Homens, mulheres e suas escolhas

Loja de Maridos

       Foi inaugurada em New York, The Husband Store, uma nova e incrível loja, onde as damas vão escolher um marido.

      Na entrada, as clientes recebem instruções de como a loja funciona:
Você pode visitar a loja APENAS UMA VEZ!

       São seis andares e os atributos dos maridos à venda melhoram à medida que você sobe os andares.

       Mas há uma restrição: pode comprar o marido de sua escolha em um andar ou subir mais um, MAS NÃO PODE DESCER, a não ser para sair da loja, diretamente para a rua.

Assim, uma dama foi até a loja para escolher um marido

No primeiro andar, um cartaz na porta:

Andar 1- Aqui todos os homens têm bons empregos

Não se contentando, subiu mais um andar…

No segundo andar, o cartaz dizia:

Andar 2 – Aqui os homens têm bons empregos e gostam de crianças.

No terceiro andar, o aviso dizia:

Andar 3 – Aqui os homens têm ótimos empregos, gostam de crianças e são todos bonitões.

“Uau!”, ela disse, mas foi tentada e subiu mais um andar.
No andar seguinte, o aviso:

Andar 4 – Aqui os homens têm ótimos empregos, gostam de crianças, são bonitos e gostam de ajudar nos trabalhos domésticos.

“Ai, meu Deus”, disse a mulher, mas continuou subindo.
No andar seguinte, o aviso:

Andar 5 – Aqui os homens têm ótimos empregos, gostam de crianças, são bonitões, gostam de ajudar nos trabalhos domésticos, e ainda são extremamente românticos.

Ela insistiu, subiu até o 6º andar e encontrou o seguinte aviso:
Andar 6- Você é a visitante número 31.456.012 neste andar.

Não existem homens à venda aqui.

Este andar existe apenas para provar que as mulheres são impossíveis de agradar.
Obrigado por visitar a Loja de Maridos.

 

Loja de esposas

 

       Posteriormente, abriu uma loja do outro lado da rua, a Loja de Esposas, também com seis andares e idêntico regulamento para os compradores masculinos

No 1º andar : Mulheres que adoram fazer sexo.

No 2º andar: Mulheres que adoram fazer sexo e são muito bonitas.
Os andares 3, 4, 5 e 6 nunca foram visitados.

 

Ô raça para se contentar com tão pouco!!!

Mato-grossense chega aos 100 anos sem nunca ter sido beijada

Centenária diz que segredo da vitalidade é bom humor e boa alimentação

     A mato-grossense Nympha Escolástica da Silva comemorou 100 anos de idade nesta terça-feira (1º) e demonstra que seu prazer é não ter deixado sua vida ser superada pelo tempo. Data em que a Igreja Católica comemora o Dia de Todos os Santos, a aposentada diz que se sente abençoada pelo calendário, já que, o dia posterior, de Finados, é quando se depara com a solidão. “Meu marido se foi antes de mim, quando íamos completar 55 anos de casados. E os meus amigos, já morreram todos”, conta, com olhos de quem viu uma geração ir embora.

      Viúva há mais de 20 anos, Nympha Escolástica afirma que seu marido foi seu grande amor. Ela se lembra do momento em que foi pedida em casamento através de uma carta enviada para sua casa pelo homem que, segundo ela, pagou o preço necessário para tê-la. Porém só se recusou a uma única coisa: beijá-lo. “Deus me livre. Completo 100 anos com minha boca virgem. Ela é sagrada e só a usei para comer e beber. Mais nada. Nunca beijei meu marido e nem namorado”, reforça. Para a vovó, o beijo é algo repugnante e critica quem o faz. “Não sei como uma pessoa consegue fazer isso. Dá nojo. Sempre falo para os meus netos largarem mão disso porque não consigo ver lucro na tal prática”, avalia.

