Acidente aéreo recoloca Bueno Brandão no mapa do Sul de Minas

Tripulantes da aeronave aantes do voo e local da queda: Foto; Policia Militar e Instagran

Tripulantes da aeronave antes do voo e local da queda: Foto; Policia Militar e Instagran

O acidente que colocou os holofotes sobre a pequena Bueno Brandão no Sul de Minas, aconteceu ao meio dia desta quinta pós-carnaval 2015. Um avião monomotor modelo Cessna, de repente perdeu altura e caiu numa mata fechada há dez quilômetros da zona urbana. Lavradores que estavam numa plantação de batatas – produto tipico da região – não chegaram a ver o avião caindo. Apenas ouviram o estrondo. A queda inesperada e ainda inexplicável do pequeno avião causou a morte instantânea dos quatro ocupantes; o piloto Eduardo Laurentiz de Caiado Castro, de 31 anos, sua esposa Julia de Salles Caiado Castro, 25, e o casal de amigos Talita Mariana Fornel, de 28 anos, e Eduardo Martinelli. Eles são empresários de Ribeirão Preto, Pedregulho e Sertãozinho, respectivamente, e voltavam de Paraty, litoral sul do RJ, onde foram passar o carnaval. O Ultimo contato do avião com terra fora feito minutos antes da queda, quando sobrevoava Braganla Paulista, ligeiramente fora da rota de colisão com a mata.

Os quatro corpos chegaram ao IML de Pouso Alegre por volta de dez da noite. Os exames necropsiais foram feitos por três médicos legistas e dois auxiliares, excepcionalmente à noite e duraram cerca de três horas. A identificação dos corpos só foi possível graças a tatuagens, cicatrizes e próteses informadas pelos parentes, uma vez que os corpos estavam todos irreconhecíveis. A liberação dos corpos para os familiares aconteceu por volta das dez da manha desta sexta, depois de concluídos os laudos.

Esta foi a segunda vez em seis meses que a pequenina Bueno Brandão, terra da batata e das cachoeiras aparece no noticiário nacional. Há seis meses – “A Múmia de Bueno Brandão e os três ossos pequenos” 08/08/2014 – uma múmia colocou a cidade sul mineira no mapa do Brasil. Ao abrir um tumulo para limpeza e preparo de espaço para nova sepultura o coveiro encontrou um corpo sepultado há cinco anos tal como havia sido sepultado. Tal como, não… O corpo havia se virado no caixão, como se tivesse sido enterrado vivo!

Policia, médicos legistas, diretores do asilo onde o velhinho passara seus últimos anos de vida se convalescendo de um derrame cerebral se uniram para explicar o ocorrido.

– Foi um caso raro de mumificação devido ao uso excessivo e continuado de medicação – concluíram os estudiosos de medicina legal. E o velhinho João Batista, que se despedira do mundo cruel aos 82 anos, pode enfim descansar em paz… Ainda que, na condição de múmia para sempre!

O acidente desta quinta feira, 19, além de renovar a notoriedade da cidade serrana mineira, recolocou a população em polvorosa! Quiçá Bueno Brandão não volte ao noticiário nacional nos próximos seis meses… Com noticia tão trágica e bizarra!

