Sua empresa precisa de um Assistente Administrativo?

LUIZ ALFREDO GONÇALVES TEIXEIRA

DADOS PESSOAIS

 

Brasileiro, Casado

Data de nascimento: 02/07/1973

End: Rua José Rosa, nº 346

Bairro: Foch II, Pouso Alegre – MG

Tel: (35) 9138-3761 / 9883-5509

Carteira de Habilitação: Categoria “B

Email: [email protected]

(PNE) Portador de Necessidades Especiais (Deficiente Físico)Não preciso de adaptação

ESCOLARIDADE

 

Ensino médio completo

 

CURSOS

 

  • Informática
  • Curso de Qualificação Auxiliar Administrativo (SENAI / MG)
  • Inglês (básico)

 

EXPERIÊNCIA PROFISSIONAL

 

EMPRESA: SEST/SENAT SERVIÇO NACIONAL DE APRENDIZAGEM TRANSPORTE

CARGO: Assistente Administrativo I

Contato: 3422-7313 (Juliana Campos)

EMPRESA: SERVIÇO NACIONAL DE APRENDIZAGEM / (SENAI/MG)

CARGO: Assistente administrativo

Contato: 3423-7330 (Shirlene)

 

EMPRESA: DEVA VEÍCULOS LTDA

CARGO: Auxiliar de vendas / Vendedor

 

EMPRESA: CASAS BAHIA COMERCIAL LTDA

CARGO: Vendedor

 

OBJETIVO

 

Coloco-me a disposição para uma entrevista pessoal, onde poderei expor minhas habilidades, ideias e objetivos, podendo ser integrada dentro desta empresa, contribuindo para seu crescimento e desenvolvimento interno e externo.

Desde já agradeço.

Para refletir no fim de semana…

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     “Conta-se que seis homens ficaram presos numa caverna por causa de uma avalanche de neve. Teriam que esperar até o amanhecer para receber socorro. Cada um deles trazia um pouco de lenha e havia uma pequena fogueira ao redor da qual eles se aqueciam. Eles sabiam que se o fogo apagasse todos morreriam de frio antes que o dia clareasse.

     Chegou a hora de cada um colocar sua lenha na fogueira. Era a unica maneira de poderem sobreviver.

     O primeiro homem era racista. Ele olhou demoradamente para os outros cinco e descobriu que um deles tinha pele escura. Então raciocinou consigo mesmo:

– Aquele negro! Jamais darei minha lenha para aquecer um negro! –

E guardou-a protegendo-a dos olhares dos demais.

    O segundo homem era um rico avarento. Estava ali porque esperava receber os juros de uma divida. Olhou ao seu redor e viu um homem da montanha que trazia sua pobreza no aspecto rude do semblante e nas roupas velhas e remendadas. Ele calculava o valor de sua lenha e, enquanto sonhava com seu lucro, pensou:

– Eu dar minha lenha para aquecer um preguiçoso? Nem pensar!

     O terceiro homem era um negro. Seus olhos faiscavam de ressentimento. Não havia em seus olhos qualquer sinal de perdão ou de resignação que o sofrimento ensina. Seu pensamento era mais pratico;

– É bem provável que eu precise desta lenha para me defender. Além disso, eu jamais daria minha lenha para salvar aqueles que me oprimem! – E guardou sua lenha com cuidado.

     O quarto homem era um pobre da montanha. Ele conhecia mais do que os outros os caminhos, os perigos e os segredos da neve. Este pensou:

– Esta nevasca pode durar dias! Vou guardar minha lenha.

     O quinto homem parecei alheio a tudo. Era um sonhador. Olhava  fixamente para as brasas. Nem lhe passava pela cabeça oferecer a lenha que carregava. Ele estava preocupado demais com suas próprias visões – ou alucinações!? – pra pensar em ser útil.