     O ato, tão comum nos dias atuais e até mesmo iniciando precocemente na vida de adolescentes, nunca integrou o rol de experiências da vovó. Esse é o grande tabu, que a aposentada confessa ter e garante que vai carregá-lo até a sepultura. Católica fervorosa, a abolição do beijo também é associada por Nympha como ato sagrado já que, segundo ela, é pela boca que proferimos bênção e maldição. “Como posso falar coisas de Deus se minha boca estiver suja? O beijo contamina”, pontua.

      Ao contrário do ritmo de vida associado às mulheres daquele período, Nympha garante ter quebrado algumas regras no casamento. Uma delas é quanto aos afazeres das mulheres. “Quando ele quis se casar comigo, eu disse que era feia, pobre e que nunca iria cozinhar e passar as roupas dele. Achei que não ia seguir em frente. Porém, ele aceitou e respondeu que isso não era problema, que mesmo assim eu valia a pena”, enfatizou.

                              Herança de vida
Emocionada ao falar sobre o passado, as lembranças correm pela mente, segundo a vovó Nympha, como é carinhosamente chamada por todos, a cada passo que dá no cemitério quando vai visitar o túmulo do companheiro, dos amigos e familiares. “Me lembro como se fosse hoje dos muitos momentos felizes em que vivi com as pessoas maravilhosas que Deus me permitiu conhecer, fazer amizade. Gosto de passear no cemitério por isso”, frisou. Mas rapidamente completa: “só não gosto da sensação do inevitável: a morte”.

        A melancolia dura pouco e vovó Nympha demonstra que esse não é seu assunto preferido. Apesar de ter um calendário de nascimento cabalístico (1º de novembro, de 1911 – 01/11/11), e ser de uma família de 11 irmãos, a aposentada conta que nasceu em um lar católico fervoroso e a herança cristã fez dela uma boa devota. Por isso, inicia as comemorações do aniversário com uma missa de Ação de Graças, realizadaem Santo Antôniode Leverger, a30 kmde Cuiabá, cidade onde nasceu e foi criada.

                        Na recordação
“Antigamente era arraial. Bem me lembro das pequenas casas e das pessoas que convivi naquele lugar. Saí de lá com 23 anos, quando me casei e fui para Cuiabá”, contou, ao G1. A comemoração da centenária ainda se estende nesta terça com um baile que será realizado à noite, em um bufê da capital. O vestido escolhido é o verde-azeitona, tom sereno que, segundo ela, aponta para a personalidade forte que garante ter. “Sempre fui impulsiva e ninguém podia comigo. Não dava moleza mesmo. Se falassem algo que eu não gostava, respondia à altura”.

        Filha de agricultores, Nympha trabalhou desde a infância na roça. Na lida do campo, aprendeu que precisava de “sustância”. Ainda hoje, come viradinho de feijão, carne de porco e nem pensa em trocar carne gorda por sopa, além de tomar um bom café da manhã. “Só falam de arrozinho, massinha, bolachinha. Essas comidas delicadas não dão força para a pessoa”, afirma.

                   Vitalidade
Por isso, conta que não deve abrir mão de hábitos no jantar, em que dançará a valsa do centenário, e que vai contar com um cardápio bem recheado. Como revela, os médicos e a família tentam convencê-la a moderar, mas a vovó não se intimida. “Gosto de comer. É um dos prazeres da vida. Só tive que parar com a cervejinha, pois, foi constatada labirintite. Aí não pude dar nenhuma bitoquinha, porque ou ficava tonta por um ou pelo outro (labirintite)”, disse, às gargalhadas.

        Nympha também reforça o fato de não ter nenhuma outra doença aparente e nem precisar tomar remédios controlados. “Minha saúde é de ferro. Ando sozinha na rua, as pessoas me param para conversar. Sou muito ativa e praticamente não fico parada. A gente vai fazer o que se não aproveitar a vida?”, argumentou. E o segredo da longevidade: “é o humor que trago comigo”.

