“Pepinha” está de volta…

Pepinha: - A bolsa...

Pepinha: – Aqui está a bolsa da moça… Tá tudo aí dentro!

Ouvi esta frase 2003. Foi o ultimo ato honesto do menino que vi crescer. Ele tinha ainda 9 anos!

Caiu no crespusculo chuvoso desta segunda o jovem Gilvan Pereira Vilela. Ele estava de bobeira nas imediações de sua casa no velho Aterrado quando os homens da lei resolveram abordá-lo e verificar o que ele levava na algibeira. Era pouca coisa. Duas barangas de Cannabis Sativa de Linneu, a popular maconha ou erva marvada, um aparelho celular novinho em folha e dez reais.

– Eu estava indo comprar arroz para o meu padrasto, Chips… O celular era da minha irmã para trocar na loja porque veio com defeito. A erva? Eu ia dar ‘uns tapas’ né, Chips…!? – Contou-me Pepinha sorrindo ao me reconhecer na porta do corró ao pezinho desta manhã!

Depois de posar para fotografia, com um largo – e bonito – sorriso Pepinha acrescentou:

– Não vai ‘zuar’ a gente no jornal não, hein Chips!!!

O que equivale a dizer: “Capricha na minha historia aí, Chips”!!!

Bem, não há muito que contar. Ele só tem 19 anos. Dos 9 aos 17 conheceu todos os conselheiros tutelares do municipio, tomou dezenas de puxões de orelhas do promotor e do juiz da infância e da juventude, conheceu varias clinicas de tratamento e recuperação, passou alguns dias acorrentado pela mãe para não ir p’ra rua usar drogas, até que completou 18 anos. Aí caiu e assinou seu primeiro 157 como gente grande!

Estava eu debruçado sobre um jornal atrás do balcão na recepção da velha delegacia às nove e meia da noite, quando ouvi uma voz tênue de criança dizer:

– Aqui está a bolsa da moça… tá tudo aí dentro!!

Levantei os olhos do jornal e vi sobre o balcão uma bolsa feminina, mas não vi ninguém. Levantei-me lentamente para olhar atrás do balcão de mármore de um metro e vinte de altura, já pensando em assombração! Lá estava o dono da tímida voz… Um garotinho franzino, de camiseta, calça larga cortada pela canela e pés no chão. Era mais baixo que o balcão. Tinha 9 anos e um apeldo que combinava com ele:  Pepinha. Ele tornou a falar:

– Pode olhar moço, ‘tá’ tudo ai dentro…

Sentados no banco de madeira, diariamente lustrados por policiais e meliantes na recepção, ao meu lado, o garotinho trocou em miúdos a historia da bolsa com “tudo aí dentro”. Estavam, ele e outros dois colegas mendigando no semáforo da Vicente Simões, quando uma senhora baixou a janela do carro e pegou a tal bolsa para dar-lhes uma moeda. Um dos amigos – da onça – pegou a bolsa e saiu correndo em direção ao Aterrado. Com medo de ser também acusado do assalto, Pepinha saiu correndo atrás e se enfiaram lá por trás do pátio do Freitas onde a policia não tardou a vasculhar. Pepinha, no entanto era apenas um menino de rua, não um ladrão, por isso tomou a bolsa do colega e foi devolvê-la na delegacia. Quando a PM chegou para entregar-me o B.O. sobre o roubo, uma hora mais tarde, a dona da bolsa ja estava indo embora com o caso resolvido.

Pepinha ou Pepinho, no entanto, não se resolveu. Devolveu a bolsa que o amigo havia surrupiado, mas nunca mais devolveu as que ele próprio surrupiou. Como tinha apenas 09 anos, tornou-se cliente assíduo do Conselho Tutelar. Numa destas audiências de puxões de orelha, em meados de novembro de 2007, aproveitando um pequeno vacilo, o mini-delinquente passou a mãozinha leve e sujinha no celular da conselheira que o atendia e saiu de fininho. Seria apenas mais um furto corriqueiro de celular como dezenas que ocorrem todo dia na cidade. Este, no entanto pertencia à conselheira Poliana Teobaldo. Depois de ter mandado dezenas de meliantes para o xilindró, o detetive Teobaldo não descansaria enquanto não pusesse as mãos no larapio do celular da esposa. O desfecho desta historia sobre a caçada aoa celular da conselheira tutelar, o leitor poderá conhecer no post “Gô e as cinco toneladas de maconha” publicado neste blog no dia 11/11/2011.

