E voltou a cometer os mesmos furtos pés-de-couve de antes!
Há crimes que, pela insignificância, não valem a pena contar. Alguns no entanto, pelos personagens envolvidos, justificam serem trazidos à baila! Neste perfil estão o furto de um “balão apagado” na porta da igreja e a ressurreição do velho “Já Morreu”.

Nos primeiros minutos desta quinta-feira, 03, o policial que monitorava o sistema “Olho Vivo” viu uma cena interessante na porta da Catedral Metropolitana de Pouso Alegre… Um furto estava em andamento. Aproveitando que um cidadão dormia, outro furtava sorrateiramente seu par de tênis. Informados pelo monitor, os homens da lei chegaram ao local a tempo de evitar o furto. Bruno Luiz da Silva Pereira ainda estava amarrando os cadarços do tênis roubado quando os policiais chegaram. José Benedito Felipe Filho, morador do velho aterrado, disse que havia abraçado Severina do Popote e se entregado às caricias se Morfeu, por isso não percebeu que estava sendo roubado!
Já Morreu foi pego furtando uma jaqueta..
Adriano Carlos do Carmo, 39, tem estória para contar! Aliás, até eu já contei algumas dele no livro “Meninos que vi crescer”. Começou cedo sua ‘caminhada’, em Cambui. Apesar da ausência de estrutura familiar, teve todas as chances que um cidadão precisa para viver com dignidade. Mas jogou todas na rua. Na verdade, optou por viver na rua. A ultima vez que o vi ele estava muito bem obrigado! Obrigado mesmo, pelo Homem da Capa Preta a viver na APAC. Estava belo e formoso, forte e corado, aprendendo uma profissão. Mas como eu disse, ele optou pela vida mansa das marquises! E aprontou mais uma…
Ao pé da noite desta sexta-feira, 04, ele entrou na loja Lojão das Fabricas na Dr. Lisboa, andou sorrateiro de um lado para outro, pegou uma jaqueta de couro, feminina, entregou para o ‘parça’ Luciano Marcelino Ribeiro, e se afastaram de mansinho. Antes de trocarem a jaqueta por uma garrafa de suco de gerereba ele sentiu a mão pesada do segurança da loja pousando no seu ombro. E lá foi o velho “Já Morreu” ressuscitar no piano do paladino da lei, por conta de mais um furto pé-de-couve.
Excetuando o primeiro crime – um homicídio – quando ainda era ‘dimenor’, todos seus crimes têm sido assim, insignificantes, nos últimos vinte e cinco anos! Morrer, ressuscitar, morrer…