        Satisfeita com o século bem vivido, vovó Nympha, de olho azul claro, o deixa bem estatelado quando descreve que tem cinco filhos, 15 netos, 23 bisnetos e um tataraneto, e que não deixou sonhos pelo caminho. “A felicidade me acompanha e acredito que a alegria nos faz viver mais. Também acho que cumpri minha missão. Sou feliz por tudo que vivi e por tudo que Deus me deu até aqui. Mas deixo que claro que ainda é cedo para morrer. Quero viver e muito”, reforça.

       Para contribuir com a longevidade, ela relata que as energias também vêm do tradicional guaraná em pó, que costuma beber desde quando era criança. “Meus pais me ensinaram a tomar desde cedo. Ele [guaraná] ajuda a evitar doenças e criei o hábito de sempre ingerir de manhã, bem cedinho”.

      Linda a historia de vida da centenaria B.V.. E se ela chegou aos 100 anos sem receber um beijo, daqui para frente não periga mais…..

 

 

Menino viaja da Bahia a Estiva escondido em caminhão de mamao

Adolescente de 12 anos foi encontrado quando a fome apertou

      Um menino de 12 anos saiu do município de Teixeira de Freitas (BA) e veio parar no Sul de Minas em Estiva, no Sul de Minas, escondido na carroceria de um caminhão que transportava mamão. Foram dois dias de viagem e mais de 1,1 mil quilômetros até a fome apertar e ele descer em um posto de combustíveis. “Ele (caminhoneiro) chegou, aí eu subiem cima. Elefoi abastecer, tombar banho, jantou, aí quando ele tava jantando eu tava arrumando a lona. Depois eu escondi, ele levantou a lona e não me viu”, conta ele.

O percurso foi feito em cerca de quarenta horas. O menino conta que dormiu a maior parte do tempo. Sem água, na hora em que a fome apertava, ele recorria aos mamões. “Eu só comi dois. Se eu comesse mais e ele (caminhoneiro) me pegasse, ele iria contar o mamão e eu teria que pagar, aí eu não tinha dinheiro. Não estava aguentando andar de fome. Eu estava todo duro, com dor na barriga de fome”, conta ele. Segundo o menino, a intenção dele era de chegarem São Paulo, mas o cansaço e principalmente a fome, fizeram com que ele descesse do caminhão.

O garoto só foi descoberto depois que um vigia do posto de combustíveis desconfiou e resolveu chamar a polícia. Desde então, a criança está sob responsabilidade do Conselho Tutelar de Estiva, mas ele fica na casa de uma conselheira. Por trás de um menino comunicativo, alegre, uma realidade triste. Esta não foi a primeira vez que ele fugiu de casa. Na Bahia, ele praticamente morava na rua.

Apesar de satisfeito e com vontade de ficar em Estiva, o menino não ficará no Sul de Minas. O juiz da cidade já determinou que ele retorne e agora o município vai viabilizar esse retorno, que ainda não tem nada definida.

Fonte EPTV

Para refletir….

O Principal  

   Na região do Tibete, conta uma lenda da tradição Sufi, que uma mulher muito pobre vagava pelas montanhas com sua filhinha em busca de alimento, quando ao passar pela porta de uma caverna, ouviu uma voz que lhe disse:

– Entre, aqui estão os maiores tesouros da Terra, mas não se esqueça do principal!

     A mulher, curiosa, entrou com sua filhinha na caverna e se viu diante de um imenso tesouro. Ouviu novamente a voz.

–  Pegue tudo que conseguir carregar. Você tem 30 minutos e depois desse tempo a porta se fechará e nunca mais abrirá. Mas não esqueça do principal.

     A mulher colocou sua filhinha no chão e começou a levar para fora tudo que podia carregar. Ouviu novamente a voz:

  – Seja mais rápida, faltam só três minutos. Leve tudo que puder, mas não se esqueça do principal. A mulher encheu seu avental e saiu da caverna ainda com a porta se fechando. Quando chegou lá fora, nem podia acreditar que tinha conseguido carregar tanta riqueza.