    O ultimo homem trazia nos vincos da testa a nas palmas calosas das mãos os sinais de uma vida de trabalho. Seu raciocínio era curto e rápido:

– Esta lenha é minha. Custou o meu trabalho. Não darei a ninguém nem o menor dos gravetos!

     Com este pensamentos os seis homens permaneceram imóveis. A ultima brasa da fogueira se cobriu de cinzas e finalmente apagou!

     No alvorecer do dia, quando os homens do socorro chegaram à caverna encontraram seis cadáveres congelados. Cada qual segurando um feixe de lenha!

     Olhando para aquele triste quadro o chefe da equipe de socorro disse:

 – O frio que os matou não foi o frio de fora… Foi o frio de dentro!

 

     Não deixe que a friagem que vem de dentro mate você!

     Abra seu coração e ajude a aquecer aqueles que o rodeiam…

     Não permita que as brasa da esperança se apague e nem que a fogueira do otimismo vire cinzas.

     Contribua com seus gravetos de amor e aumente a chama da vida onde quer que você esteja.

     E não nos cansemos de fazer o bem… Porque a seu tempo, ceifaremos, se não desfalecermos.”

 

Tenham todos um caloroso final de semana!

 

Cavucada ‘forever’ está “soprando velinhas”…

Alexandre Cavucada na porta de sua casa no Belo Horizonte hoje de manhã...

Alexandre Cavucada na porta de sua casa no Belo Horizonte hoje de manhã…

Alexandre Reis Assunção, o nosso ‘forever’ CAVUCADA, está soprando velinhas nesta quarta, 28. Desde que ele se conhece por gente as pessoas o chamam assim… E recebem um caloroso sorriso e ao menos um centavo de prosa!

Assim é o palmeirense Cavucada que só tem uma tristeza na vida… Quando vê uma maldade!

Alexandre Reis Assunção chega ao 45 anos de vida biológica mas o alegre e eterno Cavucada continua na tenra e inocente infância… na casa dos 9 ou 10 anos de idade psicologica! Não faz mal a ninguém. Pelo contrario, faz bem! Receber um “Oi fulano” e um aceno dele na rua com sua inseparável camisa do Palmeiras nos faz lembrar que existe pessoas simples, puras, despidas de formalidades, que se lembram de nós!

Ao contrario do quadragésimo quarto aniversario que coincidiu com um dia frio e chuvoso em 2013, o quadragésimo quinto está acontecendo num dia claro de sol. Pena que o nosso amigo Alexandre nem saiba que está fazendo aniversario. Ele estava sozinho em casa e quando perguntei quantos anos estava completando, ele respondeu de chofre… 50! E fez questão de posar comigo para o ‘selfie’…

Cavucada não sido mais visto pelas ruas da cidade como de habito. Estaria ele ficando velho? Estaria doente? Ou apenas mais caseiro!

– Não tenho te visto mais pela cidade, Cavú…! Voce não tem saído de casa?

– É o frio, né Chips… Agora eu fico em casa!… De noite eu faço bagunça com a criançada aqui na rua…

Parabens Cavucada… Que Deus o conserve assim, alegre como os ‘lírios do campo’ que não tecem nem fiam, espalhando alegria e pureza!

 

Leia mais sobre o ‘nosso’ eterno Cavucada aqui no blog…

Átila, o ‘gigante bocó’ e o festival de foguetes

CACHORROS & CACHORRADAS

Os Pais de Atila, Nick e Bob

Os Pais de Atila, Nick e Bob

Era o filho mais velho de uma ‘ninhada’ de três. Foi o ultimo a deixar o útero materno! O pai era um legitimo Pointer Inglês malhado cara de pidoncho. A mãe era uma gigantesca São Bernardo tricolor babona. E ele, para não deixar nenhum enciumado, nasceu com pelagem e cor do pai Bob e o porte gigantesco e dócil da mãe babona, Nick! Com quarenta e cinco dias já pesava dez quilos! Dormia na garagem com outros seis, sete ou até mais de dez da sua espécie. Logo depois da adolescência se tornou o rei do ‘quintalzinho’ de seis mil metros quadrados da Fazenda Nosso Paraizzo. O pai Bob era o primeiro que murchava a orelha para ele. Até mesmo o garboso pastor Belga Jack e o atlético Dog Alemão Rock Boy tinham que bater continência p’ra ele e pedir licença para circular pelo seu território! O Fila Tigrão, mais novo e ligeiramente menor, não falava um ‘au’ na sua presença.

