A apreensão da droga e prisão da família de traficantes aconteceu na manha deste sábado e não foi por acaso. Ha meses os detetives chefiados pela delegada Stella Reis vinham filmando as atividades de Joraci de Jesus e sua família no bairro Pedro Sancho Vilela. As investigações concluíram que Joraci, 37 e a esposa Regina Nazaré Ferreira, 36 usavam o enteado Marcos Roberto Ferreira, 20 e as filhas N.F. e M.F.J. de 14 e 16 anos para distribuir a droga no bairro e adjacencias. Armaram a arapuca, esperaram a chegada de uma leva caprichada da droga e chegaram de surpresa, às seis da manha, para o tradicional “café com maconha” no Recanto das Margaridas.

       O excelente trabalho de inteligência realizado pela Policia Civil, que culminou com o mandado de busca e apreensão expedido pela juíza da Comarca, seria coroado mesmo que apenas meia dúzia de baranguinhas de erva marvada fossem colocadas na mesa do café da manha. Mas a despensa estava cheia. Foram aprendidos quase cinco quilos da erva marvada ainda embaladas para viagem em formato de tijolos.  A droga havia chegado de madrugada e seria distribuída pelos filhos do casal e outras ‘formiguinhas’ do trafico no final de semana. No muquifo da família de traficantes os detetives apreenderam também 7 barangas de maconha e 5 de crack, alem de balança de precisão para pesagem rigorosa da droga, computadores e celulares de procedência duvidosa.

Desceram todos com pulseiras de prata para DP. As meninas aviões foram apenas ouvidas no I.P. pois são inimputáveis. Já os pais e o meio irmão assinaram o 33 e voltaram para o mesmo bairro… para o Hotel Recanto das Margaridas…

“Barriguinha” e “Neguinho da Mãe” plantaram maconha… colheram cana

Os garotoes William Marcos Santana, 22 e Adriano Henrique Vieira, 18 anos, não gostam muito de enxada de cabo curto… preferem as de cabo longo… para ficar longe do trabalho. Mas como precisam ganhar a vida, resolveram abrir uma firma em sociedade. A micro empresa ainda não tem nome, mas atua no ramo de distribuição de pedra bege fedorenta, erva marvada e drogas diversas. Como é uma atividade bastante manjada e mal vista pela policia, para evitar complicações com os homens da lei, resolveram instalar o deposito das drogas a tres quilometros de casa, num pasto do bairro Curralinho, na divisa com o Chapadão. Encheram um galão plastico com maconha, crack, fita adesiva, papel aluminio e canivete; mercadoria e apetrechos indispensaveis para a atividade comercial e ‘plantaram’ no pasto perto da estrada, ao pé de uma moita de assa-peixe. Agora, toda vez que precisam atender o comercio varegista, um ou outro ou os dois, vão até o local, desenterram a droga e voltam para a cidade para fazer a entrega em domicilio, assim não precisam de funcionarios e nem de Alvará de localização e ainda evitam complicações com o ‘fisco’.

       Evitava né?!

       Nesta quarta por volta do meio dia, os dois socios desceram até o deposito para buscar uma encomenda. Quando saiam da ‘plantação’ na margem da estrada, com caras de gatos que comeram o toucinho, esbarraram nos homens da lei. William, conhecido por “Barriguinha” levava na algibeira 15 barangas da erva prontinhas para consumo e Adriano, conhecido por “Neguinho da Mae” levava numa sacolinha de plastico uma talhadeira e uma colher de pedreiro ainda sujas de terra, as quais haviam acabado de usar para ‘colher’ a erva no pé de assa-peixe. Enterrado entre os arbustos estava o balde plastico com 60 barangas e tres tijolos de um quilo e meio de maconha, além dos apetrechos para embalagem.

      Os socios da empresa ‘plantadora & distribuidora’ de cannabis sativa de Linneu, desceram no taxi do contribuinte para a DP sentaram ao piano e assinaram o33. A clientela de “Barriguinha & Neguinho de Mae” terá agora que mudar de fornecedor, pois nos proximos anos seus socios proprietarios deverão ficar fechados para balanço… no Hotel do Juquinha.