     Ao procurar sua filha, não a encontrou. Ela tinha ficado dentro da caverna. A riqueza durou pouco, mas a tristeza e a dor foram eternas.

     Ela se esqueceu do principal.

APA apreende bezerros por maus tratos…. Agora está fazendo uma vaquinha para alimentá-los

       Na sociedade das abelhas, o Zangão serve apenas para um rapido namorico com a Rainha e logo depois é devorado por ela. Na pecuaria leiteira os machos nem para isso servem. Logo que nascem são sacrificados e viram banquete de urubus ou então são vendidos a preço de banana para servir de recheio de cachorro quente… viram salsicha.

       L.G.A.J.R. 35 anos é um destes carniceiros que vive do abate destes tenros bezerrinhos descartados pelos fazendeiros que priorizam a produção de leite. Ele roda toda a região à procura dos inocentes gabiruzinhos malhados e os leva para o frigorifico.

      Não é uma atividade digamos, muito catolica, mas, vá lá… afinal mais cedo ou mais tarde os chifrudinhos irão virar churrasco, mesmo…. O que não se pode é matá-los à mingua, de fome, de sede e de desconforto. Enquanto não são apresentados ao carrasco no frigorifico, os bichinhos tem direito à comida, agua e transporte digno, pois são seres vivos.

       L.G. no entanto não parece estar nem um pouco preocupado com o bem estar dos bezerros que compra, condenados à morte. Na quarta feira, depois de rodar pelas fazendas da região comprando os malhadinhos para fazer salsicha, ele parou sua caminhonete F.1000 na esquina na rua Vista Alegre e foi encher o pandú num restaurante popular ali em frente. Enquanto isso sua carga animal, mais animal impossivel, 11 bezerrinhos recem-nascidos, todos amarrados pelas patas, ficaram amontoados na carroceria da caminhonete expostos ao sol escaldante da estação, como se fossem ‘bichos para o abate’. Se os filhotes tiveram o azar de ir parar justamente na caminhonete do malvado carniceiro, ele também não teve muita sorte… parou a caminhonete justamente em frente a residencia do diretor da Sociedade Protetora dos Animais de Santa Rita, Rafael Ferrari!!!

       Indignado com os maus tratos impigidos ao bezerros, Rafael chamou os homens da lei e com ajuda de populares e outros membros da sociedade, impediu a saida da caminhonete do local. Os bezerros foram apreendidos pela policia e depositados precariamente à SPA, sendo levados para um curral onde receberão os cuidados necessarios. Dada a conjuntura da situação, no futuro, quando os bezerros se tornarem garrotes, marrucos reprodutores ou virarem churrasco, a justiça poderá autorizar o leilão dos mesmos e reverter a renda para a S.P dos Animais.

        O insensivel dono dos bichinhos contou uma historia para boi dormir. Primeiro disse que era policial, depois disse que os animais estavam em outro caminhão, mas o mesmo quebrou e para terminar explicou que pararam apenas alguns minutos no restaurante antes de seguirem para São Gonçalo do Sapucaí. Não tapou com a peneira, nem o sol e nem os bezerros. Aliás, mais uns minutos amontoados debaixo do sol do meio dia virariam churrasco… Além de ficar sem os bezerros, L.G. vai responder a processo por maus tratos de animais.

       A Sociedade Protetora dos Animais resolveu o problema dos bezerros mas criou um outro ainda maior para si propria. Como alimentar 11 bezerrinhos malhados sem mãe???? Nos primeiros meses de vida eles só ‘comem’ leite. E não é um leite qualquer. É um leite especial, à base de ‘colostro’, aquele que toda mãe produz nos primeiros meses de lactação. Ele é produzido comercialmente e vendido na Coper Rita mas custa um preço também ‘especial’. Um pacote que dá para alimentar o time de bezerros por dois dias custa R$34 reais!!!