Tonho, Simplorio & Finório e a garrafinha d’agua

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Tonho é um cidadão simples, de sessenta e poucos anos, sem estudo, mas muito correto nos seus negócios. Comprou sua casinha há mais de quarenta anos e foi melhorando-a aos poucos. Nos últimos anos vinha juntando suas economias para fazer um “puxadinho”… Já tinha juntado cinco mil reais! Por segurança guardava a bufunfa debaixo do colchão!
Mês passado Tonho andava garboso pela rua quando viu a sorte bater à sua porta! Na verdade quem bateu de leve, timidamente, foi um cidadão com cara mais simples que ele. O moço humilde, de meia idade, bateu levemente nas suas costas para chamar-lhe a atenção. Quando Tonho se virou viu-se cara a cara com a pessoa que iria mudar sua vida! A pessoa que o deixaria rico de uma hora para outra! Tonho sempre sonhou ganhar na loteria, sempre fez sua fezinha mas nunca ganhou! Quando muito acerta uma dezena ou um terno no  “bicho” de vez em quando e ganha uns trocados” Mas quando chega a ganhar sessenta, noventa reais, já jogou o triplo desse valor! Desta vez estava na sua frente o homem que iria devolver tudo que ele havia jogado na loteria com juros e correção monetária…! Tão logo se virou, o homem com cara de pelarmordedeus foi dizendo:
– Moço, eu tenho um bilhete da mega sena… Parece que tá acumulado! O premio dá quase seis milhão! Mas eu num sei ler. O senhor não me ajuda a receber esse premio? Eu dou 200 mil pro senhor…
Ao ouvir a palavra 200 mil reais Tonho engoliu em seco! Pensou logo na sua casinha. Há mais de quarenta anos ele vinha reformando sua casinha e até hoje não havia terminado. Tinha conseguido fazer uma laje mas faltava o dinheiro para o telhado… Estava juntando as economias… Já tinha cinco mil guardado! Duzentos mil dava para fazer um punhado de puxadinhos e ainda sobrava dinheiro!
Enquanto sonhava de olhos arregalados diante do “Simplorio” esperando juntar saliva para dar a resposta, alguém falou primeiro que ele…! Era Finorio! O moço também de meia idade, bem vestido, com cara de contador – literalmente com cara de contador… de Conto do Vigário! – entrou na conversa e foi dizendo em tom de censura:
– Meu Deus! Fala baixo! Se alguém escuta ao Sr. falar que tem um bilhete premiado o senhor corre serio risco de vida… Além de assaltar o Sr. eles podem mata-lo!
Assustados, de boca aberta, Tonho e Simplorio olharam para o ‘sensato’ moço preocupado com sua segurança. Antes que eles conseguissem fechar a boca para falar alguma coisa, – essa é a tática! Não dar tempo de o outro falar! – Simplorio voltou à carga…
– O Sr. diz que seu bilhete é premiado? Cinco milhões? Não o premio da mega sena esta semana está acumulado! Vai pagar mais de dezessete milhões e meio. Quase dezoito milhões de reais! O bilhete está com o Sr.? Eu tenho aqui os números sorteados… Acabei de pegar no computador do escritório. Ou vou falar os números e vocês dois conferem aí… Mas pelo amor de Deus não se manifestem, não façam festa. Se alguém souber que o Sr. ganhou essa fortuna até eu corro perigo!
À medida que Finorio ia falando os números ‘sorteados’, Simplorio ia respondendo:
– Deu…!
Tonho acompanhou tudo com os olhos compridos e o coração disparado.
Conferido e ‘confirmado’ que o bilhete do Simplorio estava de fato premiado, Finório propôs ajuda-lo a receber o premio.
– Olha, eu posso ajuda-lo mas você tem que dar pelo menos 500 mil, 250 pra mim e 250 para o Tonho! Temos que ir agora mesmo ao banco receber esse dinheiro! È perigoso ficar andando por aí com uma fortuna dessas! Meu carro está ali na rua de tras…
– Tudo bem, mas olha… Como eu vou saber que vocês são de confiança?
Antes que Tonho respondesse, Finorio emendou…
– Nós podemos deixar com você dez mil reais cada um! Eu estava justamente indo ao banco fazer deposito. Veja… – Finorio enfiou a mão num envelope pardo e mostrou um pacote que parecia ser notas de R$50 dobradinhas e amarradas com elástico. Tonho ficou triste! Não levava mais do que vinte e poucos reais amassados na algibeira! Antes que ele respondesse que não tem dez mil reais, Finório o animou perguntando:
– E você Sr. Tonho? Tem dez mil reais no banco, na sua casa…?
Tonho logo pensou nos cinco mil guardados debaixo do colchão, juntados durante anos! Pensou no puxadinho, coçou a cabeça… Mas pensou que com R$250 mil daria para fazer uma dúzia de puxadinhos e ainda sobraria dinheiro! E caiu no Conto do Vigario – quero dizer, entrou na jogada!
Ao vê-lo chegar em casa no meio do dia, dona Maria se assustou e quis saber o que aconteceu. Tonho disfarçou. Respondeu entredentes ligeiramente irritado. Tomou um gole d’agua e foi para o quarto pegar a grana. Maria foi atrás.
– O que você vai fazer com o dinheiro do “puxadinho”? – perguntou ela pensando mil coisas!
– É negocio de homem, mulher! Não enche o saco, não…
A resposta foi péssima! Maria pulou na frente e rodou a baiana…
– Nem por cima do meu cadáver! Voce não vai sair daqui sem explicar o que vai fazer com o dinheiro do puxadinho! Eu também economizei para juntar…
Sem querer demorar, com receio de que Finorio, que esperava na rua de baixo convencesse Simplorio a ir embora sem ele e ficar com os ‘seus’ R$250 mil, Tonho contou rapidamente à Maria o sucedido…
– E ele vai dar R$ 250 mil pra cada um de nós. Mas ele quer uma ‘prova de confiança’. O ‘contador’ já entregou pra ele um pacote com dez mil! Deixa eu ir logo, mulher, antes que ele desista do negocio e eu perca duzentos e cinquenta mil…
Maria, com os pés no chão, sentindo cheiro de maracutaia, tentou alertar Tonho…
– ‘Ben’, será que isso não é golpe, não? Esse mundo tá cheio de gente vigarista!
– ‘Ara’, Maria… Cala boca! Mulher não entende nada de negocio de homem, não! – E saiu de casa quase empurrando Maria para tirá-la da frente da porta do quarto, enfiando o pacote de notas diversas no bolso. O dinheiro do ‘puxadinho’, juntado durante anos, de um ‘golpe’ daria para fazer muitos puxadinhos…!
Sentado atrás do volante do Fox preto, Finório esperava sereno a volta de Tonho. No banco de trás estava Finorio… Com a mesma cara de pelamordedeus! Com olhos de despedida Tonho entregou o pacote do rico e suado dinheirinho à Simplorio. Estava lançada – laçada – a sorte! Após rápida folheada no maço de notas diversas, sem conferir, ele guardou na singela ‘patrona’ de couro, própria de gente da roça. E seguiram em direção à Caixa Econômica Federal para sacar o premio acumulado da mega sena!
Enquanto seguiam em busca da fortuna, Finorio falava emendadinho – para não dar tempo a Tonho de se arrepender – sobre seus planos com o dinheiro ganho na loteria! Já haviam rodado alguns quarteirões quando de repente Simplorio começou se estrebuchar no banco de tras…
– Ai, ai… Estou passando mal… É o coração! Eu tomo remédio para o coração… Esqueci a hora… ai… meu remédio… está na minha patrona. Pega pra mim… pega também a garrafinha d’agua… ai, ai…
Estavam passando próximo a um mercadinho. Finorio mais que depressa embicou o Fox preto na primeira vaga que encontrou, virou-se para trás, pegou uma cartela de remédio, uma garrafinha e exclamou…
– A garrafa d’agua esta vazia!!!
– Ai meu Deus, ai meu Deus… então eu vou morrer antes de receber a bolada…! Uma garrafa d’agua pelo amor de Deus…
– Vá, Sr. Tonho… Compre uma garrafa de agua para ele tomar o remédio. Rápido…!
Pensando unicamente na possibilidade de não receber os R$ 250 mil do bilhete premiado caso Simplorio morresse antes de chegar à CEF, Tonho saltou do carro e foi comprar a garrafinha d’agua no mercadinho. Quando voltou um minuto depois, só o pó…!!! Nem a fumaça do Fox preto ele viu mais! Simplorio & Finorio haviam dobrado a serra do cajuru levando o bilhete premiado e os cinco mil reais do ‘puxadinho’. A famosa dupla havia acabado de aplicar mais um Conto do Vigario em Pouso Alegre!
Quatro horas depois Tonho voltou para casa só com o cabo do guarda chuva na mão! Mais tarde, ainda com raiva – com vergonha de ter caído num golpe tão antigo! – ele reuniu a família e contou os fatos. E ameaçou cortar na guasca qualquer um da família que contasse seu fiasco fora de casa.
Por ora o sonho do puxadinho está adiado! E ai de quem lhe pedir uma garrafinha d’agua…!!!

