A demissão do delegado Geraldo do Amaral Toledo Neto, a bem do serviço publico, foi publicada no Diário Oficial de Minas nesta quarta, 16. O motivo? “Esquentar” documentos de duas motocicletas com motor e chassi adulterados. O crime aconteceu em 2005, quando ele respondia pela Delegacia de Transito de Betim na região metropolitana de BH. Desde então ele vinha sendo investigado pela Corregedoria da Policia Civil.
Mas as escorregadas – e que escorregadas! – do jovem delegado e professor de direito, não pararam nas motos roubadas. Em 2007, mancomunado com meliantes que deveria combater, ele voltou a se envolver em falcatruas e foi indiciado por receptação de veículos roubados e formação de quadrilha. Na ocasião Neto chegou conhecer por dentro uma cela da policia civil na capital. Mas o melhor estava por vir!
Em 2011 a policia civil prendeu uma quadrilha com ramificação nacional, que roubava caminhões e falsificava documentos na região metropolitana de belo Horizonte… Toledo Neto, que já havia sido indiciado por prevaricação no inicio daquele ano, foi indiciado como um dos membros da quadrilha.
Enquanto se via processar, o delegado Toledo Neto continuou na ativa. Foi trabalhar da Delegacia de Mulheres da Capital onde conheceu a adolescente Amanda e passou a viver com ela um conturbado romance. Foi lá que suas escorregadas o levaram de vez para o abismo…!
Ao pé da noite do domingo 14 de abril, Amanda foi deixada no Hospital de Ouro Preto com um tiro na cabeça. Quem a deixou ali agonizante foi o então namorado Toledo Neto. O imbróglio agitou toda a imprensa da capital mineira e os bastidores da policia civil. A prisão do delegado Neto foi questão de horas. Não antes de ele cometer outros desatinos tais como colocar a pistola na cara de uma vendedora de capacetes numa loja do ramo, pois o seu tinha gravado o nome da amada Amanda que morria no hospital. Desde então o delegado foi morar do outro lado das grades, junto com os meliantes que ele deveria combater. A adolescente parou de respirar no dia 04 de junho, sepultando de vez a carreira do jovem e agitado delegado no fundo do poço dos desvarios.
Geraldo Amaral Toledo Neto, 41 anos, filho de tradicional família pousoalegrense, com raízes políticas firmemente fincadas, nasceu e cresceu em berço de ouro. Bonitão, extrovertido, enturmado, boy, ‘bon vivant’ que sempre recebeu o pão na mesa sem se preocupar de onde veio, tinha tudo para se tornar um intrépido defensor da lei como promotor de justiça ou um respeitado magistrado. Tinha…!
Além dos crimes cometidos em razão da nobre função de delegado de policia, Toledo Neto, que agora não é mais policial, ainda responde pela morte da namorada Amanda, baleada na noite daquele domingo no interior do seu carro, com sua própria arma!