       A SPA salvou os filhotes de morrer à mingua e de insolação, agora precisa da ajuda do internauta para salvá-los da inanição. Por isso está fazendo uma vaquinha para alimentar os bezerros.

       Faça sua parte. Doe leite. Ajude a criar o churrasquinho de amanhã… sem toxina.

Retrato da educação no Brasil

      Terminou outro dia a greve – recorde – de 112 dias dos professores de Minas. Aliás, terminou como todas as outras nos anos anteriores; com os professores com uma mão na frente e outra atrás. Enquanto isso, os estudantes brasileiros se formam, recebem seus canudos e ingressam  na faculdade ou no mercado de trabalho escrevendo assim:

        A placa está ali a quinhentos metros da cidade de Santa Rita, saída para Pouso Alegre, na descida do bairro Serrinha, acima da ‘vivenda’ do “Psicoteca” – Aliás, ‘psicoteca’ é corruptela de ‘psicotécnica’, resultado da cultura ou incultura do Sr. Sebastião ao pronunciar tal palavra – há cinco anos, desde a conclusão das obras de recapeamento e ampliação da BR 459.

      O erro não é somente gráfico, mas também fonético, afinal cachoeiiiiiiiira soa bem diferente de cachoiêêêêêêêêra….

      De quem é a culpa?

      Do funcionário do DENIT/DER que mandou pintar a placa? Ou do ‘profissional’ que pintou a dita cuja? De ambos. E acrescento ainda mais dois culpados. O cidadão cachoeirense e a escola.

      O funcionário do DENIT ou encarregado da obra deveria escrever no papel os dizeres a serem pintados e conferir a ‘obra’ depois de pronta. O ‘artista’ que pegou no pincel, se não sabia escrever, deveria consultar quem sabe antes de ‘pintar o sete’.

      Tudo bem, não dá para esperar muito destes dois; um é empregado do governo e fiscalizando ou não a qualidade da obra, vai receber seu polpudo salário no fim do mês – Aliás, obra do DENIT… Põe polpudo nisso!!! O outro, tanto faz; cachoeira, cachoiera ou cachorreira … o que importa é que o dimdim ‘escorra’ para seu bolso.

     Mas e o cidadão cachoeirense??? Por ali passam diariamente centenas de cachoeirenses todos os dias… será que não sentem nem mesmo um arranhão no orgulho ao verem o nome de sua cidade escrito de forma errada? Ou será que nunca repararam?

      Bem, se o cidadão ‘cachoierense’ não se importa em ver o nome de sua cidade deturpado, se o funcionário do DENIT não se importa em ver a competência do seu trabalho atestada e se o pintor de placas não se importa em pintar publicamente sua ignorância, desculpem-me. Deixem a placa lá. Serve ao menos para alguns motoristas mais atentos se distrair na viagem, pintando comentários pejorativos sobre os três. Enquanto isso, os governos deixam seus estudantes meses sem aula por causa de cento e poucos reais e se justificam dizendo que estão cumprindo a lei… Mais correto seria se tivessem pintado; “Cachorrada” dos polit….”, bem, deixa prá lá…

      Não se surpreendam se na próxima placa escreverem “Cachorreira” de Minas….

As 10 regras do Futebol de Rua… onde nascem os craques!!!

1. A BOLA
A bola pode ser qualquer coisa remotamente esférica. Até uma bola de futebol serve. No desespero, usa-se qualquer coisa que role, como uma pedra, uma lata vazia ou a lancheira do irmão menor.

2. O GOL
O gol pode ser feito com o que estiver à mão: tijolos, paralelepípedos, camisas emboladas, chinelos, os livros da escola.

3. O CAMPO
O campo pode ser só até o fio da calçada, calçada e rua, rua e a calçada do outro lado e, nos grandes clássicos, o quarteirão inteiro.