A prisão de Pepinha no final da tarde desta segunda com duas barangas de maconha, lhe custaria apenas uma entrevista com Homem da Capa Preta que ele conhece tão bem e – mais – um puxão de orelha. No entanto ele está pedido há quatro meses.

– Eu fui condenado a 4 anos pelo roubo do ano passado. Faz quatro meses que eu saí de albergue e não voltei mais para o Hotel do Juquinha… Agora dancei né, Chips?

Dançou Gilvan “Pepinha” Perera Vilela, dançou… Como vem fazendo desde aquele dia em que devolveu a “bolsa com tudo dentro” na velha delegacia…!

Dupla assalta “carro pagador” no Faisqueira e leva mais de 6 mil reais

Lucas de Paula Moreira: Nós somos inimigos. Deve ser por isso que ele está me acusando...

Lucas de Paula Moreira: Nós somos inimigos. Deve ser por isso que ele está me acusando…

Anderson Rodrigues Julio, o “Bidó”, seguia belo e formoso no seu Chevrolet Astra, no final da tarde de sexta, pela rua Onilia Pedroso de Paiva, no Loteamento Pão de Açúcar, bairro Faisqueira, quando de repente um sujeito mancando atravessou a rua na frente do seu carro. Para não atropelar o coxo, Bidó meteu o pé no freio e parou o carro. Antes que o manquitola atravessasse a rua, um sujeito de cor negra, encostou um trezoitão no seu boné e deu a ordem:

– Perdeu maluco… Passe o malote ou leva bala!

Apavorado e ao mesmo tempo se perguntando como a dupla sabia que ele levava a bufunfa no carro, Bidó respondeu que não tinha malote…

Neste momento o assaltante que portava o trabuco ordenou que ele passasse para o banco do passageiro e o empurrou para entrar no carro. Aproveitando a deixa, Bidó abriu repentinamente a porta do lado do passageiro empurrando o coxo  e saiu correndo abandonando o Astra com R$ 6,1 mil reais. Do local do assalto ele correu até uma construção ali perto, contou o fato a seu irmão Miller que lá trabalhava e chamaram a policia. Meia hora depois a policia militar prendeu Lucas de Paula Moreira e Max Duarte Moreira, cada um em sua casa ali no bairro.

Aos policiais Anderson Julio contou que havia descontado um cheque no valor de R$ 10,8 mil reais e estava indo efetuar o pagamento dos peões em uma obra da empreiteira “Conserv Engenharia” tocada pelo seu pai. Segundo ele, ao levar seu carro, os dois assaltantes levaram R$ 6,1 mil reais já separados para pagamento dos peões. Em sua algibeira ainda ficaram outros R$ 4,8 mil reais que os assaltantes não sabiam que estava com ele.

Ao prender os suspeitos em suas residências, nada de ilícito foi encontrado com eles. Muito menos o Astra roubado! O carro foi encontrado vinte quatro horas depois, abandonado em uma estrada rural no bairro do Afonsos a cerca de quatro quilômetros do local do roubo.

Max Duarte Moreira: Foi o Lucas e um "pretinho"...

Max Duarte Moreira: Foi o Lucas e um “pretinho”…

No piano do delegado de plantão, Max Duarte Moreira, 21 anos, morador do Faisqueira jurou de pés juntos que é inocente. Mas declarou que viu Lucas de Paula Moreira chegar na companhia de um comparsa.

– Conheço o Bidó há muito tempo. Já tivemos umas brigas… Eu estava de bicicleta perto do local esperando para receber uma divida de um rapaz que trabalha na construção quando vi um Chevette preto chegar trazendo o Lucas e um “pretinho”. Logo depois eles assaltaram o Bidó. Teve uma gritaria danada no local e eu fui embora…

Lucas de Paula Moreira – este sobrenome lembra alguém? Quem sabe, Alexsander de Paula Moreira, o Alex da Gessonia? – 21 anos também jura de pés juntos e mãos postas que nem saiu de casa na sexta feira!