Atila, com cerca de  quarenta e cinco dias, e dez quilos.

Atila, com cerca de quarenta e cinco dias, e dez quilos.

 

Mas não era somente a desenvoltura, o porte gigantesco, a voz ensurdecedora que lhe chamava a atenção! Na intimidade do lar sua docilidade era impar. Tatiana que fez seu parto fazia o que queria com ele. Desde monta-lo até fazê-lo rolar no chão. Quando era necessário dar-lhe algum medicamento ou vitamina, ela abria sua bocarra e enfiava as capsulas lá no fundo da sua garganta com seu meigo bracinho branco roçando as fileiras de dentes alvos! Certa vez Atila pulou um alambrado de um metro e meio para ir caçar lebres e lagartos no brejo próximo e acabou cortando o bilau… Eu e a Tatiana o seguramos na maca e a Cris fez a sutura no pênis do gigante… sem anestesia. Era dócil demais…!

Porém como tudo nesta vida muda, nós também mudamos… de casa. Fomos morar no velho e assombrado casarão construído em 1936 pelo ‘bisa’ da Tatiana, Sanico Telles, há poucos metros do Inatel. Apesar de a casa ser imensa e um quintal também, não foi possível levar todos os cães. Só foram os ‘xodós’ Atila, o Tigrão e a Dominique. Ainda assim eles só podiam ficar na parte dos fundos do quintal. Acostumados com tanto espaço na fazenda, logo começaram ficar estressados. De vez em quando Atila e Tigrão se estranhavam e se pegavam! Era uma luta de gigantes. Literalmente. Invariavelmente Tigrão afinava e se deixava ficar estendido num canto qualquer esperando o perigo passar e Atila em cima dele. Seus rugidos eram ouvidos lá na Rua do Queima. Parecia um leão lutando e matando um búfalo com a imensa bocarra no pescoço do Tigrão. E eu pensando;

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Momento de Atila tranquilo com Tigrão em seu canto

– Meu Deus, hoje o Tigrão não escapa! Vai ser impossível costurar o seu pescoço!

Eu ralhava, batia com chicote, cabo de vassoura, jogava baldes de agua fria, jogava com a mangueira e nada…! Atila só largava o pescoço e saia de cima do Tigrão quando ele amolecia o corpo parecendo morto ou quando o stress finalmente passava. E eu pensando;

– Deixe ver se ainda dá para salvar o pobre coitado!

E aí constatava o inacreditável! Não havia sequer um arranhão no corpo e nem mesmo no pescoço do Tigrão, apenas baba, muita baba do Atila! Ele não feria nem mesmo o macho na hora da luta!

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Um dos milhares momentos de Tatiana amassando o gigante

No começo de 2012 mudamos para Pouso Alegre. Casa pequena, quintal pequeno, mas era mais fácil a Tatiana separar-se de mim do que do gigante Atila! Mas eu não ligava. Aliás, há muito eu havia me juntado ao inimigo… Eu não podia com ele, mesmo! Afinal tinhas suas vantagens… Caminhar com Atila pelas ruas do bairro Fatima – bairro mor em caminhadas – era uma festa. Era algo para se levantar o astral. Quem estivesse ao seu lado se tornava alvo das atenções. Era impossível as pessoas passarem por nós sem se manifestar. Os homens viravam o pescoço de longe e nada diziam, mas não deixavam, de olhar. O jeitão do gigante bocó realmente chamava a atenção. As mulheres inevitavelmente paravam para conversar, admiradas! Às vezes não era apenas com o cachorro, mas ele era o pretexto…! Certa vez uma loira me perguntou se eu podia dar-lhe o telefone… Do cão, claro!