A historia do Tonho foi ligeiramente floreada… Mas aconteceu de verdade em meados de dezembro em Pouso Alegre. Mudei apenas os nomes dele e da esposa.
O homem que entregou de mão beijada suas suadas economias nas mãos de uma dupla de vigaristas poderia ser qualquer Tonho, João, Jose, Joaquim, Epaminondas, Godofredo ou Felisbino… Menos Zeca Juru! Pois meu amigo Zeca Juru, quando quer fazer um puxadinho em sua casinha branca perto do riacho ao pé da Serra do Cajuru, planta uma rocinha de milho ou feijão de meia com o vizinho, ou engorda um porquinho, vende uns frangos caipira, para aumentar sua renda familiar…! Ele aprendeu desde pequeno que só tem uma maneira de ganhar dinheiro honesto… Suando a camisa! Trabalhando! Ganhar dinheiro sem fazer força tem cheiro de maracutaia!
O Conto do Vigario é velho. Se confunde com a existência da humanidade. Sempre existiu pessoas desonestas dispostas a dar rasteira em alguém… E sempre existiu espertinhos prontos para receber a rasteira! O mundo se transformou no ultimo milênio! Menos o homem. Menos a cobiça. O homem continua sendo escravo do ‘vil metal’!
Enquanto existir pessoas com olho grande no dinheiro dos outros, a famosa dupla Simplorio & Finorio continuará rodando o país de um lado a outro aplicando seus golpes e se dando bem…!

* Na semana passada foi a vez de dona Maria – Maria mesmo, Maria A.S.S. 71 anos, moradora do Arvore Grande – entregar de mão beijada R$ 9.800 à famosa dupla, duas mulheres… Simplória & Finória! Ela foi abordada nas imediações de sua casa e ouviu a mesma ladainha do bilhete premiado. Meia hora depois ficou só com o cabo do guarda chuva na mão! O mais interessante é que dona Maria entrou no carro das vigaristas, foi a dois bancos onde sacou cinco mil em um e quatro e oitocentos em outro! Já com a bufunfa na bolsa Finoria levou dona Maria de volta à casa dela para pegar um comprovante de residência e transferir o premio para sua conta…! Quando Maria vai com as outras, desculpe, dona Maria voltou com a conta da Copasa na mão Simploria & Finoria já estavam rodando serenas, livres, leves e soltas no carrão preto pela Fernão Dias em busca de novas vitimas de olho grande!

Voce está rindo da historia da dona Maria? Da desgraça do Tonho?
Pare de rir e conte esta historia para os seus amigos, para os seus parentes, para o pessoal do escritório! Conte inclusive para os colegas da faculdade! Isso pode evitar que eles também caiam no Conto do Vigário…!

Olho Vivo flagra larapio vendendo res furtiva

Betuel: Sem roupa para sair da cadeia...!

Betuel: Sem roupa para sair da cadeia…!