– Conheço o Bidó faz uns dez anos… Nós eramos vizinhos no Aterrado. Sempre fomos inimigos. Deve ser por isso que ele está me acusando… – Disse Lucas.

Com base nas declarações de Anderson “Bidó” Rodrigues Julio, que afirma que o rapaz que atravessou mancando na frente do seu carro obrigando-o a parar era Lucas de Paula, e nas declarações de Miller, irmão de Bidó, que afirmou ter visto Max na companha de Lucas minutos antes do assalto, o delegado de plantão autuou a dupla Lucas e Max no 157 e a mandou para o Hotel do Juquinha.

Este seria apenas mais um 157 nervoso! O primeiro do mês! Mas ele traz uma peculiaridade… A vitima Anderson Rodrigues Julio, o “Bidó”, 26 anos, tem uma capivara maior do que a dos seus algozes. Em sua ficha criminal desde 2008 consta os crimes de receptação de produtos roubados, furtos e roubo a mão armada, além de outros delitos menores…!

Desta vez Bidó experimentou do próprio veneno…!!!

Novembro de bonança…

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Se o ‘mês das bruxas’ terminou agitado, com varias prisões de traficantes, apreensão de armas e pilotos mamados infringindo a Lei Seca e ceifando vidas, novembro começou em completa calmaria na área do 17º Departamento de Policia.

Tirando o acidente envolvendo o delegado Regional Flavio Tadeu Destro, que caiu da moto e fraturou a clavícula enquanto fazia trilha com amigos, e um roubo com “100 anos de perdão” envolvendo Lucas de Paula, Max Duarte e “Bidó”, ocorrido na sexta feira, o primeiro final de semana foi marcado pela bonança e marasmo na DP  de Pouso Alegre.

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Policia Civil prende Terrorista na Tijuca…

Segundo investigação da PC, ele, a namorada Laís e Sergio Henrique, preso com pijamas de bolinhas nos braços de Morfeu, ao pé da manha desta sexta, são ‘empregados’ do ‘patrão’ Ricardo Magrão, preso pela PC na manhã de ontem.

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A prisão dos três distribuidores de drogas foi autorizada pelo Homem da Capa Preta depois de 5 semanas de investigação dos detetives Teobaldo e André.

A prisão de Terrorista se não foi explosiva, foi pelos menos barulhenta. Depois da prisão do patrão de manha, os detetives Teobaldo, André e o Inspetor Balca passaram a seguir seus passos. Ele mora na Rua Mons. Jose Paulino, mas aluga uma casinha de meia agua na Rua da Tijuca, a qual usa como ‘biqueira’ para distribuir a droga. O muquifo com alguns colchões, pertence ao meliante Gilson Bernardes, o “Índio”, velho conhecido da Policia. Aliás, Gilson merece um parágrafo nesta matéria…:

Era eu ainda um moleque de calças curtas na década de 70, quando conheci o Gilson da Tijuca. O que era fácil, pois os meliantes da época eram conhecidos de longe! Ele já era o bam-bam-bam da ‘erva marvada’ ali pelos lados dos “Quatro Cantos” onde mora até hoje. Eu morria de medo e mudava de passeio toda vez que cruzava com ele na rua.

– Cruz Credo! ele mexe com drogas – dizia minha mãe.

Sergio ...

Sergio Henrique da Silva : Preso com pijamas de bolinhas nos braços de Morfeu…

Ironicamente eu viria prolongar sua vida no dia 14 de julho de 2003, quando um desafeto, primo de uma de suas vitimas, o pegou de pau durante o banho de sol do Velho Hotel da Silvestre. Se eu não o tivesse socorrido, talvez ele não estaria alugando a casinha de quintal para João Paulo “Terrorista” Azevedo vender drogas hoje. Voltei a encontra-lo, já ‘mal das pernas’ no Hotel Recanto das Margaridas em 2007. Mais uma vez fui seu bom samaritano, levando-o diversas ao hospital. O velho Gilson, hoje com 60 anos e uma extensa capivara que inclui 155, 157, 180, 33, 121 – quase tudo pago – está com ‘as pernas quebradas’! Mas sua velha ‘biqueira’, a mais antiga da cidade, ainda serve ao crime.