Paciente estupra dentista dentro do consultorio

        O garotão V.S., entrou no consultorio da dentista M. na tarde desta quarta feira no centro de Varginha e ficou quieto no seu canto, esperando o consultorio esvaziar. Quando todos se foram e chegou sua vez ele entrou no gabinete, mas ao invéz de abrir a boca para ser examinado, deixou a dentista de boca aberta. Ele não estava interessado em obturar, extrair, tratar canal, limpar tartaro ou curar uma gengivite ou nevralgia. Ele queria dimdim e ….‘funhanhá’. Usando uma faca para ameaçar a profissional que cuida dos sorrisos alheios, o delinquente apagou seu sorriso, colocou pavor, medo e lagrimas no seu rosto, amarrou suas maos e com a lamina encostada em seu pescoço, estuprou a dentista. Para aproveitar melhor o programa, na saida o tarado levou um talão de cheques e o celular da jovem apavorada.

       Depois de desvencilhar-se das amarras  e ser medicada no PS com ferimentos superficiais no pescoço, a dentista de 23 anos reconheceu seu algoz no album de figurinhas da policia.  O pobre delinquente V.S. é dono de uma das mais ricas capivaras na delegacia de Varginha. Possui 23 registros de crimes de furtos, roubos, uso e mula de drogas e um estupro praticado em fevereiro. No carnaval deste ano ele arrastou uma jovem para um terreno baldio e a violentou sob ameaça de uma lapiana. Ele ja estivera no consultorio da jovem dentista anteriormente quando ficara literalmente de boca aberta diante dela. O estuprador de 17 anos foi preso poucas horas depois no Forum da cidade, onde fora a uma audiencia com o homem da capa preta prestar contas de um dos seus crimes anteriores.

      Como se trata de crime violento, mediante grave ameaça ele sentou-se ao piano, assinou o 217 e desceu para o hotel do contribuinte, onde deverá se hospedar até os 21 anos… e perderá o restinho do juizo, se é que ainda tem.

“Grande” Polegar é preso no Paraguai

       Um dos maiores distribuidores de drogas do Brasil, o carioca Alexander Mendes da Silva, foi preso esta manha – que ironia – no Paraguai. Polegar caiu nas malhas da lei na cidade fronteiriça de Pedro Juan Caballero, quando tentava comprar um carro de luxo usando documentos falsos.

       O traficante, um dos quatro chefões do trafico no Rio de Janeiro, estava foragido da cadeia desde 2009. Depois de deixar o velho hotel do contribuinte pela porta da frente, ele foi se esconder, aliás voltou para o seu habitat natural no Morro do Alemão, de onde foi desalojado numa operação politica no ano passado, quando a policia carioca subiu o morro a pretexto de instalar ali um UPP que ainda não teve a fita vermelha cortada – A operação que expulsou a bandidagem dali mas não prendeu ninguem é um assunto à parte.

       O criminoso carioca está condenado por quatro varas diferentes da justiça do Rio por crimes de trafico de drogas, lavagem de dinheiro, formação de quadrilha e outros delitos mais leves cometidos entre 1994 e 2002. O patrimonio – detectado –  do bandido, uma ‘mixordia’ de um triplex em Cabo Frio com tres suites decoradas e salão de festas,  avaliado em R$400 mil e outros quatro imoveis localizados no Lebron, Tijuca, Jacarepaguá e Niteroi, teve sua indisponibilidade decretada pela justiça. Em 2001 ele comandou um ataque à Polinter onde estava hospedado, resultando na fuga de 14 presos.

      Antes de voltar a comandar o trafico no Morro da Mangueira ele cumpria pena de 22 anos na Casa do Albergado no Benfica, zona Norte da Cidade da minha sogra.

      Até aqui é só mais uma enfadonha noticia sobre traficantes cariocas que voce vai acompanhar em todos os telejornais de hoje e amanha nem se lembrará de ter ouvido.

     Um detalhe desta noticia, no entanto, precisa ser gravado, questionado, discutido. O dono deste curriculo, tinha apenas 22 anos de condenação e após cumprir  um sexto desta pena, obteve o beneficio da progressão para o regime aberto …. e foi solto. Mas poooode?!?!?!?!?