Foi só mais um furto pé-de-couve praticado por um desses nóias que entraram para a carreira criminosa sem saber por quê, ainda na adolescência, e nunca mais conseguiram sair dela… E nunca conseguiram comprar sequer uma bicicleta com o produto do crime!
Três da madrugada do dia 03 de fevereiro. Os monitores do sistema de vigilância “Olho Vivo” perceberam que um meliante mulatinho, magricela e maltrapilho, usando uma bermuda e uma camisa do Corinthians chegava ao posto Tiger na Perimetral portando uma sacola na mão. De repente o corintiano se aproxima de um cidadão, conversam, passa a sacola pra ele, recebe algo em troca e vai comprar cigarro na lojinha de conveniências do posto.
Antes que o larapio e o intrujão se afastassem do posto, os homens da lei chegaram para abordagem. O larapio com camisa do Timão era Betuel Tiago da Silva, 30 anos figurinha fácil no álbum da policia. O intrujão era Elias de Paula. Ele havia acabado de comprar uma furadeira e uma plainadeira de Betuel por 50 reais.
Vendedor e comprador de objetos roubados às tres da manhã são conduzidos para a DP. Sem argumentos para esconder a procedência das ferramentas vendidas, Betuel dá o serviço:
– Eu furtei de uma construção na Rua Tupinambás numero 161 agora a pouco! – disse ele.
A construção pertence à construtora Domus. Na DP o encarregado garantiu que as ferramentas pertenciam à sua obra e se comprometeu a voltar pela manha trazendo as notas fiscais das mesmas. Mais tarde no entanto, voltou à DP e disse que nada havia sido furtado da sua obra. Nesse ínterim o pedreiro Pedro Donizete da Silva compareceu à DP e relatou que sua construção na mesma Rua Tupinambás, no numero 131, havia sido arrombada durante a madrugada e o ratão havia furtado uma furadeira plantadeira, molho de chaves e também suas roupas usadas: uma bermuda e uma camisa do Corinthians, que ele havia usado durante o trabalho. De imediato reconheceu suas ferramentas de trabalho. Ao ver as imagens gravadas pelo Olho Vivo no Posto Tiger, o pedreiro reconheceu também sua bermuda e sua camisa do Corinthians no corpo no larapio.
Esclarecido o furto da construção da Rua Tupinambás, como Betuel já havia subido no Taxi do Magaiver para o Hotel do Juquinha, o delegado Erasmo Kennedy, responsável pelo IP., solicitou à gerencia do ‘hotel’ a devolução das roupas furtadas pelo meliante Betuel para restituí-las ao legitimo corintiano…!
Resta ainda um mistério a esclarecer!!!
Quando deixar o Hotel do Juquinha daqui alguns meses, pois larapio pé-de-couve não cria raízes no cárcere, e deixar para trás o tradicional uniforme vermelho-fogo do presidio, como ele irá sair!?
Será que sairá pelado! Nú, com a mão no bolso…???

A proposito, o intrujão Elias de Paula, comprador de objetos de furtos no meio da madrugada, também perdeu o sono. Ele assinou o 180 e foi se hospedar no Hotel do Juquinha!

 

Caiu o traficante da Rua São João…

Tatavo: Droga exclusiva... Só 'farinha'

Tatavo: Droga exclusiva… Só ‘farinha’

Otavio Rosa Vieira estava na mira da Policia Civil há mais de ano. À alguns meses os detetives da Especializada de Combate ao Trafico intensificaram as filmagens ao suspeito. Filmagens literalmente. Postados à distancia em locais estratégicos, eles fizeram diversas imagens de ‘movimento’ em frente sua casa!
– Tem sido um intenso movimento de carros e motoboys na rua São João… Ele é um traficante diferenciado! Sua clientela não é formada por nóias do Aterrado. As pessoas que batem à sua porta são playboys, estudantes, pessoas bem sucedidas profissionalmente, na sua maioria pessoas acima de qualquer suspeita! Ele só vende cocaína…! – Diz um dos investigadores que há meses anda na sua sombra.
Com base nestas investigações o delegado Gilson Baldassari pediu e o homem da capa preta autorizou a busca em sua residência na Rua São João e no prédio de três andares que ele está construindo atrás de sua casa, de frente para o campo do Bangu.
– Trata-se de um belo prédio de três andares, muito bem planejado e bem acabado. Incompatível com a renda de gesseiro. – Diz o delegado. Aliás, as paredes revestidas em gesso são um esconderijo perfeito para drogas! – acrescenta.
“Tatavo” como é conhecido na boca, esperneou muito ao ser abordado defronte o novo prédio ‘de gesso’. Esperneou tanto que deu tempo de uma ‘olheira’ correr até sua casa na rua de trás, aos gritos, e avisar sua esposa. O restante da equipe, quase todo o efetivo da policia civil, chegou logo atrás da olheira para dar busca na residência. Mas perdeu o fator surpresa. Quando conseguiram cortar o cadeado do portão e entrar, Adriana de Souza Vieira já havia tomado ‘algumas providencias’…
– Acreditamos que ela tenha dispensado boa parte de cocaína no vaso de sanitário e na pia do quintal… – fez constar o condutor do flagrante no seu depoimento.