– Nossa… Como ele é bonito!-… imenso! Quanto ele pesa?

– Oitenta e pouco…

– Que raça é essa?

– O pai é perdigueiro, a mãe é São Bernardo!

– Perdigueiro?

– É. É o Pointer inglês…

– Como é mesmo a raça São Bernardo…?

-… É aquele grandão peludo, que leva um corote no pescoço!

Atila e sua parceira Lobinha, uma cão-do-mato

Atila e sua parceira Lobinha, uma cão-do-mato

– Ah, o Bethovem…?

– Isso mesmo!

– Que idade ele tem…?

– Está com 7 anos…

– Nossa, mas ele parece tão cansado… O bigode já está branco…

-… É que cães desse porte vivem pouco… Por volta de nove anos somente!

– Ele é bravo?

– Só no quintal…

Atila e a pequena Domenick

Atila e a pequena Domenick

Quando alguma criança fazia cara de medo, eu pegava nas bochechas do Atila, fazia uns cafunés e chacoalhava pra lá e pra cá para mostrar que ele era bonzinho! Numa caminhadas de três ou quatro quilômetros, a ida não era fácil! Tinha que fazer força para segurar o gigante malhado querendo cheirar tudo, marcar território, encarar outros cães na grade das casas! A volta era moleza. Podia até soltar a guia que ele vinha caminhando lentamente, lado a lado, arfante, com a língua de fora, dando um banho de baba na rua… Se eu apertasse o passo ele ficaria pra trás. Também, quase noventa quilos…!

Como fora criado na fazenda adorava espaço. Não podia ver o portão da garagem aberto que logo saia pra rua, mijando aqui e acola, marcando território como todo cão. E tinha um serio defeito: Era desobediente! Se falássemos com ele de perto ele murchava a orelha e voltava de medo, balançando a cabeça com a boca aberta como quem diz;

– Eu só ia dar uma voltinha…! – Mas se falássemos um pouco mais de longe ele se fingia de surdo! Levantava a cabeça e saia num galope, que nem moleque, fazendo balançar o passeio do vizinho com seus oitenta quilos de pintas pretas e brancas! Lá ia eu pelo bairro correndo atrás com uma guia na mão! Um dia eu o perdi de vista e desisti de procura-lo. Fiquei sentado no portão esperando… Meia hora mais tarde ele surgiu arfante na esquina e voltou pra casa. Aos poucos fomos acostumando a deixar que ele desse um volta sozinho no quarteirão. Quinze ou vinte minutos depois ele estava arranhando o portão da garagem. Entrava, bebia alguns litros d’agua e se estirava numa sombra qualquer pra cochilar. O único perigo era matar alguém ao virar numa esquina… De susto.

Como todo cão, Atila tinha os ouvidos supersensíveis. Podia estar no fundo do quintal que latia e corria para o portão da frente se chegasse alguém estranho. Se isso é bom nos cães, tem também o lado ruim, naturalmente… Os cães tem pavor de foguetes, tiros e trovões! Quando ele ouvia estalos de foguetes corria desesperado em volta da casa procurando um buraco para esconder. Se achasse alguma porta aberta se enfiava murcho, cabeça colada ao chão dentro de casa. Se persistissem os estrondos era capaz de se enfiar no quarto até em cima da cama onde ficava tremendo igual vara verde! Quando estava naquele estado era quase impossível tirá-lo de dent