4. DURAÇÃO DO JOGO
O jogo normalmente vira em 5 e termina em 10, pode durar até a mãe do dono da bola chamar ou escurecer. Nos jogos noturnos, até alguém da vizinhança ameaçar chamar a polícia.

5. FORMAÇÃO DOS TIMES
Varia de 3 a 70 jogadores de cada lado. Ruim vai para o gol. Perneta joga na ponta, esquerda ou a direita, dependendo da perna que faltar. De óculos é meia-armador, para evitar os choques. Gordo é beque.

6. O JUIZ
Não tem juiz.

7. AS INTERRUPÇÕES
No futebol de rua, a partida só pode ser paralisada em 3 eventualidades:
a) Se a bola cair no quintal da vizinha chata. Neste caso os jogadores devem esperar 10 minutos pela devolução voluntária da bola. Se isso não ocorrer, os jogadores devem designar voluntários para bater na porta da casa e solicitar a devolução, primeiro com bons modos e depois com ameaças de depredação.
b) Quando passar na rua qualquer garota gostosa.
c) Quando passarem veículos pesados. De ônibus para cima. Bicicletas e Fusquinhas podem ser chutados junto com a bola e, se entrar, é Gol.

8. AS SUBSTITUIÇÕES
São permitidas substituições nos casos de:
a) Um jogador ser carregado para casa pela orelha para fazer lição.
b) Jogador que arrancou o tampão do dedão do pé. Porém, nestes casos, o mesmo acaba voltando a partida após utilizar aquela aguá santa da torneira do quintal de alguém.
c) Em caso de atropelamento.

9. AS PENALIDADES
A única falta prevista nas regras do futebol de rua é atirar o adversário dentro do bueiro.

10. A JUSTIÇA ESPORTIVA
Os casos de litígio serão resolvidos na porrada, prevalece os mais fortes ou quem pegar uma pedra antes, rsrsrsrsrsrsrsrs

QUEM NÃO JOGOU, PERDEU UM DOS MELHORES MOMENTOS DA VIDA

Quem quer adotar o Nino…?

   Oi, eu sou o NINO… Sou um ‘Viradalmata’

       Quando eu era bebê cai num bueiro e perdi minha mãe.

       Fui resgatado pelo ‘Bem Estar Animal’ e adotado por um rapaz bem intencionado, mas ele não entendia muito de cães. Como cresci e fiquei deste tamanhão, precisei de mais espaço e comecei fazer ‘artes’. Aí ele estressou e me devolveu ao canil.

      Eu gosto de liberdade, por isso andei arranhando a grade para sair e acabei machucando a pata. Estou me cuidando e já estou quase bom.

      Agora tenho um ano e quero uma casa com mais espaço para morar.

      Sou dócil, bonito e valente.

 

 

 

 

 

 

     Me leva para sua casa….???

Professor da ETE é picado por jararaca

      O professor de filosofia da ETE, Hilário Coutinho, foi picado por uma cobra venenosa, provavelmente uma jararaca, ao pé da noite de sábado. Ele voltava de uma visita familiar, para seu sitio no bairro dos Coutinhos, em Congonhal, quando, no momento de engrenar a motocicleta,  sentiu a picada na perna esquerda, abaixo da panturrilha. A principio pensou que talvez tivesse esbarrado no pedal da moto ou num graveto, mas a dor tornou-se tão intensa que o obrigou a parar alguns metros adiante e constatou que a marca das presas deixadas na lateral da canela, eram de cobra. No escuro da noite não era prudente procurar pela malfeitora para identifica-la e facilitar a injeção do antídoto para o veneno, mas, pela hora do fato, tipo do ferimento, altura do bote e pela vasta experiência do professor que cresceu carpindo mandioca e roça de milho, puxando cascavéis para os pés com a enxada, pode-se deduzir que a sua ‘inimiga’ era uma irritadiça jararaca.