Adriana...: Avisada pela 'olheira' ele teve tempo de jogar a droga no ralo...

Adriana…: Avisada pela ‘olheira’ ele teve tempo de jogar a droga no ralo…

Apesar da pequena quantidade de farinha do capeta encontrada durante as buscas nos dois imóveis, a traficância de Tatavo já está, como diriam os magistrados em seus despachos, ‘sobejamente’ comprovada através de filmagens e depoimentos de usuários. No momento da abordagem ao traficante, dois nóias deixavam o local levando quatro barangas de cocaína!
Durante as buscas foram encontrados num dos quartos da residência cinco barangas de farinha e R$ 2.700 em espécie. Além da droga e dinheiro os policiais apreenderam também um VW Fox e uma moto Yamaha Fazzer adquiridos com dinheiro do trafico, segundo a investigação.
Otavio Rosa Vieira, o “Tatavo”, 48, preso em 2012 por contrabando de cigarros e a esposa Adriana de Souza Vieira, 41, assinaram o 33 e desde a noite desta sexta, 13, estão hospedados no Hotel do Juquinha!

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O “serial estuprador” está nas ruas

De tempos em tempos uma modalidade criminosa se aflora em Pouso Alegre e põe a população em alerta. Algumas vezes em verdadeiro terror! A policia, aquela mesma que todo mundo vê com olhos desconfiados, com olhos e sentimentos de desdém e desprezo, como se todos seus membros fossem corruptos, vai à caça, descobre o criminoso e o entrega à justiça. Tem sido sempre assim.
No inicio dos anos 70 foi um cavaleiro mascarado imitando Zorro, que aterrorizou a população – embora não tenha saído das imediações da Zona Boemia – com seu chicote. Ele não chegou a ser descoberto e nem preso, mas a perseguição policial foi tão intensa que ele preferiu sair de cena… E virou lenda!

Ele abusou sexualkmente de mais de dez mukhress durante mai de 01 ano... Ficou 11 meses na cadeieia!

Agnaldo de Lima Martins: Ele está sendo processado por ter abusado sexualmente de mais de dez mulheres durante mais de um ano… Ficou onze meses na cadeia!

Uma década depois, em meados de 1982, o terror – talvez o maior de todos os tempos – tomou conta da cidade. Viera de longe, da longínqua Russas no Vale do Jaguaribe no Ceará com breve escala em São Paulo para ganhar mais fama até que chegou à Pouso Alegre. Fez quatro vitimas marcantes: três estupros e uma morte involuntária! O nome do terror era “Fernando da Gata”. O mito morreu solitário na beira do Rio Sapucaí horas depois de ter tomado um tiro no lado direito do peito, disparado por um policial.
Quase quinze anos de calmaria até que uma onda de latrocínios tomou conta de Pouso Alegre. Começou com o estupro de uma mocinha na presença do seu noivo e assassinato frio do rapaz logo em seguida. Daí seguiu-se outros três assassinatos em poucas semanas. Novamente a PC entrou em cena e mandou o trio de assassinos cruéis para o xilindró. Dois foram justiçados pelos próprios companheiros de cela. O terceiro fugiu e nunca mais foi visto. – Todas estas historias estão contadas neste Blog e no livro “Meninos que vi crescer”!
A partir de meados de 2013 começou uma onda de estupros. O estuprador era um jovem e bem apessoado motoqueiro que, usando um ardil, convencia principalmente adolescentes e jovens a montar na sua garupa e as arrastava para um local ermo onde as possuía à força. Foram vários casos. Mais de dez consumados e outros tentados! Um deles conseguimos evitar por acaso em novembro daquele ano no Jardim Canada. Só não o prendemos naquela ocasião, porque a investigação da PC era tão sigilosa que poucos sabiam dos crimes. Com isso ele conseguiu dobrar serra do cajuru! – E neste caso foi literal! Ele seguiu pela estradinha de terra em direção ao bairro Alçapão e saiu no bairro do Cajuru! – Mas não foi longe! Dois meses depois o estuprador sentiu o frio das pulseiras de prata.
Agnaldo de Lima Martins, 32 anos, foi preso mediante mandado de prisão temporária na manhã do dia 22 de janeiro de 2014 por uma equipe de detetives da policia civil em sua residência no Bairro Santo Expedito. Mais de dez mulheres entre 15 e 35 anos disseram que foram convencidas por ele a ajuda-lo a fazer fotografias de uma suposta traição conjugal, ou simplesmente aceitaram o convite para dar uma voltinha na sua motoca… E foram parar num local deserto. Ele não negou as conjunções carnais com as mulheres! Mas alegou que todas elas foram de livre e espontânea vontade!
As audiências e Instrução e Julgamento como manda o Código de Processo Penal, aconteceu alguns meses depois. O fórum Orvietto Butti esteve agitado na ocasião com a presença das vitimas e familiares! Ficou faltando a sentença. E falta até hoje! E sem condenação ninguém pode ficar preso! Por isso Agnaldo foi colocado em liberdade. Saiu do Hotel do Juquinha no dia 12 de dezembro de 2014. Ficou menos de um ano atrás das grades…
Estupro é crime de Ação Privada. Corre em ‘segredo de justiça’! Por isso a Secretaria Criminal nada informou sobre o andamento do processo. O que sabemos é que antes da sentença o juiz do caso aposentou-se. Desde então nenhum Juiz assumiu o processo contra o estuprador. E sem condenação ele não pode ficar preso!
No inicio do mês publicamos aqui no Blog o artigo intitulado “Mark Chapmam & Jorge Maicon… Dois crimes e duas medidas”! Titulo que poderia ser substituído por: “Quem as leis penais protegem?”. Um breve comentário sobre a eficácia da lei penal americana e da lei brasileira. Por matar o astro John Lennon com quatro tiros nas costas e um no peito às dez da noite do dia 08 de dezembro de 1980, na porta do edifício Dakota em New York, o assassino – psicopata – Mark Chapmam foi condenado a 20 anos de cadeia. Ele cumpriu a pena “de ponta” como dizem nossos meliantes! Sem progressão de regimes, sem saidinhas temporárias para o ‘Dia das Maes’, ‘Dia do Pais’, ‘Dia dos avós’, ‘Dia do Vizinho’, ‘Dia da “ficante”’, e outras datas comemorativas com o fito de: “ressocialização”. Aliás, ressocialização é a palavra chave! A pena do ‘assassino’ da celebre canção “Imagine” venceu em 2000. Antes de ser posto em liberdade Mark passou por uma junta psicológica para se saber se ele tinha condições de viver em sociedade! Os psiquiatras e psicólogos concluíram que não! E ele continuou atrás das grades. Desde então, a cada dois anos, seu advogado renova o pedido de HC. A cada dois anos o jovem psicopata de 25 anos que matou a celebridade para se “tornar alguém”, é submetido a novo exame psicológico… – Ele tem bom comportamento carcerário! Se diz arrependido do que fez… É um preso ‘bonzinho’! – Mas a junta psicológica sempre conclui que ele não mudou em nada. – E nem vai mudar!
A ultima vez que o assassino de John Lennon passou pela junta foi em agosto passado… E, segundo conclusão da mesma, ainda não está em condição de viver em sociedade!
Enquanto isso, cá em terras Tupiniquins, mais precisamente em terras manduanas, o motoqueiro acusado de estuprar mais de dez mulheres, acusado de cometer mais de dez crimes hediondos cuja pena varia de 8 a 15 anos para cada um, depois de quase um ano de investigação; depois de onze meses preso foi posto em liberdade… Por falta de julgamento!!!
Será que ele está preparado para viver em sociedade!?