Cachorro

O esconderijo de um cão desesperado

ro de casa. Ordenar que saísse era o mesmo que falar com um poste. Eu torcia para ele se deitar num tapete… Assim facilitava sua retirada puxando seu tapete! Certa noite em meados daquele ano, ao ouvir um foguetório qualquer ele correu desesperado em volta da casa procurando um esconderijo, como de habito, até que sossegou. Na manhã seguinte nós o encontramos ainda ressabiado dentro da churrasqueira!
Alguém se lembra qual time ganhou a Copa do Brasil de 2012? Eu lembro. Em 2042 ainda lembrarei daquela quarta feira de julho! Quando eu cheguei da minha pelada, tão logo abri a garagem com o controle, Atila saiu para dar uma volta. Deixei que ele fosse, até porque eu não conseguira mesmo alcança-lo. Depois de tomar meu banho, abri uma loira gelada e fui lá fora abrir o portão… Mas Atila não estava lá como de costume. Fui até a esquina esperando ver o gigante malhado surgir lentamente com a língua de fora, mas… Nada. Comecei ficar preocupado. Voltei pra casa peguei o carro e sai à sua procura! Revirei o bairro…  Nem sombra do gigante Atila. Comecei ficar realmente preocupado, pois àquela altura eu já ouvira alguns foguetes que precediam a final da Copa do Brasil. Se ele estivesse por perto, ele voltaria desesperado para casa. Mas se estivesse longe, ficaria desesperado, poderia desguaritar…! Quando a Tatiana chegou da academia contei o fato e saímos em dois carros, cada um para um lado – o foguetório aumentando! Rodamos o bairro e adjacências até perto da meia noite e não vimos mais nosso xodó malhado, nosso ‘gigante bocó’ como carinhosamente o chamávamos! Falamos com vizinhos, ligamos para o ‘passiento’ de cachorro que o conhecia, para os vigilantes noturnos do bairro, deixamos todos em alerta para avisar se o vissem! Aquela noite em que o Palmeiras ganhou a Copa do Brasil de futebol será inesquecível… Não que eu seja palmeirense, não pelo titulo do Verdão, mas pelo foguetório que afugentara nosso ‘filho’ Atila! Imaginávamos mil coisas!

Atila dentro de casa assustado

Atila dentro de casa assustado

– Talvez ele tenha se escondido nalgum lote vago ao ouvir os foguetes – dizia eu tentando animar a Tatiana.

– Vai ver ele se assustou se perdeu a direção de casa. Deve estar andando pelo centro da cidade… Se ele não voltar a gente anuncia no Blog, no face… Ele não vai passar despercebido. – eu tentava acreditar.

– Alguem deve tê-lo raptado – dizia a Rayanne.

– É. Muita gente gostaria de tê-lo. Lembra que uma pessoa queria compra-lo?

– Lembro. O moço ofereceu três mil por ele…!

– Muitas pessoas já nos viram com ele, sabe quem somos… Não teriam coragem de ficar ele. Lembra que já devolveram a Dominique três vezes? – Se ele for arranhar o portão de uma casa por engano e o dono da casa não morrer de susto ao vê-lo passar por entre suas pernas e correr para dentro de casa para se esconder, fatalmente vai notar nosso telefone na coleira e vai ligar…! – Eu não queria acreditar que tínhamos perdido nosso ‘gigante bocó’. Quem iria notar minha presença caminhando pelo bairro sem ele?

Quando o telefone tocou às seis e meia da manha daquela quinta feira, Tatiana foi pegar o aparelho, a base dele, um ursinho de pelúcia e meia dúzia de bibelôs que estavam sobre o criado mudo, todos no chão! Tínhamos absoluta certeza que o telefonema àquela hora da manhã trazia informações sobre o nosso Atila. Só não sabíamos quais eram! Mas precisei de apenas alguns segundos para saber. Sem ter que perguntar … Bastou escutar o silencio da Tatiana e olhar para seu rosto mudando de cor e banhando em lagrimas sentada sobre a cama, o aparelho escorregando pela mão…! A voz fúnebre do outro lado do aparelho era do “passiento” de cachorro. Às perguntas atropeladas de Tatiana do tipo.