       O professor teve muita sorte. Apesar da dor aguda, latejante e da dormência na região atingida e ao longo da perna esquerda, a quantidade do gélido veneno da peçonhenta não foi suficiente para tira-lo de combate. Ele conseguiu chegar ao seu sitio pilotando a moto com o filho imberbe na garupa e meia hora depois foi socorrido no PS  do regional Samuel Libanio onde passou a noite em observação e já retornou às suas atividades. A invisível serpente de pouco mais de meio metro, certamente já havia gasto a maior parte do seu veneno abocanhando algum rato nas imediações, ou então, irritada com o compassado tótótótó da Bross, havia distribuído alguns botes a esmo na inocente motocicleta.

       Ironicamente, na quinta anterior, o professor havia proferido uma palestra conjunta para cerca de 80 pessoas no auditório da ETE, cujo tema discorrido tratava da “Vida depois da Morte”. Ao final, com sutil bom humor o culto professor concluiu sua fala, do ponto de vista filosófico; “… pelas minhas características genética e estatística, devo viver até os 82 anos… se não surgir no meu caminho nenhum acidente…”.  Dois dias depois, o acidente mostrou a cara, quero dizer, as presas….!!!

Tia Silveria e o mini-bug

     Como todo homem que nasce, cresce e amadurece, sempre guardei boas e saudosas lembranças da infância e dos tempos idos. Dentre elas, tem uma que certamente vai acompanhar-me até a despedida quando eu for chamado a prestar contas ao criador. Ao criar a coluna Cotidiano neste Blog, vi a oportunidadee de falar um pouquinho de uma pessoa bela e dadivosa que conheci desde que me percebi gente e que prestou contas há alguns anos, cuja lembrança estará sempre comigo. Ainda posso vê-la na janelada casa amarela, com seu sorriso despretensioso acenando com o braço e dizendo: “Chega pra cá. Vem contar umas mentiras da cidade pra gente…”. Tia Silveria.

     Na minha mais tenra infância morava eu com meus pais e minhas dez irmãs numa casa grande, de pau-a-pique, um metro acima do chão, no local denominado ‘Vargem do Coqueiro’, cerca de quinhentos metros distante da estrada principal do bairro. A casa mais próxima era a da tia Silvéria, a cinqüenta metros da estrada. Caminho inevitável para se chegar ao centro do bairro. Até a casa dela se chegava pela estrada. A partir daí havia apenas um trilho batido. O aceso era somente à pé ou a cavalo. Carro só existia um mesmo no bairro… Logo, ir de minha casa para a dela era ir para a civilização. Da dela para a minha era voltar para o mato.

     Mas não foi este divisor geográfico de sentimentos e comportamentos que isoladamente marcou minha infância, adolescência e maturidade. Se tia Silvéria não tivesse recebido do Pai os dons que recebeu e distribuiu, sua casa seria apenas um caminho por onde passar. O que ficou guardado e merece ser sempre retirado do baú da memória é o que a boa e obesa senhora levava no peito e expressava sempre no seu cotidiano; Alegria, muita alegria. Contagiante alegria e bom humor. Era bom demais chegar à casa de tia Silvéria, vindo do mato ou da civilização. Afastar de lá, o fazíamos com aperto no peito e saudade precoce. E olhe que a casa dela era uma casinha de cangalha, paredes de pau-a-pique pintadas com tabatinga e fogão a lenha, composta de  quatro cômodos de dois metros e meio por dois.

     Quando me mudei para a cidade e ficávamos às vezes  semanas sem nos ver, a efusão com que ela nos recebia era redobrada. Embora houvesse no bairro outros parentes do mesmo grau e afinidade e até minha querida avó, eu somente “chegava” realmente ao bairro depois de visitar tia Silveria. Ela também se mudou pata outra casa perto dali e para se chegar a casa de minha avó Ana, prédio conservado tal como foi construído, existe um atalho que leva direto a ela, bem mais curto, mas eu ia primeiro ver tia Silveria, para depois visitar minha avó.