 

 

Ah, antes que me esqueça… A policia fez sua parte!

 

Lula aplica golpe no Banco do Brasil em Pouso Alegre

Adilson Ribeiro, o "Lula de Nanuque" vive aplicando o "Conto do Vigario" e outros golpes Brasil afora...

Adilson Ribeiro, o “Lula de Nanuque” vive aplicando o “Conto do Vigário” e outros golpes Brasil afora…

Onze da manha desta terça indecisa se chove ou não, o comerciante Ronaldo entrou na agencia do Banco do Brasil na Dr. Lisboa e se preparou para fazer um deposito no caixa eletrônico. Enquanto preenchia o envelope com R$ 2.600, sentiu um ligeiro cutucão nas costas! Ao virar-se deparou com um sujeito de meia idade, com cara de “pelamordedeus”, pedindo uma informação. O comerciante não deu atenção e fez o que qualquer pessoa sensata faria: disse ao moço para pedir informação a um funcionário do banco. Mal virou-se para terminar o preenchimento de outro envelope, sentiu nova cutucada nas costas… Ao virar-se lá estava o mesmo cidadão pedindo ajuda para operar o caixa eletrônico. Pela segunda vez, já com uma ponta de irritação, Ronaldo mandou o moço de cara triste e humilde buscar informação com um funcionário. Ato continuo virou-se para a mesinha de vidro, pegou seu envelope com os R$ 2.600 e se dirigiu ao caixa para depositar. Ao olhar para o envelope levou um susto! O envelope parecia ao mesmo, pesado, macio, gordo com o maço de notas. Mas a letra no envelope não era sua!!!
Ao abrir o envelope teve uma surpresa! Seu rico dinheirinho havia se transformado em papel picado, no formato de cédulas de real! Sobraram apenas duas notas de verdade. Mesmo assim o que antes eram duas notas de 100 agora eram duas notas de 2 reais!
Apesar da estupefação, Ronaldo pensou rápido…! David Coperfield, o magico que transformara seu dinheiro em papel picado só podia ser o cidadão de meia idade com cara de pelamordedeus!
Saiu desesperado no seu encalço! Foi alcançá-lo já na Rua Mons. Jose Paulino e com ajuda de populares o segurou até a chegada da policia.
Mesmo pego com outro envelope com papeis picados e duas notas de dois reais prontas para o próximo golpe, o moço de meia idade jurou de pés juntos que era inocente. Ele só confessou o crime depois que as câmeras de segurança da agencia mostrou sua figura sorrateira distraindo o comerciante para um cúmplice seu trocar o envelope verdadeiro pelo falso! Mas o dim-dim havia sido levado pelo comparsa!
O ‘magico’ do Banco do Brasil, sujeito humilde de meia idade com cara de pelamordedeus, chama-se Adilson Ribeiro, tem 56 anos e domicilio em Nanuque, no Norte de Minas. No entanto, com cara de pelamordedeus fica quem por um segundo se distrai na sua frente! Ele mora mesmo é nas cidades de porte médio Brasil afora aplicando golpes deste tipo. Enquanto ele distrai o comerciante ou office boy desatento, seu comparsa troca os envelopes e sai de fininho! Como fez com o comerciante Ronaldo no Banco do Brasil em Pouso Alegre!
Adilson Ribeiro, conhecido pelo sugestivo apelido de “Lula” – não sei por quê! – estrelou o álbum de figurinhas carimbada da policia em 1997 por uso de drogas. De lá para cá caiu varias vezes por trafico e associação para o trafico de drogas, por formação de quadrilha, furto e estelionato.
Para o experiente delegado Erasmo Kennedy, responsável pelo Inquérito desta terça feira, a atuação do “Lula de Nanuque” pode ser muito mais ampla.
– Pelo modus operandi, pela ousadia, agindo em parceria com uma ou mais pessoa, levando pacotes de papel picado para simular dinheiro, tudo faz crer que Adilson e seus parceiros – o que acabou levando o envelope do Ronaldo com os R$2600 – vivem de aplicar o Conto do Vigário nos quatro cantos do Brasil.
Por enquanto Lula ficará hospedado no Hotel do Juquinha! Mas é bom lembrar que certo tipo de criminoso não costuma criar raízes na cadeia…
Você meu estimado leitor, que recentemente caiu no “Conto do Vigario”, especialmente na modalidade “Bilhete Premiado”; olhe bem para essa foto…!!!
Será que você nunca desceu de um carro numa esquina qualquer para comprar uma “garrafinha d’agua” pra ele, não?

Preguinho se entrega à policia

 

Preguinho cansou da liberdade...

Preguinho cansou da liberdade…

O estimado leitor certamente já ouviu aquela frase:
“Não está fácil pra ninguém!!!”
Não está mesmo!
Ameaça de racionamento de agua!
Previsão de apagões!
Os preços do tomate e da batata lá em cima!
A Dilma – ainda – não sofreu impeachment!
Ciclofaixa na Vicente Simões atrapalhando ainda mais o transito!
Traficantes do Aterrado ameaçando os “Anjos do Samu”!
Muito mato nas pracinhas e áreas verde de Pouso Alegre!
Transeuntes e motoristas cada vez mais estressados…
É. Não está fácil pra ninguém mesmo!
E para o alagoano de Murici, Jose Henrique de Lima, 32 anos, está ainda pior. Desde que saiu do Hotel do Juquinha em agosto passado, ele não consegue arrumar emprego e levar uma vida digna. Ele não consegue nem voltar para a pacata e hospitaleira Silvianópolis, onde cometeu furtos e roubos pés-de-couve! Por isso, depois de muito penar pelas ruas de Pouso Alegre ele resolveu voltar para a vida mansa do presidio.
Ao pé da noite desta terça foi bater à porta do quartel da PM no Jardim Olímpico e disse aquela frase pouco comum:
– Eu sou foragido da Justiça! Vim me entregar!
Os policiais consultaram o sistema e constataram que o moço não era nenhum espião querendo entrar no presidio com segundas intenções… Era foragido mesmo! E disseram:
– Já que é assim, então “Teje preso”.
E la foi Jose Henrique “Preguinho” de Lima de volta para o lar-doce-lar do Hotel do Juquinha! Lá pelo menos tem cama, roupa lavada, banho e três refeições diárias… Além de dezenas de agentes para cuidar de sua segurança!

Big Brother manda lavrador para o Paredão

Alex Alves de Oliveira, 28 anos, morador do Itaim, estava em liberdade condicional

Alex Alves Oliveira, 28 anos, morador do Itaim, estava em liberdade condicional

Passava pouco do meio dia quando o cidadão Alex Alves de Oliveira entrou na loja Lojão das Fabricas na Dr. Lisboa e lentamente, com cara de quem não vai comprar nada, foi visitando as gôndolas e araras! Depois de alguns minutos foi embora sem comprar nada. Não comprou mas levou! Levou uma blusa dentro da mochila nas costas! Sem pagar…!
O que Alex não sabia é que seus passos haviam sido seguidos pelo “big brother” desde que ele entrou na loja. Quando ele ganhou a calçada, o segurança o abordou e o convidou para o ‘cafezinho na gerencia’! Meia hora depois Alex estava sentado ao piano do delegado de plantão na delegacia de policia.
E não foi só por causa da blusa, não! Na mochila do gatuno havia onze calcinhas com etiqueta da loja Magazine Paloma… Sem passar pelo caixa!
Ao saber do fato o gerente da Paloma confirmou que o moço da mochila, de fato estivera na sua loja de manhã, mas não havia comprado nada. Se não comprou? Passou a mão leve nas calcinhas da Paloma…!
Alex Alves Teixeira ainda tentou tapar o sol com a peneira, dizendo que havia comprado as delicadas calcinhas femininas na cidade de Turvolandia. As etiquetas no entanto, provavam que as calcinhas eram da Paloma…!
Um furto de manhã, outro ao meio dia, outro à tarde… – se não tivesse ido para o paredão! – Isso caracteriza “crime continuado”. Por isso não dá direito à fiança.
Diante da conjuntura, o moço que passou a mão leve nas calcinhas da Paloma, assinou o 155 e voltou para o Hotel do Juquinha, de onde saiu no dia 10 de outubro passado, também por furto!

