“Faro & Fino” pegam farinha na cueca

Adamis Yago fez tudo certo: Foi buscar a droga com antecedencia na 'baixada do mandu, foi de manhazinha, mas acabou esbarrando no faro fino da dupla Ferreira & Fernandes!

Adamis Yago fez tudo certo: Foi buscar a droga com antecedência na ‘baixada do mandu! Foi de manhãzinha como o pássaro madrugador que pega as melhores minhocas mas…Acabou esbarrando no faro fino da dupla Ferreira & Fernandes!

Se as câmeras de monitoramento instaladas em locais estratégicos da cidade ganharam o pomposo nome de “Olho” Vivo”, bem que poderíamos batizar a dupla “Ferreira & Fernandes”, que fazem o patrulhamento preventivo nas imediações do terminal rodoviário de Pouso Alegre de “Faro Fino”! Treleu não deu, escreveu não leu, olhou e disfarçou, os atentos cabos PMs pregam o olhar, seguem, abordam e…  pimba! Descobrem a maracutaia! Metade das vezes que batem o olho num sujeito sorrateiro com pinta de somongó, acabam descobrindo que ele tem culpa no cartório!

O “somongó” da vez – por favor, não confundir com ‘somôngo’, que é exatamente o inverso! – foi o jovem serralheiro e formiguinha do trafico nas horas vagas, Adamis Yago Pereira de Andrade, 20 anos morador da Rua Sabará no bairro São João. A festa em que Adamis – nome de pessoa inteligente – iria distribuir a farinha do capeta vai acontecer no próximo final de semana. Mas ele inteligente e precavido que é, foi buscar a droga na Baixada do Mandu logo no inicio da semana nesta terça, 5, e como o inteligente pássaro madrugador que pega as melhores minhocas, ele foi de manhãzinha, perto da hora em que os policiais trocam de turno… Assim correria menos riscos! As oito e meia da manhã já estava voltando para casa com a farinha na cueca. Ele só não esperava cruzar no caminho com a dupla “Faro & Fino”! Quando Adamis passou pelo interior do terminal rodoviário e pegou a Marechal Castelo Branco, virou alvo da atenção dos cabos Ferreira & Fernandes.

Ao perceber que os policiais estavam na sua sombra, Adamis tentou disfarçar. Mudou de lado na rua, sacou o celular do bolso, exibiu todo seu talento de somongó mas não teve jeito… Tomou a geral! Na mão só havia o celular, desligado! Nas algibeiras nada de ilícito…

R$ 160 de farinha na cueca!

R$ 160 de farinha na cueca!

Mas afinal, onde estaria o objeto que deixara Adamis tão desconcertado? Na bolsa, quero dizer, no saco, desculpe… Na cueca! Sim, estava dentro da cueca! Um considerável volume… De pó branco semelhante à cocaína!

– De onde veio e para onde vai essa droga toda, meu jovem? – Quiseram saber os policiais.

– Eu comprei de um sujeito cujo nome eu não sei, no aterrado, – com certeza foi do “João Tapira”! – por R$ 160. Eu ia vender no fim de semana numa festa que vai ter no Cajuru, perto da ponte do Pantâno. – justificou Adamis.

Contar com detalhes sua tentativa de ficar rico vendendo farinha em festas, não livrou Adamis das garras da lei. A sociedade já está de saco cheio disso! O moço do saco cheio… De farinha! recebeu pulseiras de prata e foi sentar-se ao piano do delegado de plantão onde assinou seu primeiro 33.

Enquanto isso a dupla “Ferreira & Fernandes” colocou mais um somongó no seu currículo… Graças ao seu faro fino!

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