Assaltantes levam R$15 mil do vendedor

Trocam de carro, atropelam o vendedor, mas são presos minutos depois do roubo com a res furtiva ainda no carro da fuga!

Um dos assaltantes participou também do assalto à farmacia do vereador Adriano no mês passado.

O roubo aconteceu às dez da manhã ensolarada desta segunda-feira, aniversario de Maria da Penha, no Jardim Aureliano em Pouso Alegre. No momento em que saia de casa com o malote de dinheiro para depositar no banco, o vendedor autônomo R.R.A. foi abordado por dois guampudos que saltaram sobre ele e tomaram-lhe o malote. A ação foi tão rápida que o vendedor nem chegou a ver se estavam armados ou não. Rápido também os assaltantes correram até um Fiat Siena prata que estava na esquina e dobraram a serra do cajuru na direção sul da cidade levando o malote com R$ 14.828,88 em três pacotes distintos.
Tão logo se refez do susto, R.R. pegou seu ciclomotor Suzuki JTA e saiu na sombra dos assaltantes, enquanto tentava contato com a policia. Na rotatória do bairro Santa Rita, alcançou o Fiat Siena a tempo de vê-lo emparelhar com um Chevrolet Meriva bege, que trafegava à sua frente. E meio à fuga o passageiro do Siena entregou o malote roubado para o motorista do Meriva bege em movimento. Alguns metros adiante, na altura do Posto Vitoria, o motorista do Meriva jogou o carro pra cima do ciclomotor, derrubando seu condutor.
Se a ação dos bandidos foi rápida e eficiente, a da policia também foi. Quando o Meriva bege passou defronte o 20º Batalhão da policia militar, os homens da lei saíram no seu encalço, e poucas quadras depois, no bairro São Cristovão, fizeram a abordagem. Os meliantes não tiveram tempo sequer de desfazer da res furtiva. Dois dos pacotes de dinheiro roubados ainda estavam dentro do carro!
Apesar de serem flagrados com parte do dinheiro roubado, dentro do carro, João Paulo de Souza, 54 e Anderson Ramalho, tentaram tapar o sol com peneira! Aliás uma peneira velha e furada…
– Eu moro em São Paulo. Vim a Pouso Alegre com meu amigo Anderson visitar um amigo no Aterrado, mas não o encontrei e estamos voltando para casa em São Paulo. Quanto a esse dinheiro aí no banco de trás, sei como veio parar aí, não – disse solenemente João Paulo, sem ficar vermelho!
E quanto ao ciclomotor abalroado na avenida? – Quiseram saber os policiais.
– Sei não seu policia. O cara tentou na minha frente, aconteceu a batida e eu fui embora sem prestar socorro. Achei muito suspeita a atitude do piloto do ciclomotor! – justificou Anderson.
Indagado a respeito do pacote de dinheiro no banco de trás do carro, ele também deu uma de João Sem Braço…
– Ah, seu policia, quando o Siena passou por nós estava muito tenso! Não deu pra ver se ele jogou alguma coisa dentro do meu carro, não – acrescentou Anderson Ramalho, 31, também morador de São Paulo.
Além de parte do dinheiro roubado do vendedor – R$ 12.125 -, prova do envolvimento de Joao Paulo e Anderson no crime de roubo, os policiais encontraram com eles vários documentos de veículos, menos o documentos do próprio Meriva que dirigiam, o qual tinha o chassi adulterado.
Embora aleguem ter vindo de São Paulo especificamente para visitar um amigo, a PM apurou que João Paulo e Anderson já estiveram na cena de outro assalto em Pouso Alegre recentemente.
Há quatro semanas, no dia 10 de julho, aconteceu um roubo com o mesmo ‘modus operandis’ na Farmacia Minas Farma, no bairro Chapadão. Na ocasião, sem mostrar armas, dois guampudos levaram um malote da farmácia do vereador Adriano, presidente da Câmara Municipal de Pouso Alegre. João Paulo, o mais velho, foi reconhecido por funcionários da farmácia e testemunhas do roubo.
No final do dia, João Paulo de Souza, 54, e Anderson Ramalho sentaram ao piano do paladino da lei na DP, assinaram o 157 e subiram no Taxi do Magaiver para o Hotel do Juquinha.
Mas a historia dos assaltantes que atropelaram o vendedor e seu ciclomotor na Avenida Prefeito Olavo de Gomes, não acaba aí. A policia vai investigar agora se João Paulo e Anderson são, de fato, ‘Joao Paulo’ e ‘Anderson’!

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Uma resposta em “Assaltantes levam R$15 mil do vendedor

  1. seria de bom alvitre, que investigassem como sabiam que a vítima tinha em sua posse o valor roubado, já que estava de posse na sua casa, será que não obtiveram informações de alguém que tinha conhecimento do valor.

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