Maconha no Hotel do Juquinha

 

Mais de oitenta por cento da clientela do Hotel do Juquinha está curtindo ferias forçadas no majestoso ‘hotel’, por alguma ligação com drogas. No entanto, mesmo atrás das grades, eles não largam o osso! Aliás, “osso” é um termo que cai muito bem nesse caso! Uns usam, outros vendem e outros – pés de couve! – seguram cabrita para os grandões mamarem!
A vigilância do presidio faz o possível para evitar que a droga entre… Os presos e seus familiares fazem o impossível para entrar com a droga! Enfim, combater a entrada de drogas no Hotel do Juquinha e tantos outros hotéis sustentados pelo contribuinte Brasil afora, é um trabalho igual da dona de casa… Nunca tem fim!Wellington Vieira de Souza: Com maconha na boca

Wellington Vieira de Souza: Com maconha na boca

Wanderley B.Lino: A droga estava no colchão

Wanderley B.Lino: A droga estava no colchão

No final da tarde deste domingo, 08, os agentes cumpriram mais uma tarefa de rotina nalgumas celas. Com dois dos hospedes encontrou pequena porção de drogas. Mocosada na espuma do colchão do hospede Wanderley Benedito Lino os agentes encontraram nove barangas de maconha. Com o preso Wellington Viera de Souza foram encontrados três patuás de erva marvada. A droga foi encontrada por causa de sua mudez… Ele não conseguia falar nada. Na verdade Wanderley se recusava abrir a boca! E quando abriu… a droga caiu!
Wellington Vieira de Souza, preso por assalto à mão armada e formação de quadrilha, e Wanderley Benedito Lino, preso por estelionato, furtos, roubos e trafico de drogas, onde estavam ficaram! Isso depois de um pequeno passeio até a DP para assinar um 33 e engordar um pouco maios suas capivaras…!

 

Capinha de caveira cagueta ladrão de celular

 

Paulo Robson Gonçalves de Carvalho: Traído pela capinha de caveira!

Paulo Robson Gonçalves de Carvalho: Traído pela capinha de caveira!

Passavam dois garotinhos de 12 anos pela Avenida João Beraldo, ao pé da noite desta quinta, 05, quando de repente apareceu um sujeito alto com cara de mau, encostou-os na parede e foi dizendo:
– Passa aí o celular, moleque! E nada de policia…!
Tremendo que nem cipó de São João em manhãs de inverno, o garotinho entregou seu aparelho celular com capa de desenho de caveira, mas logo que o assaltante se distanciou ele colocou a boca no trombone.
Em poucos minutos a policia militar foi acionada e passou a caçar o ladrão de celular com capinha de caveira. Não demorou muito avistou o sujeito cuja descrição correspondia à dos garotos tentando contratar um motoboy na Avenida Levino Ribeiro do Couto, para levá-lo ao bairro São Joao, talvez para comprar umas pedrinhas bejes, pois ele mora no Noronha. Abordado e submetido à busca pessoal, o cidadão Paulo Robson Gonçalves de Carvalho estava limpo! Aliás quase limpo! Ele não levava nenhum celular, mas levava na algibeira uma nota de 50 reais e a capinha de caveira!!!
– Onde está o celular que estava dentro desta capinha? – Quiseram saber os policiais.
Pilhado com parte da prova do crime esquecida na algibeira, Paulo Robson não teve como tapar o sol com a peneira…
– Eu vendi para um intrujão na praça Senador Jose Bento – Choramingou ele.
Em novas diligencias pela área central da cidade, os policiais encontraram o receptador e o celular roubado do garotinho. Na verdade o intrujão Teodomiro Alves Barbosa, morador do Fatima III, levava numa mochila sete aparelhos de celular, todos roubados, comprados pela bagatela de 50 reais cada um e ainda duas câmeras digitais e duas cartelas de viagra…!
Ao sentar ao piano para assinar o 180, Teodomiro Alves admitiu que sabia a procedência criminosa do aparelho da capinha de caveira bem como os demais. Mesmo assim, como o crime de receptação é afiançável, ele pagou fiança de R$1.200 e vai responder o processo em liberdade.
Paulo Robson Gonçalves de Carvalho, o assaltante que toma celular de criança com capinha de caveira, figurinha carimbada no álbum da policia desde 2005 por furtos e roubos, voltou para Hotel do Juquinha de onde saiu em maio do ano passado!