– Achou ele? Ele está bem? Onde ele está:

Ele respondera apenas…

– Acho que é ele… Na rodovia…

Olhando para o vazio Tatiana disse-me com a voz sumindo, vendo há quilômetros dali o gigante bocó correndo à galope atrás do seu carro, em meio a uma matilha de viralatas, pelo gramado verde e aparado do jardim da Fazenda Nosso Paraizzo, quando ela passava pelo portão eletrônico…

-… Na saída do Pontilhão do Baronesa, sentido Congonhal!

Em menos de dois minutos eu estava no local. Antes de vê-lo tinha certeza que era ele e era mesmo! Atila estava lá. Frio, inerte, silencioso, sem baba e sem aquele seu sorriso molecão! Não poderia ter o sorriso na cara, pois não tinha cara…! Não tinha cabeça! Não tinha nem a coleira! Do pescoço para trás estava intacto, sem um arranhão! Do pescoço para frente havia apenas uma mancha de sangue e de sebo espalhados na pista… Parte certamente seguira viagem entre as rodas da carreta que o atropelara. Ainda bem que fora uma carreta, pois se fosse um carro de passeio não seria apenas Atila que teria morrido ali naquela barulhenta e abafada madrugada! A única coisa a fazer era arrastar os quase oitenta quilos para o acostamento da via… Para evitar futuros acidentes! Tudo por causa dos foguetes…

Daqui a duas semanas começa a polemica “Cup FIFA of world” no continente chamado Brasil, num tapete ainda bagunçado que custou cerca de vinte e oito bilhões de reais!

atila (11)Milhões de brasileiros vão comemorar as vitorias do Brasil…

Milhões de brasileiros vão comemorar as derrotas do Brasil…

Milhões de brasileiros vão comemorar as derrotas da Argentina!

Milhões de foguetes explodirão no espaço…

Milhões de cachorros ‘xodós’ de crianças e adultos procurarão desesperados um esconderijo…!

Quantos Átilas desguaritarão…!!!

 

 

Minutos de Sabedoria…

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Guardar magoa é como ficar dormindo na esquina esperando ser acordado pelos ruídos do inimigo que vai passar, para o acerto de contas.

Mas ele nem sabe que você está ali… Vai passar tão silencioso que você continuará dormindo!

E quando você acordar, o inimigo já estará a quilômetros de distancia! E você continuará parado na esquina…!

 

Tenham todos uma iluminada semana…!

Atropelamento fatal no Fatima I

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Se você mora no Fatima I e ficou temporariamente sem energia elétrica nesta tarde, não se apavore! As chuvas que não caíram nos últimos meses – e não cairão nos próximos! – nas escarpas da Mantiqueira já causaram a maior seca da historia do Lago de Furnas, mas ainda não afetaram o fornecimento de energia elétrica no Sul de Minas! A culpa do ‘apagão’ repentino foi de um velho poste e de um jovem motorista que passava pelo bairro!

O acidente aconteceu por volta de duas e meia tarde desta segunda feira de céu azul de outono… Ao fazer a curva logo após o Ciem de Fatima, o Ford Fusion prata foi direto ao poste que margeia a via. O choque foi seco e duro… O velho poste já com o concreto carcomido pelo tempo não resistiu e deitou mortalmente ferido sobre a rua levando com ele alguns galhos da arvore vizinha… Por pouco teria esmagado o jovem motorista!

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As causas do acidente ainda não foram apuradas. Os policiais que estiveram no local para registrar o sinistro e administrar o pouco transito, acreditam em três hipóteses: imprudência do jovem motorista que talvez estivesse dirigindo em velocidade incompatível com a via – mais propriamente com a curva; imperícia do mesmo motorista, que, embora em velocidade compatível tenha se distraído e esquecido de virar o volante; ou imprudência do próprio poste que, devida a avançada idade, tentou atravessar a rua sem olhar para os lados! Ah, não se pode descartar uma falha mecânica do Fusion prata, uma vez que nenhuma peça de veiculo, mesmo as de carrões de R$ 88 mil, é eterna!