Através da janela ou mesmo por baixo do portão Terrorista abastece os nóias da área sem mostrar a cara. No final da noite de ontem, ao se aproximar da biqueira, os pupilos do delegado Gilson viram um fila de nóias em busca de drogas. Quando se aproximaram, Terrorista trancou o portão e teria dobrado a serra do cajuru se Teobaldo não tivesse pulado o quintal do vizinho para impedi-lo. Com ele no muquifo havia trinta barangas de pedra bege fedorenta.

A namorada de Terrorista, a jovem Laís de Paula Ribeiro, 19 anos, estava no bar do Gari a 50 metros da biqueira, onde além de atender a ‘clientela’ faz o papel de ‘olheira’ para o namorado. Ao ser informada por um nóia que o barraco de Terrorista tinha desabado, desceu até lá para tentar juntar os cacos. Mas demorou quase meia hora! Antes ela foi dispensar nalgum lugar a droga que levava consigo.

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Sergio Henrique da Silva foi preso às sete da manha desta sexta em sua residência na Rua Três Corações, no bairro São João. Quando os detetives Teobaldo, André, Rafael, Magaiver, Elon e o Inspetor Balca bateram à sua porta Sergio ainda estava de pijama de bolinhas, nos braços de Morfeu! No seu muquifo apenas uma baranga de erva marvada… Mas a prisão já estava autorizada pela justiça.

O patrão Ricardo do Couto Rosa, o Magrão, recebeu a visita dos pupilos do delegado Gilson Baldassari no final de ontem em sua residência no jardim Noronha. Ele foi preso sem alarde quando chegava em casa. A prisão foi tão silenciosa que até o final da manhã desta sexta nenhum parente havia procurado por ele. E Magrão não sabe por que foi preso!

-Eu tô trabalhando no Shopping, não tô fazendo nada errado, Chips! – Espanta-se ele.

Mas a investigação dos pupilos do delegado Gilson Baldassari garante que Ricardo Magrão, depois de sair da cadeia, reassumiu suas atividades no ramo de distribuição de drogas.

Direto da Polícia 2

Ricardo do Couto Rosa, o magrão, menino que vi crescer e nem me lembrava mais, foi preso no dia 7 de fevereiro deste ano na sua própria ‘biqueira’ no Jardim Noronha, com 17 barangas de maconha – Policia Civil fecha ‘boca de fumo’ no Noronha – Curiosamente ele ficou apenas duas semanas vendo o sol nascer quadrado. Segundo o próprio, o crime foi desclassificado do 33 para o 28…

– O juiz mandou eu fazer tratamento numa clinica e prestar serviços comunitários – Diz Magrão.

Certamente isso não inclui ‘abastecer seus empregados’ com drogas!

... A "boca de fumo da Tijuca"!

… A “boca de fumo da Tijuca”!

Além do mandado de prisão temporária, João Paulo “Terrorista” Azevedo assinou o 33 e levou com ele a namoradinha Laís no artigo 35 da Lei 11.343. A partir de hoje o Hotel do Juquinha tem mais 4 hóspedes!!!

 

Gleydiomar surtou…E rasgou nota de 100 !!!

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Ele não rasgou nenhuma cédula na nossa presença na DP, porque havia acabado. Mas pessoas que passavam pelo centro de Cambui no meio da tarde desta quarta juram de pés juntos que Gleydiomar rasga dinheiro independente do valor da cédula. Rasgou todas que trazia na algibeira como se fosse papel rascunho. Antes ele comprou 60 quilos de carne e saiu distribuindo pela rua. Quando não tinha mais nada a fazer para chamar a atenção das pessoas, passou a perturbá-las… Aí foi levado pela policia militar para a delegacia de policia. Como perturbação do sossego alheio não comporta prisão em flagrante, ele foi ouvido, assinou um TCO e voltou p’ra rua.

No inicio da madrugada desta quinta, 31, ele voltou a perturbar as pessoas no posto de pedágio de Cambui. Mais uma vez recebeu pulseiras de prata para ser levado para a delegacia, mas, devido ao fato de confundir barbante com cordinha, acabou sendo deixado no PS do Hospital Regional de Pouso Alegre. Imagine o auê que o moço aprontou por lá!!! O pepino acabou sobrando novamente para a policia militar.

