Gaeco ‘quebra falange’ do crime organizado em Monte Sião

Um casal de membros da famigerada ‘facção’ foi preso na manhã desta quarta com arma, drogas e mais de vinte mil reais em dinheiro em cheques!


A operação que prendeu o casal de traficantes em Monte Sião e Aguas de Lindoia na manha desta quarta-feira, 24, foi batizada pelo Gaeco, não por acaso, de ‘Operação Divisa’. Para chegar ao casal, a investigação dos policiais civis, militares e federais, chefiada pelo ministério público estadual de Minas, precisou de cerca de quatro meses. Os mandados foram cumpridos em três endereços no circuito das Aguas paulista e na ‘capital da malhas’, mineira. O investigado Carlos Tulio Gropelo, o “Boy”, recebeu os homens da lei em seu sitio no município de Aguas de Lindoia. No café da manhã ele ‘serviu’ aos policiais oito quilos de maconha, um quilo de pasta base de cocaína, um trabuco calibre 45, varias munições de calibres 12, 7,65 e 22, uma balança de precisão e farto material para embalagem de drogas! No distrito de Mococa, a 10 quilômetros de Monte Sião e oitenta de Pouso Alegre, na sua ‘residência de verão’, os policiais prenderam sua amásia Vitoria Nicoli Martins Carneiro,19. Ela mantinha em casa diversos relógios de procedência duvidosa, vários celulares, R$ 5 mil em ‘cash’ e quase dezessete mil reais em cheques provenientes do trafico.
A investigação do Gaeco apurou também, e comprovou com a apreensão de papeis, cadernetas e anotações, que “Boy” é useiro e vezeiro em buscar grandes quantidades de drogas na capital paulista, com a qual abastecia seus ‘empregados’ na fronteira mais charmosa do estado de Minas com São Paulo. Enquanto ele fazia o ‘corre’ na região, a jovem companheira Vitoria fazia a guarda da droga no sitio em Aguas de Lindoia.
A investigação mostrou ainda que, no distrito de Mococa, Tulio “Boy” era um ilustre desconhecido. No entanto, do outro lado da fronteira, onde comandava uma célula da facção criminosa e distribuía cerca de dez quilos de farinha do capeta por mês além de outras atribuições como autorizar e determinar o cometimento de outros crimes, ele tinha até guarda-costas!
O casal vinte da fronteira vai responder por tráfico de drogas e associação para o tráfico na Comarca de Serra Negra, a vinte quilômetros de Aguas de Lindoia.
A famigerada facção criminosa que atua dentro e fora dos presídios país afora, e que atende pelas iniciais de ‘PCC”, cujo nome a grande imprensa convencionou não mencionar, para não dar destaque e publicidade aos criminosos, não pode ser ignorada! Ela existe há pouco mais de dez anos; possui estrutura organizada; tem poder entre os criminosos; é mais eficiente do que muitas instituições legais; e está enraizada nos quatro cantos do país. Hoje em dia, raramente alguém passa pela cadeia sem ser cooptado pela facção. Seus membros não ousam infringir suas regras. E se o fazem, são sumariamente julgados, condenados e executados! O PCC é uma instituição do mal… mas, infelizmente, existe!
A prisão de um dos seus membros – de relevante estrutura e importância, – na divisa mais bela dos estados de Minas/São Paulo nesta quarta-feira, não chega a ser a quebra de um braço, nem mesmo de uma falange, mas mostra que, como toda organização, ela também tem seu ponto fraco e, portanto, pode ser desarticulada como tudo que trás prejuízo à sociedade. Os componentes do ‘Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado’ – GAECO, tem provado que, embora não seja fácil, é possível!

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