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Bem, entre mortos e feridos salvaram-se – quase – todos! Parece que o prejuízo maior foi da velha arvore da pracinha, que perdeu alguns dos seus galhos. – Mas isso não vai “dar galho” para o motorista!

Apesar da interdição inesperada da via para o transito, este blogueiro conseguiu chegar à tempo ao consultório do doutor Enilson, seu dentista!

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A empreiteira da Cemig chegou rapidamente ao local do sinistro e ja está restabelecendo a substituição do defunto, quero dizer… do velho poste!

 

Leia daqui a pouco:  “Policia sacode Silvianópolis”

 

 

 

Minutos de Sabedoria…

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“Não acumule desejos de vingança, detritos do mal em seu coração.

Jogue-os fora, revelando e esquecendo o que lhe fizeram de mal em palavras, atos e maledicências, calunias e injustiças!

Uma única pessoa lucrará com o seu perdão: você mesmo, que libertará seu coração do peso da magoa e do ódio.

Seja inteligente: perdoe e esqueça, para ser feliz!”

 

Tenham todos uma iluminada semana…!

Caldos da Festa N.S. de Fatima

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Desta vez não pude saborear ‘in loco’ as delicias das barracas da tradicional Festa de N.S. de Fatima… Mas o famoso caldinho de feijão, levei pra casa… Uma delicia! Caldo forte, encorpado, bem temperado, cheiro verde e torresminho bem sequinho com gosto de bacon… Bom demais! Melhor que isso só mesmo o atendimento sorridente das voluntarias Angela, Celeste, Regina, Candinha, Inês e Carla na barraca de Caldo de Feijão do Jairo!

A festa vai até o dia 13…

Um celular para o Scoobi…

Scoobi sempre bem acompanhado...

Scoobi sempre bem acompanhado…

“O relacionamento humano encerra mistérios muitas vezes incompreensíveis. Podemos encontrar em nosso caminho, em nosso dia-a-dia, por anos a fio, pessoas profícuas com as quais mal trocamos um bom dia, quiçá sabemos seu nome, o que faz e muito menos a data do seu aniversario. Outras vezes conhecemos pessoas que nada somam de pratico ou material em nosso cotidiano, mas que pela simples maneira espontânea de ser, sem que percebamos, passam a fazer parte de nossas vidas. São como “… os lírios do campo…”, sem nenhuma relação de parentesco, de trabalho ou afinidade, mas sentimos bem e nos alegramos com sua presença. Talvez seja pelo fato de elas não nos pedirem nada em troca de sua presença, de sua alegria e espontaneidade – e de pequenos favores – que as torna tão especiais. Achamos que elas são carentes e dependentes, mas na verdade nós é que dependemos delas para desfazer nossas tensões cotidianas e acabamos usando-as para troças e brincadeiras, as quais elas assimilam e retribuem de bom grado, sem maldade.

Carlos Augusto da Costa, o Scooby, é uma destas figuras que costumamos rotular de folclóricas, portadoras desta despretensiosa magia que relaxa, colore e alegra nossa vida.

Conheci Scooby na oficina do Teobaldo – pai – na rua do Rosário no final da década de 80. Ele era ainda adolescente, mas tinha o mesmo porte físico e jeitão de intelectual misterioso de hoje. Até a voz grave. Só o cabelo mudou de cor e a barba apareceu. Já era alvo de brincadeiras das quais ingenuamente participava serio ou sorrindo se fosse o caso.

Na delegacia de Policia, onde costuma passar horas a fio, não tem quem não conheça Scooby e não tenha uma palavra afetuosa e correspondida. Ele chega de mansinho e espera por alguns segundos o cumprimento. Se o ignoram, ele puxa prosa:

– Oi Batista, tudo bom?