Às oito da manha ele estava no ‘corró’ da DP só de cueca, falando por sinais – com os seus amigos e inimigos invisíveis, naturalmente! Em surto psicótico, Glaydiomar, quando falava, não dizia arroz com feijão. Os policiais precisaram de mais de duas horas consultando sistemas informatizados, buscando informações daqui e d’acolá para descobrir que o psicótico se chama Gleydiomar dos Santos Mendes, tem 42 anos, tem mulher e três filhos imberbes e trabalha como açougueiro na cidade São Bernardo do Campo. Restava descobrir o que a policia poderia fazer com um cidadão em surto psicótico!!! Enquanto decidiam, a solução bateu à porta. A esposa e uma irmã do surtado, que desde segunda seguiam seu rastro, chegaram à delegacia de policia.

– Ele é uma pessoa correta, equilibrada, trabalhadora, bom pai! De repente ele começou agir assim… – Disse aos prantos dona M. apontando para o marido pulando  e gritando semi-nu na cela.

– Esta foi a segunda vez na vida… A primeira foi há mais de 15 anos, quando ele ainda morava em Santa Rosa de Lima, em Sergipe – Completou pálida a irma de Gleydiomar.

Ainda bem que a família chegou trazendo seus remédios controlados, pois o caso de açougueiro que rasga nota de 100, não era da alçada da policia! Era caso de Bairral…!!!

Programinha com adolescentes em Heliodora termina no xilindró!

As pistolas que levaram Celso para o Hotel do Juquinha...

As pistolas que levaram C. para o Hotel do Juquinha…

A policia militar foi chamada à rodovia MG 456, no bairro Pitangueiras, município de Heliodora ao pé da noite deste domingo, 27,  por uma garota de 17 anos que se dizia ameaçada com armas pelo cidadão C.S.M.J. Ao chegar ao local ermo da estrada os policiais depararam com três adolescentes aventureiros; Amanda, Tayná e Eduardo. Segundo Amanda, ela fora ao local a convite do sitiante para ‘curtir uma piscina’ com a promessa de que ele as levaria de volta para Pouso Alegre no final do dia, mas nada saiu como o combinado!

– Eu estava na minha casa no meio da tarde quando meu amigo C. chegou e me convidou para ir com ele comprar uma mesa de bilhar para levar para o sitio. Ele perguntou se eu não conhecia alguma garota que estivesse a fim de curtir uma piscina no sitio! Aí eu liguei para minha amiga Amanda e ela ligou para Tayná e fomos todos juntos para o sitio em Heliodora… – Contou Eduardo.

– Quando chegamos ao sitio o C. ofereceu bebida pra gente, tirou a calça e ficou só de cueca e mostrou duas pistolas… uma na parede e outra na estante – Contou Tayná.

– O combinado é que ele levaria a gente de volta para Pouso Alegre às sete da noite! Mas depois ele mudou de ideia e falou que era pra gente passar a noite lá no sitio. Nessa hora eu comecei chorar e ele falou pra eu voltar à pé … – contou com ingenuidade e revolta a garotinha Amanda.

Ao adentrar o sitio para averiguar a denuncia de posse de armas – teoricamente único crime palpável por ali – os policiais confirmaram as alegações do trio de adolescentes… C. estava na varanda, de camiseta e cueca! Na estante da sala repousava placidamente uma garrucha polveira do “tempo do zagais” – salvo engano, a mesma usada por Pedro Alvares Cabral para amedrontar os silvícolas quando desembarcou no Brasil em 1.500! – e outra garruchinha Rossi 22, de dois canos, enfeitando a parede.

Apesar da fragilidade e talvez ineficácia das armas, ainda assim elas se enquadram na lei 10.826. Por isso C. S. – depois de vestir uma calça – desceu para a Delegacia Regional de Pouso Alegre para assinar o 16. Como as sobreditas armas – provavelmente herdadas do bandeirante Francisco Lustosa, fundador de Silvianopolis em mil setecentos e bolinha – estão com a numeração raspada, o delito não comporta fiança! Diante de tal conjuntura C.S.M.J., 57 anos, deixou o conforto de seu sitio no bairro Pitangueiras e foi se hospedar no Hotel do Juquinha… Sem o amiguinho Eduardo e suas amiguinhas de 17 anos!