     Como o cidadão comum consegue entender isso? Sentei quatro anos no banco da FDSM – no meu tempo o curso durava quatro anos – prendi bandidos de toda especie durante 27 anos e corro os olhos quase todo dia no CP,CTB, leis 11.343, 11.340 e outras leis, buscando dizer menos besteiras e confesso que esta conjuntura ainda me é completamente obnubilada; como pode um sujeito cometer crimes durante quinze anos, que em tese lhe garantiria cadeia por esta e outras tres ou quatro encarnações, ter apenas 22 anos de debitos com a justiça, ser considerado primario, receber o beneficio da progressão da pena e ficar menos de 4 anos atras das grades??????

       Numa bela manha de setembro de 2009, uma semana antes da primavera, “Grande Polegar” saiu pela porta da frente do presidio e foi pra rua procurar emprego, devendo retornar no final do dia para dormir na cadeia… e não voltou nunca mais.

     Depois do leite derramado, o Disque Denuncia chegou a oferecer R$ 2 mil de recompensa por informações que ajudassem a policia a levá-lo de volta ao lar-doce-lar do Hotel do Contribuinte. Polegar será recambiado a qualquer momento para o Rio de janeiro. Não se espante se ele conseguir o Indulto de Natal daqui a dois meses. A lei é capaz de permitir….

 

 

Tentou matar a amasia mas errou os 10 tiros e as facadas

       A policia civil não costuma dar muita atenção aos crimes tentados, por motivos óbvios. Alguns, no entanto são tão curiosos que gritam por investigação… para serem entendidos.

      A tentativa de homicídio sofrida pela senhora F.em São Sebastião da Bela Vista, por exemplo, é um caso típico. A policia quer entender como seu amasio B. conseguiu disparar dez vezes em sua direção e não acertar nenhum tiro. A saraivada de balas aconteceu na noite de segunda no bairro Iate Clube, nas margens do Rio Sapucaí. Depois de amarrar-se num pé de cana, o lavrador ‘estranhou o corte de cabelo e a cor dos olhos’ da amasia, armou-se de uma espingarda e puxou o gatilho dez vezes seguidas e conseguiu errar todos os tiros!!!! Acabadas as balas o cidadão armou-se uma faca de cozinha – pelo menos não erraria pela distancia – e tentou furá-la. Também não conseguiu acabar com a raça da companheira, pois ela se trancou dentro de casa e o deixou ao relento.

        Quando os homens da lei chegaram ele já havia dobrado a serra do cajuru, sem dar entrevistas.

       A policia não está muito preocupada com a integridade física da domestica, pois a julgar pela pontaria do amasio, ela não corre risco de vida.  De qualquer maneira, B., deve colocar as barbas de molho, pois a batata está assando pra ele….

Traficante entrega droga mas diz que é usuario

      O marceneiro Valdinei Silva Santos, recebeu a visita dos homens da lei em sua casa, no velho Aterrado ontem a tarde e não se fez de rogado, foi logo dizendo que era usuario de drogas. Os policiais tinham em mãos um mandado de busca e apreensão para revirar seu mocó à procura de drogas e o moço que nas horas vagas lida com madeira – deve ser por isso que tem cara de pau – resolveu facilitar o trabalho de busca. Antes que sua casa fosse revirada de pernas para o ar, ele informou que a droga procurada estava escondida dentro da armação de ferro de uma cadeira na cozinha, cerca de 80 gramas da erva marvada. Havia também no muquifo R$1.900 reais em moeda corrente. A droga mocosada no pé da mesa, Valdinei explicou que era para seu consumo, pois ha dois anos adquiriu o maldito vicio. Ja o dimdim trocado proprio do comercio, ele disse que pertencia à sua irma e estava guardado em sua casa, por segurança, para evitar que ela fosse roubada. Na delegacia de policia em cujo sistema consta que ele é ‘cadeieiro véio’ por trafico, o marceneiro continuou contando historias da carochinha. Segundo ele, anos atras quando viajava de São Paulo para a Bahia, policiais rodoviarios encontraram certa quantidade drogas no seu onibus e o enquadraram no 33, por isso passou dois anos preso. “Eu era inocente, ‘Mano’. A droga foi encontrada no fundo do busão e eu estava viajando no banco da frente…” Êta viajante azarado!!!!

    Para complertar seu azar, sentou-se ao piano, assinou o 33 e foi se hospedar no hotel do Juquinha.