Só para no corredor, na porta ou entra nos gabinetes e estica prosa, se lhe dão atenção. Senão segue em frente… Responde sempre de acordo com a pergunta.

– Tá de plantão hoje, Scooby?

– Tô. Vou até amanhã cedo…

– Tá de folga hoje, Scooby?

– Tô. Saí hoje de manhã…

– Ué, Scooby, não tenho te visto! Por onde tem andado?

– Eu tô de férias. O doutor João, o regional, me deu férias até o fim do mês…

Muitas vezes encorajado por colegas, em situações que não oferecem nenhum risco naturalmente, Scooby age como se policial fosse e suas ordens são regiamente acatadas por delinquentes que não ousam desobedecê-lo. Até mesmo a linguagem – inadequada na verdade – usada por alguns policiais em certos momentos de stress, Scooby repete como se fosse um dos mais temidos policiais e impõe seu pseudo respeito.

– Scooby, dá uma dura naquele folgado lá no fim do corredor!!!

Ele vai até lá, para na frente, faz cara feia – e precisa ? – e sai com esta;

– Escuta aqui seu folgado! Fica quieto aí, senão vai ser pior, hein… Vou mandar os tiras te quebrar no pau e te fechar no corró…!

… E o sujeito que não conhece Scooby, pensando que se trata de um policial veterano, baixa a cabeça e fica pianinho…

Esta singela homenagem ao amigo Scooby, publiquei no falecido FOLHA em 2004 quando ele completou 34 anos. Na ocasião Seus “colegas de trabalho” fizeram uma vaquinha e lhe deram um belo presente de aniversario. Porém, não tão belo quanto o que Scooby nos dá com sua presença. Desde então, sempre que encontro Scooby – e basta ir à delegacia ou em qualquer lugar da cidade, pois Scooby é onipresente! – ele fala da matéria;

– Hei Chips, ta chegando meu aniversario de novo. Vai ter festa? Eu vou sair no jornal?

Vai, vai sim, Scooby, você já está no jornal e agora também no Blog do Airton Chips”.

A pergunta de sempre foi repetida novamente nesta segunda,14, na DP. Scoobi, com o sorriso de sempre, avisou que o seu aniversario estava chegando e queria saber se iria aparecer no jornal. No jornal eu não prometi, mas no blog eu garanti! E aproveitei para perguntar o que ele queria ganhar de presente;

– Eu quero um celular, Chips…!

Ano retrasado Scoobi posou para a foto de aniversario ao lado do delegado regional Flavio Destro. Ano passado ele preferiu o abraço da delegada de mulheres, Lucila Vasconcelos. Este ano ele não deixou por menos… Posou para a posteridade abraçado com secretaria do inspetor Balca, Jessica Belli.

– Sua namorada não fica com ciúme de você, Scoobi?

– Eu não tenho namorada.

– Mas por quê, Scoobi?

– Sou muito novo ainda para namorar! – respondeu ele convicto.

Mentalmente deve ser mesmo. Mas biologicamente ele completa 44 anos de simplicidade e alegria nesta quarta,16. “Se haverá festa não sei, mas presente haverá ao menos um: o próprio”!

Deus te abençoe e te conserve, Carlos Augusto “Scooby” da Costa, nosso “lírio do campo”!

Ah, não esqueçam o celular do ‘garoto’…!

 

“Minutos de Sabedoria”…

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“Se você não sabe perdoar sem esquecer, é sinal de que não compreendeu ainda a verdade e o caminho a seguir.

Procure perdoar e esquecer as magoas e ofensas, as intrigas e calunias.

Mantenha-se em tal atitude que nenhuma calunia o possa atingir.

Perdoe e siga seu caminho.

Quando o caluniador abrir os olhos, você estará tão distante dele, que não poderá mais ouvir sua voz cheia de veneno”.

 

Tenham uma iluminada semana…