… E olha que a estória das pistolinhas com as garotinhas ainda pode soltar mais chumbo…!!!

Minutos de Sabedoria… Dia do Funcionario Publico

 

“Seja na terra a pequenina chama que ilumina as trevas em que jazem milhares de criaturas.

Seja a agua benéfica que dessedenta todos aqueles que atravessam o deserto da existência, sequiosos de carinho e amor.

Seja o alimento dos que nos procuram famintos de compreensão e de incentivo.

Procure servir e amar, para ter a alegria de haver passado na terra distribuindo benefícios a todas as criaturas”

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Tenham todos uma abençoada semana!

O encontro do fã com o ídolo

Eram nove da manhã quando empurrei a pesada porta de aço e entrei. Parece até que ele estava me esperando! Abriu um largo sorriso no rosto cansado, estendeu imediatamente a mão através das grades e foi despejando o vocabulário fora de ordem…

– Olá seu Chips! Você por aqui? Eu acesso todo dia seu blog… Gosto do jeito que você conta as historias, tira um ‘pelo’ dos cara…! Olha o que aconteceu comigo! Veja onde eu fui parar… Atrás das grades! Mas a culpa foi minha… Eu tinha abraçado umas loiras geladas, como você fala… Agora eu vou aparecer no seu blog, né? Como você vai contar o meu caso?

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Sem me dar espaço para entrar na conversa, Antonio Marcius de Melo Pereira, 44 anos, mudou o tom do monólogo e passou a chorar as pitangas…

– Olha onde eu fui parar? Minha família é de gente boa, de sucesso… Eu já tive quatro empresas, mas joguei tudo fora… Tudo por culpa dos ‘p’… Pedra, pinga e putaria! Agora estou trabalhando de garçom, não tenho mais nada! Mas o blog eu leio todo dia… Eu sou seu fã! Vai ser engraçado! Como você vai escrever o encontro do fã com seu ídolo?

Apesar do monólogo desconexo, Antonio Marcius não disse uma mentira. Filho de um respeitado e bem sucedido empresário do ramo de imóveis, irmão de outros bem sucedidos, ele também já viveu dias melhores. Como ele mesmo admite, a droga o levou para o abismo. Fora pego conduzindo um Fiat Palio da irmã de um amigo no meio da tarde na Vicente Simões, mamadinho mamadinho. Não tinha carteira de motorista e nem portava os documentos do veículo. Depois de quase atropelar uma senhora defronte o Alvorada, foi preso pela PM, recebeu seis multas, teve o carro guinchado e foi sentar-se ao piano do delegado de plantão.

– O delegado arbitrou fiança de mil reais, mas eu não tenho dinheiro para pagar! Quanto tempo eu vou ficar preso, Chips? Será que meus irmãos vão pagar minha fiança?

Antonio Marcius não conseguiu esconder sua alegria ao me ver de dentro da cela! Eu consegui… ocultar minha tristeza ao vê-lo ali! Mais um menino que vi crescer!

Quando eu ia saindo ele me chamou a atenção…

– Ei, espere aí! Você esta esquecendo de tirar a minha foto para a matéria no Blog… – E fez a pose acrescentando.

– Aê Chips, valeu, capricha na matéria…!

Antonio Marcius foi um pouco exagerado, mas não é o primeiro a pedir para aparecer no Blog. Mesmo que seja nestas circunstancias!  Alguns quando ‘caem’ uma segunda vez, chegam a me cobrar …

– Vacilão hein Chips? Eu fui preso no mês passado e você não falou nada…!

Aí esta sua historia meu estimado leitor Antonio Marcius… ‘menino que vi crescer’! Espero encontrá-lo em breve gozando a benfazeja liberdade, em paz, com saúde, no seio da família, com seus verdadeiros amigos.

Que Deus o abençoe!

‘Tá lá’ o gigante estendido no chão…!

O piloto da carreta-bitrem não deu conta de fazer a curva para pegar a BR e tombou lentamente na pista. A carga de compensados – Eucatex? – ficou parcialmente espalhada na pista.

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Quem vinha para o centro da cidade e queria pegar o atalho da Perimetral, teve que mudar de ideia e seguir em frente por cima do pontilhão para entrar no viaduto do Baronesa.