     Toda vez que ali chegava, nosso dialogo se repetia. Quando eu empurrava a porteira do curral ela aparecia na janela da casa alta e simples como ela e perguntava; “Porque não trouxe o resto da bagaceira?” Sem responder sobre o resto da bagaceira – minha família – eu perguntava como estavam as coisas por ali e ela dava a resposta que carrego e uso até hoje; “ aqui está tudo uma prata preta”. Não sei se existe prata preta. Talvez a prata escura seja mais pura e valiosa e ela usasse o termo para deixar claro que a vida era muito valiosa e à sua volta estava tudo bem. Esta era a sua maneira de dar as boas vindas. Com descontração, alegria e otimismo. Jamais se queixava de qualquer incomodo. E depois do tradicional ‘entra pra dentro’, entre um gole de café, que jamais esfriava na chapa do fogão e umas mordidas no tradicional e delicioso bolo de fubá, em poucos minutos ela me punha a par de tudo que acontecera no bairro na minha ausência. E naturalmente ficava sabendo das novidades que eu levava da ‘praça’.

     O tempo passou e a casa velha amarela que pertencera ao meu tio André foi demolida e outra de alvenaria foi construída em seu lugar. Pouso depois de se casar, seu filho caçula pediu que ela se mudasse e ocupou a casa dela. Voltando a morar na casa em que nascera, com o filho mais velho e sua família, tendo como privados apenas o quarto de dormir e uma cozinha no quintal, tia Silveria mudou muito seu jeito de ser. Tornou-se doentia e amarga. Quando perguntávamos seu estado de saúde e espírito ela respondia sempre; “Não estou boa hoje, não…” E enumerava seus males na mesma intensidade que anos antes jogava alegria pela janela da casa de assoalho alto. Mas a chorumela era passageira. Depois de colocar para fora suas dores e anseios não revelados ela voltava a ser a Silveria dos meus sonhos, cuja presença e convivência queríamos que durasse para sempre. Tia Silveria continuou sendo referencia para mim em minha terrinha amada até o fim de sua caminhada terrena. Em 1996 tive a benção de morar na mesma casa que foi dela, há menos de cinqüenta metros de sua cozinha e pude desfrutar, ao menos nos finais de semanas, de sua alegre companhia. Naquele ano aconteceu um fato inusitado que fez reviver tia Silveria dos meus tempos de criança. No inicio de uma ensolarada tarde de sábado, meus filhos e o amigo Marquinhos estavam aprendendo dirigir um mini- bug cor de rosa em volta da casa, quando tia Silveria chegou e pediu-me para leva-la à casa de tia Rosina,  um quilometro distante dali. Naturalmente me dispus a faze-lo mas antes, de brincadeira, sugeri que ela fosse no carrinho com os meninos. Para minha surpresa, tia Silveria simplesmente empurrou o Diego do assento do passageiro com um porretinho que levava para se apoiar, dizendo; “ Chega pra lá menino…” e sentou-se espremida no único banco do buguinho, ao lado do Marcelo e seguiram estrada afora até a localidade do Mourão Furado. Quem passou pela estrada alegre e poeirenta do bairro dos Coutinhos naquela tarde, com certeza viu uma cena inesquecível; Uma velhinha beirando os 80 anos, espremida entre três garotos de treze e catorze anos num buguinho barulhento cor de rosa, com o vento espatifando o coque dos longos cabelos brancos. Um foto desta cena hoje certamente correria o mundo pelo you tube. Para ilustrar um pouquinho mais a cena, o buguinho era tão minúsculo que eu o havia levado de Silvianópolis para o sitio, montado, no porta malas do meu Escort.

     Assim era tia Silveria. Não fazia graça. Era a graça. Não ria. Fazia-nos rir. Era generosidade, otimismo e alegria em pessoa. Viveu 79 eternas primaveras com Deus e para ele se foi. E a saudade…..