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O transito por ali ficou mais lento que tartaruga. Especialmente no fim da tarde, na “Hora do Rush”. Quando cheguei para fazer estas fotos às seis e meia da tarde, os motoristas estavam se arriscando pelo canteiro e passando por trás da carreta tombada, para entrar na Perimetral… Até que a PRF chegou e ‘cortou o barato’ dos impacientes.

O sinistro não poderia ter acontecido em um local mais apropriado… Defronte um ponto de “Chapa”! Os carregadores fizeram a festa sem ter que sair do local!

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Hoje pela manhã restava apenas a carga hermeticamente empilhada na beira da via. A carreta já havia ‘saído dos braços de Morfeu’ e seguido viagem… Certamente para uma oficina!

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Policia atira em assaltante… E acerta dois traficantes!

Estavam os frentistas quietos no seu canto no famoso posto de combustíveis no entroncamento das BRs 381 com 459, quando dois motoqueiros chegaram numa motoca com detalhes vermelhos, exibiram um trezoitão e passaram a mão pesada da bufunfa da noite! Levaram cerca de R4 800 reais e dobraram a serra do cajuru.

Bruno Castro Reis ; Deixou o Hotel do Juquinha semana passada..

Bruno Castro Reis ; Deixou o Hotel do Juquinha semana passada..

Seguindo o rastro de informações repassadas pelos patrulheiros federais que registraram o BO e denuncia de amigos ocultos da lei, no inicio da tarde desta segunda, 21 os policiais militares chegaram ao cidadão Miguel Rafael Brito Pinto, no São João.

Depois de rolar na poeira com os homens da lei, a muito custo Miguel aceitou as pulseiras de prata.

– Eu fiz a fita com o “Nem”… Ele tem uma moto ‘Fazer’ preta, mas ele disfarçou com adesivos vermelhos. Nós pegamos uns 800 contos e dividimos… Eu torrei a minha parte com pedra de madrugada… – Admitiu Miguel.

E deve ser verdade mesmo, pois no inicio da tarde ele ainda estava doidão, a ponto de encarar quase um batalhão de policiais militares na porta de sua casa!

– Coloca algema nele ‘pelamordedeus’, seu policia… Eu tenho medo dele! – Pediu sua mãe apavorada com a agressividade do filho.

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Segundo Miguel chapado Rafael, seu comparsa no roubo do Fernandão estaria mocosado em um matagal no terreno do Exercito, no bairro São João. Ao cercar o local indicado e adentrar o mato, os policiais depararam com dois meliantes em fuga. Era Bruno de Castro Reis, 24 e Denyon Bruno Oliveira Santos, 20 anos. Um deles levava na algibeira um embrulho com diversas pedras beges fedorentas.

Levado de volta pelos policiais ao local do inicio da fuga, junto ao pé de uma arvore, os policiais desenterraram quase um quilo e meio de crack. Acharam ainda dois aparelhos celulares devidamente embalados, possivelmente para ser enviados para comparsas no Hotel do Juquinha.

Droga dos 'Brunos' no momento em que os policiais a desenterravam...

Droga dos ‘Brunos’ no momento em que os policiais a desenterravam…

Denyon Bruno Oliveira Santos

Denyon Bruno Oliveira Santos

Os garotos, já figurinhas faceis do álbum da policia – Bruno Castro, um dos sequestradores do prefeito de Congonhal no ano passado, deixou o Hotel do Juquinha na semana passada – juraram de pés juntos que estavam no mato apenas queimando a pedra.

O atento delegado da Especializada de Combate ao Trafico da Regional de Pouso Alegre, Gilson Baldassari preferiu dar credito à policia militar – que empregou uma dúzia de homens e varias viaturas na operação – e fritou Bruno Castro e  Denyon Bruno no 33.

Miguel Rafael, o assaltante noiado, também sentou ao piano e assinou o 157. A batata do seu cumplice “Nem”, no assalto ao Posto Fernandão está assando pra ele…!!

Miguel Rafael Brito Pinto; O assaltante do Posto Fernandão rolou na poeira com os homens da lei.

Miguel Rafael Brito Pinto; O assaltante do Posto Fernandão rolou na poeira com os homens da lei.